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20 de dezembro de 2015

Análise: O React OS em 2015

[ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/6/2020]

Aviso: Recomendável conexão estável com internet para apreciar o artigo com mais tranquilidade.
Papel de parede oficial do ReactOS 0.4.0 RC.

Introdução

Desta vez eu trago aos leitores e visitantes deste blog um artigo sobre o ousado e audacioso projeto ReactOS, um sistema operacional que, para quem conhece, pode ser considerado um verdadeiro clone do SO da Microsoft, mas, na verdade, é uma iniciativa autêntica e, sobretudo, legal, já que é um projeto open source (sendo até relacionado no Distrowatch.com, site dedicado geralmente à distribuições Linux / BSD), registrado sob a licença GPL (GNU General Public License), contando com a parceria de vários desenvolvedores pelo mundo, além de outros projetos de código aberto, como falarei ao longo deste artigo. Mas antes, conheça um pouco da história deste SO, cujo desenvolvimento já se arrasta há quase 20 anos (e, infelizmente, ainda não saiu do estágio Alpha), e que acaba de lançar uma versão candidata para a 0.4.0.

Contexto Histórico

Tudo começou em 1996, quando um grupo de russos queria fazer um clone do Windows 95, sistema da Microsoft lançado no ano anterior, que se chamaria FreeWin95. Ficaram mais de um ano discutindo e não saía nada de concreto. Até que, em 1998, Jason Filby tomou as rédeas e mudou os rumos do projeto, a começar pelo foco (trocaram a ideia de fazer um fork do SO de 1995, que rodava sobre o MS-DOS, para o NT 4 - percebe-se que, antes mesmo da Microsoft, os desenvolvedores já tiveram a visão do futuro do que seria o SO baseado na 'Nova Tecnologia', buscando enfocar em servidores e estações de trabalho, vendo a necessidade de empresas que não possuem condições de bancar um produto caro, mas bastante estável) e o nome (a partir daí surgiu a denominação ReactOS).

Desde então, este grupo de desenvolvedores e entusiastas estão na luta para desenvolver um SO compatível com as tecnologias da Microsoft, mas sem infringir suas patentes, criando um sistema praticamente do zero, através de uma técnica de engenharia reversa, onde uma função é friamente analisada, para então ser recriada "no escuro" (já que o produto da empresa de Seattle é privado e, portanto, de código fechado), mas também com a ajuda de parceiros e tecnologias de código aberto. Uma delas é o projeto Wine, que, com a ajuda (ou não) de ferramentas como o PlayOnLinux, consegue executar uma quantidade cada vez maior de programas Windows numa camada de compatibilidade em distribuições que rodam sobre o kernel criado por Linus Torvalds, e os programas GNU de Richard Stallman. Esta parceria caiu como uma luva, levando os desenvolvedores destes projetos a se colaborarem por muito tempo, inserindo os recursos do Wine dentro do ReactOS, e vice-versa, como poderá ser visto adiante.

Antecedentes

Quando o famoso site de tecnologia Olhar Digital divulgou um artigo sobre o lançamento da versão 0.4.0 RC1 do sistema, imediatamente fiquei com vontade de testá-lo e ver o quanto ele evoluiu desde quando o testei pela (última) primeira vez (justamente a versão anterior, a 0.3.17, lançada em Outubro de 2014). E os resultados serão apresentados a seguir.

Para este teste, utilizei uma máquina virtual de arquitetura 32 bits, com 512 MB de RAM e 20 GB de HD, criada no Oracle VirtualBox 5.0.12.

Aviso: Como o próprio site do projeto diz, "O ReactOS AINDA ESTÁ EM ESTÁGIO ALPHA, O QUE SIGNIFICA QUE NÃO É UMA FERRAMENTA COMPLETA E É RECOMENDADO APENAS PARA PROPOSTAS DE AVALIAÇÃO E TESTES", em tradução livre. Ou seja, apesar do sistema já estar razoavelmente utilizável, ele ainda está inacabado e sujeito a vários inconvenientes, como bugs e incompatibilidades, como poderá ser visto nas próximas seções. Por isso, se quiser testá-lo, eu recomendo a criação de máquinas virtuais, como eu fiz para esta Análise.

ATUALIZAÇÃO: Foi lançado, em 14 de Janeiro de 2016, a Release Candidate 2 da versão 0.4.0 do ReactOS, que, em teoria, trouxe correção de bugs e aprimoramentos. Realmente, uma das diferenças que pude notar está relacionada às Configurações Regionais, função que é detalhada ao longo deste artigo, cujo suporte ao idioma PT-BR foi melhorado, pelo menos nesta seção. Infelizmente, não consegui usufruir do sistema, pois a Área de Trabalho (o processo ReactOS Explorer) simplesmente não abria, nem mesmo quando tentava depurá-lo ou entrar no Modo de Recuperação (tenho que ressaltar que cheguei a enfrentar este problema no RC 1, mas foi bem menos "traumático" que nesta compilação), ficando totalmente na mão (e ressalto, ainda, que configurei a máquina da mesma forma que nos testes anteriores que serviram de base para este artigo, mas sem nenhum sucesso). Até então, não apurei se este problema já é conhecido da equipe de desenvolvimento do projeto, ou se é um problema isolado apenas de minha parte.

Instalação

Após de definir o boot pelo CD, abre-se o Assistente que, praticamente é o mesmo da versão anterior, ressaltando que este instalador se assemelha muito ao do Windows NT 4.
Este é o carregamento inicial do assistente.

Define-se a linguagem.

Tela de boas vindas do Assistente.

Se preferir, o instalador possui um console de recuperação, semelhante ao que existia até o Server 2003, embora, aparentemente, é mais limitado e com dificuldades para apontar um cenário de uso.

Observações sobre as limitações do sistema.

Configuração do teclado (que, aparentemente, só serve durante esta parte do Assistente, já que será necessário redefinir novamente mais adiante).

Janela de Particionamento.

Clicando em P ou L na tela anterior (eu recomendo), pode-se definir o tamanho desejado da partição.

O resultado da operação anterior será este.

Clicando em ENTER, escolhe-se o sistema de arquivos a ser formatado (até então, só há a opção de FAT[16]).

Pede-se, ainda, uma confirmação antes da operação.

A formatação é, então, realizada.

Em seguida, é feita uma verificação.

Define-se a pasta do sistema (Recomendo manter a sugestão padrão).

É feita a cópia dos arquivos essenciais.

É realizada as últimas operações.

Define-se as configurações de boot.

A primeira parte do Assistente é concluída. Solicita-se o reinício da máquina.

Exclui-se arquivos temporários antes do reinício (esta tela aparece muito rapidamente).

Após o reinício, é carregado o FreeLoader (fork do OSLoader, gerenciador de boot do NT4).

Aqui permite-se a escolha das opções de boot (ainda não traduzido).

Se precisar apertar F8, estas são as opções de Modo de Segurança (ainda não traduzido).

Em ambos os modos, mostra-se o carregamento do kernel...

...e também dos drivers básicos.

Esta é a tela de boot do ReactOS, claramente inspirado no Windows XP / Server 2003.
Tela de inicialização do ReactOS 0.4.0 RC.

E então inicia-se a 2ª parte do Assistente (como no NT 4 ao XP).
Primeiramente. é realizada a instalação dos dispositivos (uma implementação do Plug And Play do Windows).

Em seguida, aparece uma seção de agradecimentos aos desenvolvedores e projetos parceiros.

Como falei anteriormente, é nesta seção que será configurado o teclado. Para isso, clique no 2º botão 'Personalizar' (mais abaixo).
Configurações Regionais no ReactOS 0.4.0 RC.

Caso clique no primeiro botão 'Personalizar', são exibidas algumas configurações da linguagem PT-BR, como no Windows, mas que ainda não podem ser ajustadas, permanecendo as configurações de data, hora e moeda do padrão americano.

Agora, após clicar no 2º botão, pode-se definir as configurações de entrada do teclado.

Selecionando a linguagem 'English (US)', é recomendável excluí-la, aceitando a confirmação acima.

Em seguida, clicando em 'Portuguese (Brazil)', aperte o botão 'Properties' e mude o modo do teclado para ABNT2, como mostra a imagem acima.

Com isso, recomendo apertar o botão 'Set Default', só para garantir (desconfio que o botão não esteja tão funcional ainda).

E com isso, conclui-se as configurações do teclado. É só seguir, clicando em 'Avançar'.
Como no Windows, define-se o Nome e a Organização do usuário.

Se pensou que, em seguida, viria a parte do Product Key, engana-se! É importante frisar que, com o ReactOS, o usuário não terá esta preocupação.
Define-se o Nome do Computador e a senha do Administrador.

Verifica se a hora e a data estão corretas (dentro do possível, como expliquei acima).

Então é realizada as últimas operações, como o registro de arquivos.

E a instalação é concluída. É só clicar para reiniciar.

Um bug do sistema é que, independente de ter definido a senha, o sistema carregará automaticamente e, além disso, na conta de Administrador.
Após o reinício, o sistema é carregado para o usuário Administrador.

E esta é a Área de Trabalho do ReactOS, bastante parecida com a do Windows XP / Server 2003, em seu Tema Clássico (eu não consegui, mas há relatos que é possível adicionar outros temas no sistema, além do que já é disponível nativamente). Talvez o mouse não funcione, como aconteceu comigo, tendo que manejar o sistema apenas com o teclado (poderia ser pior).
Área de Trabalho do ReactOS 0.4.0 RC.

Pode ser que ele solicite a instalação de drivers. Por ora, cancele.

No caso de se utilizar o VirtualBox, é recomendável instalar imediatamente os Adicionais para Convidado.

A instalação do Guest Additions será demonstrada a seguir. Perceba algumas coisas:
  • A instalação de arquivos .exe já é bem funcional no ReactOS.
  • Além disso, o sistema já suporta o uso de CDs (no caso, a iso do Additions funcionou sem problemas).
  • O instalador não difere em nada do Windows (como pode ser visto a seguir), sendo até mais rápido que no SO da Microsoft.




Após o reinício, a cor pode ficar bugada, mas o problema do mouse já deve estar resolvido.

Para configurar a cor, da mesma forma que no Windows: clique com o botão direito, em 'Propriedades'.

Abre-se a janela de Configurações de Vídeo, que ainda está incompleta e não traduzida.
Em Background, ainda só há uma opção, que é a padrão (que ilustra, por sinal, o início desta Análise).

Em Screensaver, já há algumas opções de proteção de tela, como a de texto 3D e a que está selecionada na imagem acima.

Aqui temos um exemplo de como a proteção de tela funciona conforme esperado.

Em Aparência, é talvez, a guia mais completa destas Configurações, com várias opções disponíveis.

E, finalmente, em Settings, ajusta-se, na ComboBox 'Colors', para 32 Bits.

Com isso, o problema é resolvido.

O Menu Iniciar, em sua versão clássica, não difere praticamente em nada dos Windows mais antigos. Mas há uma ressalva: A seção 'Ajuda e Suporte' ainda não foi implementada.
Menu Iniciar Clássico no ReactOS 0.4.0 RC.

Agora irei falar de cada seção do Menu, começando pelos Programas. (As opções nativas são limitadas e estão todos em inglês. Para resolver isto, clique aqui).

Central de Programas

Na raiz há a Central de Programas, que substitui a seção 'Programas e Recursos' do Windows. Provavelmente trazido das Distribuições GNU / Linux, este talvez seja um dos grande trunfos do ReactOS. Esta central, além de facilitar para o usuário encontrar os programas que deseja, de uma fonte segura, ele permite ao sistema adicionar apenas os programas que, realmente, funcionam no sistema. Mesmo que, atualmente, ainda não sejam muitos, há várias opções importantes, como o 7Zip, o VLC, o Apache OpenOffice, IDEs como o Python, alguns jogos, além de bibliotecas que, para quem utiliza o Windows, são bastante familiares, tais como: .NET Framework (apesar que, eu não tive sucesso na instalação deles, deixando o sistema lento e o assistente não concluía a instalação), Visual C++ Redist., Adobe AIR, MSXML, entre outros.
Central de Programas (rapps) no ReactOS 0.4.0 RC.

Nesta versão há também uma nova versão da Central de Programas que, aparentemente, só perdeu a Barra de Menus.
Central de Programas (Nova) no ReactOS 0.4.0 RC.

A Central também possui uma seção de drivers (até então só tinha para máquinas virtuais). Será instalado o driver de áudio para o VirtualBox. Aproveito também e explicarei o funcionamento do programa.
Antes de tudo, é necessário obter as informações do repositório do sistema, assim como nas Distros. Nos meus testes, o arquivo pesa apenas 126 KB.

Em seguida, na seção de Drivers, selecione o arquivo ac97_vbox.exe, que só pesa 185 KB, e clique em 'Instalar' (ou, se preferir, clique no item 2 vezes).

Em seguida, o auto extrator solicita uma pasta de saída. Pode ser como está na imagem acima mesmo (Falando nisso, recomendo baixar um descompactador, como o 7Zip, já que o sistema não possui suporte nativo à arquivos .zip).

Gerenciador de Dispositivos

Dando continuidade, já lhes apresento o Device Manager do ReactOS (que pode ser acessado em Ferramentas Administrativas no Menu Iniciar ou no Painel de Controle, que falarei mais para frente). Diferentemente do Windows, que é um módulo snap-in do Console de Gerenciamento, aqui é um programa independente, mas com a mesma função: de mostrar uma árvore com os dispositivos do sistema. Ressalto que, de vez em quando, a barra de ferramentas 'buga', desaparecendo alguns botões (isto também acontece na Barra de Notificações do sistema).
Device Manager no ReactOS 0.4.0 RC

Então, selecione o driver desconhecido 'Multimedia audio device' e siga as instruções das imagens a seguir.
Na guia Geral das Propriedades, clique no botão 'Reinstalar Driver'.

Na janela introdutória do Assistente (aliás, bem semelhante a do Windows XP, mas que ainda não está traduzida), selecione a 2ª opção, como ilustra a imagem acima.

Na tela seguinte, selecione a 2ª caixa de seleção (como ilustra a imagem acima) e clique em 'Browse'.

Indique a pasta "C:\\Downloads\inf", como ilustra a imagem acima.

Se estiver tudo certo, clique em 'Avançar'.

O driver será reconhecido e instalado. Com isso, o processo estará concluído.

ReactOS Explorer

ReactOS Explorer no ReactOS 0.4.0 RC.

O fork do Windows Explorer (do XP / Server 2003) está bastante funcional, sendo constantemente aprimorado, mas com elementos ainda não implementados, como algumas opções da Barra de menus, como pode ser visto a seguir.
Algumas opções da Barra de Menus ainda não estão habilitadas.

As Opções de Pasta (que existe) só podem ser acessado no Painel de Controle.
A janela Opções de Pasta está bem traduzida, mas as opções ainda não estão funcionais.

Contudo, há opções interessantes que não existem no gerenciador do SO da Microsoft. Por exemplo, pode-se acessar as pastas do Registro, de algumas variáveis do sistema pela seção principal do gerenciador. Também ressalto o botão 'Acima', que, se existe, não vem no Windows XP por padrão.
Seção que exibe as pastas do Registro, função inacessível no Windows.

Seção que exibe algumas variáveis chave do sistema, inexistente e até inimaginável no Windows.

Esta é a estrutura das pastas principais do ReactOS, com a diferença de, no lugar da pasta Windows, obviamente, está a pasta ReactOS.

Internet Explorer

Wine Internet Explorer 8 no ReactOS 0.4.0 RC

Graças ao projeto Wine, o ReactOS também possui sua própria versão do Internet Explorer, baseada na versão 8 do já abandonado navegador da Microsoft do XP / Server 2003. Bem simplório, falta muitos recursos de interface. As Opções de Internet, por exemplo, também só podem ser acessadas pelo Painel de Controle.
As Opções de Internet do ReactOS ainda carece de muitos recursos presentes em sua contraparte.

E como no Windows, o ReactOS também possui um fork do motor de renderização de páginas da web do SO da Microsoft, conhecido como Trident (mshtml.dll, internamente), como dá para ver na imagem abaixo.

Ajuda

Ajuda Wine no ReactOS 0.4.0 RC.

Já dentro da pasta Acessórios, adicionei o link de um programa que exibe os tópicos de ajuda para o sistema, também um recurso do Wine (como eu disse, o sistema ainda não possui um fork da versão da Central de Ajuda e Suporte do Windows). Entretanto, ainda não fizeram nenhum tópico para o sistema, podendo ser visto somente com os que vem com programas de terceiros.
Tópicos de Ajuda do 7Zip (Interface bem semelhante em comparação com a versão do Windows).

Calculadora

Calculadora no ReactOS 0.4.0 RC.

Talvez um dos recursos mais antigos que foram implementados no ReactOS, a Calculadora é bem semelhante à sua versão do Windows (pelo menos a que permaneceu até o Vista). Está bem traduzido.

Área de Transferência

Clipboard no ReactOS 0.4.0 RC.

Recurso oriundo dos Windows 9.x, foi trazido para o ReactOS. Ele é bem útil para ver o que está na Área de Transferência.

Bloco de Notas

Notepad para o ReactOS 0.4.0 RC.

Também já implementaram uma versão de código aberto do Bloco de Notas para o sistema. Mas, se quiser, pode-se baixar o Notepad++ na Central de Programas.

Paint

Paint para o ReactOS 0.4.0 RC.

Um dos diferenciais desta versão do Paint, que foi implementada recentemente para o sistema, é a opção de escolher entre a paleta antiga (do XP) ou a padrão (semelhante a do Vista). De resto, é praticamente a mesma coisa. Porém, vale ressaltar que, por enquanto, o programa só suporta arquivos Bitmap (.bmp).

Prompt de Comando

Console do Prompt de Comando no ReactOS 0.4.0 RC.

Baseado na versão do NT 4, esta é a versão do CMD para o ReactOS. Ainda não possui muitos comandos. Suas configurações também só podem ser acessadas via Painel de Controle.
ReactOS Console (ainda não traduzido)

Recentemente, implantaram o recurso NTVDM, que adiciona uma camada de compatibilidade para executar comandos oriundos do antigo MS-DOS (aliás, este programa já não vem por padrão no Windows desde a versão 8.x).

Inclusive, alguns já foram implementados, como o command.com (imagem abaixo), format.com e o tree.com, por exemplo.
ReactOS DOS32 (command.com) no ReactOS 0.4.0 RC (ainda não está totalmente funcional).

WordPad
WordPad para o ReactOS 0.4.0 RC.

Visualmente parecido com a versão equivalente que vem desde o Windows 95 até o Vista, este WordPad, pela sua customização, é bem menos antiquado que a versão que permaneceu até o SO de 2006, lembrando um pouco o Gedit, editor de texto do projeto GNOME para Linux e outras plataformas.

Acessibilidade

Dentro da pasta Acessibilidade, há as versões do teclado virtual e da lupa.
Apesar de bem original, este teclado está muito grande, precisando de uma resolução muito alta para poder ser visto completo, além do tamanho pequenininho da Barra de Título (a imagem original está em 1024x768 pixels).

Lembrando bem a Lente de Aumento do Windows XP, ele sofre do mesmo problema da Barra de Título do recurso anterior.

Comunicações

Nesta pasta possui somente uma versão da Conexão da Área de Trabalho Remota (mstsc).
Provavelmente implementado recentemente, também lembra seu equivalente do XP. Ainda não está funcional.

Entretenimento

Possui um reprodutor de mídia, um gravador de som e as configurações de volume (esta, que também pode ser acessada no Painel de Controle).
Lembrando bastante o Mídia Player 3 (5.1 no XP) do Windows, este é o reprodutor de áudio nativo do ReactOS, que está apenas parcialmente traduzido (como alternativa, pode-se baixar da Central de Programas, opções como o Media Player Classic ou o VLC, por exemplo).


Particularmente, este gravador de som ainda precisa de tradução e de alguns ajustes na interface.

Infelizmente, mesmo com o driver, não consegui fazer o áudio funcionar, exibindo esta mensagem. Pode ser um problema só em meus testes ou não.

Ferramentas do Sistema

Aqui está acessível as versões do Editor de Registro (opção que não é exibida no Menu Iniciar do Windows, estando escondida), o Mapa de Caracteres e o Programa de Configuração do ReactX. O configurador de teclado não abre de nenhuma forma (talvez explique o fato de nenhum comando de teclado, como ALT + F4, não funcionar ainda no sistema).
O fork do regedit é convincente, e não menos funcional que no Windows, apesar de precisar de ajustes nas chaves padrão do sistema, que ainda fazem referência à Microsoft e ao Windows.

Bem traduzido, é muito bom já terem implementado o Mapa de Caracteres para o ReactOS.

Introduzido recentemente, este é a versão do dxdiag para o fork do DirectX do ReactOS, o ReactX, em sua versão 9.0c (infelizmente, alguns programas que necessitam dele ainda não foram ajustados para reconhecer a biblioteca, só entendendo o recurso da Microsoft). A maioria das guias ainda não estão implementadas.

Ferramentas Administrativas

As Ferramentas Administrativas disponíveis no ReactOS.

Aqui estão presentes as versões do Utilitário das Configurações do Sistema, o gerenciador de serviços e visualizador de eventos.
Versão padrão do msconfig para o ReactOS, que ainda possui várias configurações relacionadas ao Windows.


Esta é a nova versão que estão implementando do msconfig, mais polido para o sistema.

Versão do Serviços (snap-in do MMC no Windows), ainda exibe bem menos serviços que o Windows possui, o que pode aumentar no futuro.

Também baseada na versão snap-in do MMC, ele exibe os logs de eventos do ReactOS. Ainda está um pouco simplório para o meu gosto, mas está funcional.

Jogos

No momento, há 3 jogos disponíveis nativamente no ReactOS: uma versão do Paciência, do Paciência Spider e do Campo Minado. Mas já há muitos outros disponíveis na Central de Programas.
Iniciativa independente, esta versão do Paciência lembra bem a do XP.

Este jogo é baseado na versão que surgiu com o Windows ME.

O WineMine, como nome diz, é oriundo do projeto Wine, lembrando bem a versão do jogo presente desde o Windows 3.x.

Painel de Controle

Versão do Painel de Controle (em seu modo clássico) para o ReactOS 0.4.0 RC.

Este recurso lembra muito bem ao equivalente do Windows desde a 95 (com o Desktop Update), em sua versão clássica. Seguem abaixo, as configurações já presentes nesta seção, e que ainda não foram exibidos neste artigo.
Acessibilidade (ainda não traduzido e funções não implementadas).

Assistente de instalação de hardware (ainda não traduzido).

Data e Hora (ainda não traduzido, mas está praticamente funcional - vale ressaltar que esta janela ainda não é acessível pela Barra de Tarefas ou pelo relógio da Bandeja).

Pasta de Fontes (com várias fontes livres, como a Liberation Serif, e outras versões abertas de fontes proprietárias).

Controlador de Jogos, que adiciona comandos de teclado para jogos (ainda não traduzido)

Teclado (ainda não traduzido).

Mouse (ainda não traduzido).

Conexões de Rede (ainda não traduzido - a internet, configurado em NAT, funcionou sem problemas no sistema; além disso, esta janela já é acessível no ícone da Bandeja).

Opções de Energia (ainda não traduzido - e, talvez, ainda não totalmente funcional).

Sons e dispositivos de áudio (com exceção da Barra de Título, ainda não traduzido - mesmo com o driver, não funcionou).

Sistema (ainda não traduzido - ficou bem original, em relação à janela equivalente no Windows 95 até o XP).

Contas de Usuário (ainda não traduzido - lembra um pouco o módulo snap-in do MMC, o lusrmgr.msc, que realiza esta configuração).

Wine D3D (ainda não traduzido - inexistente no Windows, são as configurações gráficas, talvez já esteja obsoleto por causa do ReactX).

Barras de Tarefas e Executar

Abaixo segue as imagens das configurações de comportamento da Barra de tarefas e do Menu Iniciar. Perceba o erro na Barra de Títulos, que repete a palavra "Propriedades"
Propriedades da Barra de Tarefas e Menu Iniciar no ReactOS 0.4.0 RC.

Na Guia Barra de Tarefas, parece estar bem traduzido (com exceção das imagens), mas as opções ainda não são funcionais.

Já a Guia Menu Iniciar, ainda não está totalmente implementado, faltando a imagem característica, além de resquícios de elementos que não condizem com o sistema.
Executar no ReactOS 0.4.0 RC.

O elemento básico do Windows desde a versão 3.x também está presente no ReactOS, como demonstra a imagem acima.

Logoff

O logoff também funciona, mas em partes. Mesmo digitando a senha do Administrador,  o sistema não autenticou, sendo obrigado a forçar o reinício da máquina. Abaixo, segue as imagens do processo.
Ao clicar na opção no Menu, ele faz esta verificação.

Ao confirmar o processo, a sessão é encerrada e é exibida a janela de autenticação, que, infelizmente, ainda não está funcional.

Gerenciador de Tarefas

Gerenciador de Tarefas (taskmgr) no ReactOS 0.4.0 RC.

O ReactOS já conta com uma versão funcional do Gerenciador de Tarefas (baseado na do Windows XP). Porém, senti falta de algumas coisas, como as Guias de Rede e Usuários conectados, além das opções que estão presentes na versão do Taskmgr do Vista, como 'Abrir Local do Arquivo', 'Criar Arquivo de Despejo' e 'Propriedades do processo', por exemplo.

ReactOS Installer

ReactOS (Windows) Installer 4.5 no ReactOS 0.4.0 RC.

O ReactOS já suporta a abertura de arquivos .msi, através de um fork do Windows Installer, tecnologia da Microsoft que veio com o Windows 2000. Bem, se for mesmo um fork, acho que deveriam ter removido as referências do Windows nela.

A seguir, veja a demonstração da instalação do 7Zip, com instalador no formato .msi.
Um dos problemas do ReactOS Installer, é a ausência do banner dos instaladores dos programas.


Perceba alguns elementos característicos desta versão de Installer para o ReactOS.


Uma das características peculiares do ReactOS é que instala muito rapidamente, chegando a ser gritante a velocidade em relação à sua contraparte.


Núcleo

Para garantir a compatibilidade do ReactOS com programas desenvolvidos originalmente para o Windows, o sistema também utiliza um fork do Kernel do SO da Microsoft, baseado no do Windows Server 2003 com Service Pack 2 (é importante ressaltar que esta versão do SO para servidores já não é mais suportado pela empresa de Redmond desde 14 de Julho de 2015). Como disse no início do artigo, este elemento, bem como a maior parte do sistema, foi desenvolvido do zero, sem acesso ao código fonte do Windows, que, como se sabe, por ser um produto proprietário, não se tem acesso.
Informações do arquivo Kernel32.dll.

Informações do arquivo ntoskrnl.exe, que possui a mesma compilação do Windows Server 2003 SP2.

Programas de Terceiros

Como já disse anteriormente, mesmo em estágio Alpha, o ReactOS já suporta diversos programas de terceiros. Seguem abaixo alguns programas que eu testei no sistema, e algumas considerações sobre os mesmos.
7Zip 15.12 - consegui instalar somente a versão .msi, da Central de Programas (também testei o instalador .exe, mas paralisava o sistema). O programa, em si, funcionou muito bem.

Media Player Classic 1.7.9 - instalou e funcionou bem.

VLC media player 2.2.1 - instalou e executou sem grandes problemas.

Adobe AIR 20 - a API da Adobe ficou 'bugada' nos termos da licença, mas instalou bem (mesmo que mais rápido que o normal).

CCleaner 5.12 - o utilitário da Piriform, no geral, executou bem, apesar de alguns bugs na interface. Além disso, ele reconhece o sistema como Server 2003 SP2.

Firefox 43 - O navegador da Mozilla instalou e funciona sem grandes problemas, mas ressalto a ausência dos botões Minimizar, Restaurar e Fechar (estes estão lá, mas não dá para vê-los) e o zoom desproporcional dos sites. Não recomendo atualizá-lo pelo programa, pois tem-se o risco de não conseguir abri-lo mais.

Foxit Reader 7.25 - O leitor de PDF da Foxit instala e executa bem (ocorrem alguns erros durante a instalação, mas não comprometem diretamente no funcionamento do mesmo), apesar de ser pesado e não muito fluído. A interface Ribbon não funciona muito bem no sistema, ficando muito 'bugada' e difícil de mexer.

Em compensação, a clássica interface Barra de Ferramentas funciona bem, sem grandes problemas.

Recomendo a instalação deste programa, já que o ReactOS ainda não dispõe de uma ferramenta nativa de pesquisa.

Apache OpenOffice 4.1.2 - Instalou e funcionou sem grandes problemas, apesar de não ser tão fluído.

Além destes, também tentei instalar a suíte de escritório da The Document Foundation, o LibreOffice, versão 5, no ReactOS. Ele até instala, mas não consegue executar, deixando o sistema extremamente lento, ao ponto de travar a máquina.

Ferramentas de Disco

Já foi implementada as janelas de Propriedades para dispositivos, mas ainda está longe de ser funcional. O ReactOS ainda não dispõe de programas como Limpeza ou Desfragmentador de Disco, e também senti falta da configuração de reprodução Automática (lembrando que, até então, ainda não há suporte para dispositivos USB, somente para CD).
Ele até exibe bem as informações sobre o Disco, mas o botão Limpeza de Disco não é funcional. Além isso, em algumas ocasiões, os itens da janela 'bugam', desaparecendo da tela.

O Verificador de Erro é o único recurso desta guia que abre, mas também não está funcional.

Outras imagens

A seguir serão apresentadas mais algumas imagens sobre o ReactOS, incluindo outros recursos, além de alguns dos erros que me deparei durante meus testes.
Visualizador de Fontes - lembra bem a versão do recurso do Windows; bem funcional, mas ainda não está traduzido.

Visualizador de Imagem e Fax - equivalente à sua contraparte do Windows XP, confesso que não esperava encontrá-la ainda. Também parece bem funcional, tendo um visual bastante original.

Meus Documentos - Possui as mesmas pastas, como no XP, apesar de ainda não ter nenhum conteúdo nelas.

Menu de Contexto da Barra de Tarefas - Bem funcional; com exceção do 1º item, está bem traduzido.

Assistente de instalação do CD - aproveitei e executei o programa que vem na iso do ReactOS. Seu visual lembra um pouco a Tela de Boas Vindas do Windows 2000, mas é bem feita e está bem traduzida.

Lixeira - No geral, funciona, entretanto, quando abre sua janela, mesmo que haja arquivo nela, não consegue se ver, além de não conseguir excluir seu conteúdo nesta janela aberta, somente na Área de Trabalho.

Durante a instalação de um pacote de codecs do Central de Programas, me deparei com este erro, relacionado com o Visual C++ Runtime. Apesar disso, o programa concluiu sua instalação.

No RDP, quando se tenta selecionar um servidor, aparece este erro, dizendo que o protocolo SMB ainda não está implementado.

Eu estava feliz por não ter me deparado com uma - mas, no final de meus testes, para o meu desagrado, uma BSOD (isto mesmo, uma Tela Azul) foi exibida, imediatamente após passar pela tela de boot, e continuou dando o mesmo erro à medida que eu tentava reiniciar o sistema.

Além disso, gostaria ressaltar os problemas que tive com a exclusão de alguns arquivos pastas. Nunca vi um sistema de arquivos com tantos erros. À medida que o sistema vai ficando pesado, pode acabar corrompendo alguns arquivos e pastas, ao ponto de não conseguir excluí-los; além do problema da limitação de caracteres, o que já é natural do FAT[16]. Espero que resolvam isto quando implementarem mais sistemas de arquivos (incluindo o fork do NTFS, que já estão prometendo há algum tempo).
Janela Sobre (winver) no ReactOS 0.4.0 RC (perceba o erro do tamanho da janela ou do tamanho do banner, que predominou em minha instalação).

Janela de confirmação de desligamento (ainda não está traduzido).

Esta é a tela de desligamento do ReactOS. Quando o sistema ficava pesado, ele chegava a paralisar nesta parte.

Conclusão

Enfim, depois das longas horas testando-o, além do tempo que levei redigindo esta análise, posso concluir que, apesar de vários engasgos incômodos, chegando ao ponto do sistema paralisar ainda na tela de boot, esta versão está bem mais estável que a anterior, o que é um mérito da equipe de desenvolvimento.

Também é importante ressaltar que, mesmo ainda sendo um sistema em desenvolvimento e, portanto, faltando muitos recursos, é um SO que consome muito menos memória em disco do que os SOs da Microsoft, em suas versões mais recentes. Mas, apesar do objetivo nobre e louvável de levar uma versão livre e gratuita do Windows, com boa compatibilidade e uma curva mínima de aprendizagem, convenhamos que ele ainda está evoluindo bem lentamente, para um trabalho que já está com 18 anos de estrada (o que é a grande crítica em relação ao ReactOS), em comparação com sua contraparte, que segue uma evolução ascendente, buscando se distanciar cada vez mais de seus concorrentes; contudo, não se pode deixar de ter consciência que a comunidade por trás do ReactOS ainda é muito menor que a do SO da Microsoft.

E, apesar de que, tanto eu como muitas outras pessoas serem um pouco céticas em relação ao futuro do ReactOS (creio que apenas um problema muito grave poderia interromper um árduo trabalho de tantos anos), ainda estou esperançoso, e torço para que, muito em breve, o ReactOS consiga o que as distribuições GNU / Linux ainda lutam em conseguir: que alcance seus objetivos em oferecer um sistema operacional competitivo, estável e seguro de se utilizar, ao ponto de a empresa de Seattle rever seus conceitos e o mercado que atua. E, por fim, espero que este artigo possa ter divulgado da melhor maneira possível este projeto sério e bacana, que tem muito para crescer.

Para conhecer mais sobre o projeto ReactOS, clique aqui (o site ainda não tem opção em português).

E para você que chegou até o final deste artigo, que recursos você sentiu falta no ReactOS? Não deixe de postar seu comentário, fazendo alguma sugestão ou reclamação.

Deixo abaixo alguns sites que complementam esta análise:

Também deixo abaixo os links do blog Toca do Tux, que, mesmo especializado em assuntos sobre o mundo Linux, abordou, em algumas oportunidades, sobre o ReactOS, trazendo interessantes informações e curiosidades sobre este projeto, incluindo vídeos que detalham a experiência. Não deixem de dar uma olhada:
Não deixe de acessar o segundo artigo que fiz sobre o React OS, com novos testes, mais detalhes e constatações que não foram mostrados aqui.

Agradeço pelo seu tempo e por sua atenção e até a próxima.
 

26 de outubro de 2015

Análise: Teleton Brasil 2015

Logo do Teleton Brasil 2015

Deixando de lado um pouco os artigos sobre tecnologia, que costumo divulgar aqui no blog (já estou preparando vários artigos que serão divulgados em breve), hoje eu gostaria de fazer uma análise sobre o Teleton, a famosa maratona televisiva promovida pelo SBT todos os anos, em prol à AACD, entidade sem fins lucrativos que presta assistência a pessoas com deficiências físicas, que neste ano celebrou sua 18ª edição, e que chegou à maioridade com várias novidades e muitas surpresas, alcançando o expressivo valor de mais de 31 milhões de reais (quando a meta era de 26).

Breve histórico

Primeiramente, esta modalidade de captação de recursos começou ainda nos anos 60, com Jerry Lewis e seu filho com necessidades especiais, lá nos Estados Unidos, e logo vários países passaram a produzir suas próprias maratonas. Aqui no Brasil, os direitos foram adquiridos ainda no final dos anos 80 pela AACD e apresentados à finada Hebe Camargo, que gostou da ideia, e convenceu o famoso empresário e apresentador Silvio Santos a ceder sua emissora para promover o Teleton. E assim, em 16 de maio de 1998, ia ao ar a primeira edição do Teleton Brasil, que se propunha a criar uma "Rede da Amizade", buscando reunir os principais meios de comunicação, os empresários e os telespectadores a se sensibilizar pela nobre causa e ajudar a manter o projeto de uma entidade que sempre se mostrou idônea, transparente e disposta a ajudar àqueles que mais precisam e que nem sempre tem condições de pagar um tratamento (que, dependendo dos casos, chega a ser complexo), e que completou 65 anos em 2015. A cada ano que passa, o projeto cresce cada vez mais, onde mais empresas abraçam a causa e sensibiliza de uma forma mais expressiva a atenção das emissoras concorrentes (apesar que, particularmente, ainda está longe do ideal, mas a realidade já foi muito pior). Também gostaria de ressaltar que, este programa é bastante importante, pelo fato de que, há mais de 10 anos, ser o único dia do ano que Senor Abravanel dá as caras AO VIVO na emissora, sendo repleto de ansiedade e de momentos marcantes e históricos todo ano.
Silvio Santos, na abertura da primeira edição do Teleton Brasil, em 1998.

Campanha

Neste ano de 2015, o Teleton veio com uma roupagem diferenciada, trazendo uma nova campanha (a música composta pela dupla Victor & Léo, com o slogan "Fazer o bem é (muito / sempre) bom", norteado pela temática "Gratidão"), um novo cenário (minimalista, mas bastante atraente, com tons de rosa, um telão grande no fundo; e na frente, um telão menor, que mostra o logo do programa e VTs, quando era necessário, em contrapartida ao cenário carregado e com predominância da cor preta que permaneceu nas últimas 4 edições), e uma grande conquista: mais de 200 artistas (dentre eles, uma participação internacional, que falarei mais adiante - o estranho é que há sites que estão falando em 120 artistas), um recorde, entre cantores, personalidades, jornalistas e apresentadores - alguns de outras emissoras de televisão; fora o bom número de empresas e pessoas que apoiaram o projeto neste ano. Em contrapartida, também foi um ano de muito pesar e expectativa, já que a AACD precisava mais do que nunca do dinheiro arrecadado, já que, com a crise política e econômica, ela foi obrigada a fechar 2 unidades em São Paulo (das 5 existentes no estado, fora as outras unidades em 7 estados, totalizando 16), que foram conquistadas com muito esforço e dedicação pelas campanhas anteriores e perdida por falta de apoio, sobretudo do Governo, que não repassa o que deveria à entidade.
Estúdio onde aconteceu o Teleton Brasil 2015 (Note que, atrás do telão que mostra a logomarca, há um outro telão, que exibia imagens e transições, dependendo da ocasião).

Abertura

Este ano, começando meia hora mais cedo que de costume, teve um detalhe que me incomodou logo de cara: a ausência do tradicional discurso de abertura de Silvio Santos. Tudo bem que, dos tempos para cá, ele já estava relaxando um pouco neste detalhe, já que, nos últimos 3 anos, sempre fazia discursos curtos e falava praticamente as mesmas coisas - fora o fato de que, no ano de 2014, ele já não gravou sua mensagem no estúdio do Teleton, mas sim no  seu próprio programa, um dia antes do início da maratona. Infelizmente, daqui por diante, teremos que nos acostumar com a ideia de o Homem do Baú não fazer mais a abertura da maratona, apesar da saudade de recordar certas edições do Teleton que "seu Senor" ficava mais de uma hora deixando sua mensagem e apresentando algumas histórias de vida ainda durante as noites de Sexta-feira. Em compensação, foi exibido um trecho do marcante discurso de Silvio Santos durante o emblemático programa Gol Show, de 17/05/1998, que oficialmente é atribuído o primeiro milhão de reais da emissora, dado naquela noite especial.

Com isso, a 18ª edição da maratona televisiva teve seu início, com os padrinhos da campanha, o cantor Daniel (já livre do vínculo formal com a RGT, que chegou a não liberá-lo para o Teleton em 2012) e a apresentadora Eliana (que representa com dedicação o legado de Hebe), além da dupla Victor & Léo e a cantora Ivete Sangalo. E assim, o primeiro momento histórico da maratona aconteceu: a aparição da apresentadora Xuxa Meneghel. A ex-global e atualmente contratada da Rede Record fez uma grande participação, cantando algumas de suas músicas de sucesso, interagindo com os apresentadores no palco e convidados, ficando mais de uma hora no palco, sensibilizando o público com sua alegria e suas intervenções. Particularmente, foi algo totalmente diferente assisti-la na tela do SBT; me simpatizando bastante com sua pessoa, apesar de alguns exageros, ao ressaltar que agora pode falar, e também ressaltando que quase que não a liberaram (fazendo parte do processo de experiência de liberdade que ela não tinha há 30 anos - e, de certa forma, nem está tendo na Record, por causa das restrições ideológicas e religiosas da emissora). E pensar que este e outros momentos quase não aconteceram...

Para se ter uma ideia, nos últimos dois meses, não só a Record como também a Rede Bandeirantes cismaram em não liberar nenhum artista de seus respectivos casts para esta causa tão nobre, atribuindo a culpa ao humorista e apresentador Danilo Gentilli, ex-contratado da Band e integrante do cast do SBT há quase 2 anos, conduzindo com sua turma o talk show "The Noite", nos fins de noites do SBT. Ambos alegaram que ele andou fazendo piadas ácidas e muito incisivas às respectivas emissoras, o que deixou a direção destas nervosas e com um pé atrás, o que é compreensível, já que Danilo costuma alfinetar sua antiga casa e fazer tiradas com audiência (a estreia da Xuxa na Record é só um exemplo). Olha que a Xuxa já tinha sido autorizada com antecedência para ir ao Teleton, mas sua participação acabou sendo suspensa, deixando uma certa tensão no ar (apesar que César Filho tenha negado que tinha sido vetado, afirmando que nada estava certo). Mas o que poderia ter resultado em grandes baixas para o evento, teve uma reviravolta interessante em 18 de outubro, o domingo próximo ao evento, quando mais uma edição do Programa Silvio Santos foi ao ar.

No clássico quadro "Não erre a letra" (herdado do antigo programa "Qual é a Música"), que teve a participação de Gentilli e sua equipe, além de Carlos Massa, o Ratinho, e sua turma, Silvio Santos aproveitou a ocasião para questionar a decisão da Record e da Band, onde Danilo se defendeu, assim como "seu Senor" também o absolveu, afirmando "que era desculpa deles para não ir ao Teleton". Na oportunidade, Ratinho também opinou e afirmou que, se tivesse oportunidade de ir ao Criança Esperança (projeto da Globo e da UNESCO que reverte fundos para entidades que atendem crianças carentes - e que, por sinal, desejou boa sorte ao Teleton, retribuindo o gesto feito anteriormente), ele iria, condenando a atitude dos diretores das emissoras. Quando assisti o quadro, fiquei eufórico e animado com as proporções que a crítica do Patrão poderia causar. E não foi para menos. Foi só isto acontecer que a Record logo voltou atrás de sua decisão e liberou não só a Xuxa, mas de quebra, outros 3 artistas de peso: César Filho (que havia trocado o SBT pela Record meses atrás), Luiz Bacci (jornalista que ficou muitos anos no SBT e que cresceu muito na Record, onde atualmente é apresentador de programas jornalísticos e policialescos) e, pasmem, ninguém menos que Augusto Liberato, mais conhecido como Gugu (antigo pupilo de Silvio Santos, que ficou quase 30 anos no SBT e teve 2 passagens na Record, desde 2009, e por isto, já estava há 7 anos sem ir ao Teleton). Até onde sei, a Band não se pronunciou oficialmente (apesar de o jornalista Flávio Ricco ter dito, em sua coluna no portal UOL, que ela poderia liberar algum artista do programa CQC), mas foi "redimida" pelo Silvio Santos (falarei isto mais adiante), o mesmo que criticou a emissora do Morumbi de deixá-lo direto no Top Five e não ajudar na maratona.

Curiosidades

Algumas coisas me chamaram bastante a atenção. Uma delas foi a forma de como se sucedeu a arrecadação: além do fato de ter sido introduzido a doação por SMS, me surpreendeu o fato de, com menos de 2 horas de programa, o placar já registrava mais de 2 milhões de reais (posso estar errado, mas até onde eu me lembre, além disto ter sido algo inédito, teve edições que se alcançava este valor só na tarde de sábado). Além disso, quero ressaltar que a arrecadação ocorreu de uma forma que superou todas as minas expectativas, com os cheques sendo "diluídos" durante o programa (o que pode ter sido uma bela estratégia, já que geralmente estas doações se concentrarem no momento da consolidada "Tropa dos Cheques"). Vale ressaltar ainda  a quantidade de cheques de cerca de 200 mil e 1 milhão de reais (falo isto sem a intenção de criticar os valores doados, pois, como Silvio Santos diz - e tomo as palavras dele como minhas - "se doar qualquer valor já ajuda bastante"). Também ressalto a falta de direção de câmeras, onde os artistas erravam diversas vezes a câmera que deveriam olhar, salvo poucas exceções - nem o Silvio escapou dessa.

As participações que acompanhei e que me chamaram a atenção foram: o Luis Ricardo (um dos que fizeram o palhaço Bozo e, atualmente, apresentador), bastante comovido - tendo em vista seu acidente no Programa do Ratinho em dezembro de 2014, e César Filho, que pisou em sua antiga emissora após meses; a animação da Christina Rocha; as críticas incisivas feitas por Raul Gil; a participação (que eu não esperava) de Adriane Galisteu, que interagiu bastante com o cantor Eduardo Costa; a história dobradinha de Ratinho e Gugu (onde um agradeceu o outro, lembrando da época que o loiro trouxe o Ratinho ao primeiro Teleton, quando este ainda era contratado da Record; além de recordar episódios, quando o Gugu visitou o então programa "Ratinho Livre" e tentaram hipnotizar uma galinha, trecho disponível na internet - e pensar que estes dois se concorriam até algumas semanas atrás... o que uma causa tão nobre não faz...); um Celso Portiolli elegante; o Ronnie Von (famoso cantor e atualmente apresentador do programa "Todo Seu", na Rede Gazeta); além da intervenção dos jornalistas do SBT que, numa ordem pré-definida, iam ao palco da maratona para prestar contas do trabalho da AACD - a que me me sensibilizou mais foi a jornalista Flávia Travassos, que sofreu um AVC em Novembro do ano passado e contou, numa reportagem especial, sua trajetória e seus desafios.

Como de costume, no palco do Teleton passam vários artistas, cantores, que fazem seu trabalho e deixam sua mensagem ao povo. Mas uma participação estelar marcou o Teleton: a atriz e cantora mexicana Lucero Hogaza. Prevista para vir às 8 da noite de sábado (mas só veio mesmo era quase às 10), ela mostrou toda sua simpatia e sua experiência, legado vindo dos 15 anos que ela comandou a versão da maratona televisiva lá em seu país natal e nos Estados Unidos. Muito bem recebida por Eliana, Daniel e convidados, ela cantou suas músicas famosas - as temas das novelas "Por Ela Sou Eva" e "A Dona" (a versão atribuída pelo SBT, não a música original); fez seu apelo, mostrando-se dedicada pela causa, exibindo um belo domínio de português (para quem teve apenas 8 horas de aulas, segundo a revelação dada por ela em sua participação no programa "Domingo Legal", do Portiolli, exibido no dia seguinte ao Teleton). Além disso, a reportagem mostrando seu histórico antes de sua entrada foi muito interessante (e inesperado).
Lucero (à dir.), em sua participação no Teleton Brasil 2015, com a apresentadora Eliana (à esq.) e o cantor Daniel (no centro)


Antes de prosseguir, aproveito para ressaltar que não gostei de que a aparição do publicitário Felipe Ventura, o famoso "Felipinho", responsável pela campanha "Corrente do Bem", ter sido antes da entrada de Silvio Santos, já que todo ano ele mostra seus (ascendentes) resultados com o "Patrão" no palco. Neste ano ele arrecadou 200 mil reais com o projeto de cofrinhos pelos principais colégios do Brasil, fora os 75 mil arrecadados entre sua família.

Encerramento

E então, como de costume, por volta das 11 da Noite, num momento que todos que seguem seu trabalho esperam ansiosamente, que faz valer a pela acompanhar o Teleton, Silvio Santos aparece no palco para o encerramento do programa, bastante ovacionado pelo auditório, que gritava seu nome, e como sempre, cercado de muitas expectativas. E olha que o "velho" está a cada ano mais imprevisível.

Para se ter uma ideia, o comunicador de quase 85 anos já chegou dispensando todo mundo, não sem antes fazer suas criativas tiradas com Eliana (que se separou recentemente) e Daniel; de cumprimentar a jornalista Neila Medeiros (que esteve em evidência graças ao episódio do fracassado SBT Notícias) e de ter um (re)encontro surpreendente com Lucero (a minha expectativa para que isto acontecesse era grande, e de fato, aconteceu - vale ressaltar que alguns sites, dentre eles, o próprio SBT, afirmam que os dois já se encontraram em 1986, durante o famoso programa "Show de Calouros", onde a atriz estava em evidência graças ao sucesso da novela "Chispita" - trecho que eu gostaria muito de ver, mas infelizmente, não se acha na internet), mostrando um inesperado portunhol, repleto de elogios entre ambas as partes, onde Lucero demonstrou se lembrar dele, o que não se pode dizer o mesmo (era de se esperar) de Silvio.



Particularmente achei um erro ter dispensado os artistas que estavam no palco, o que poderia ter evitado um certo tédio de Silvio (provavelmente, parece que, desde a morte de Hebe, ele anda entediado e chato de lidar - considerando que, desde então, ele passou a conduzir o programa com seus familiares), o que sempre me deixa com medo dele terminar a maratona mais cedo do que eu gostaria. Ele poderia realizar mais interações do que ele fez (o que foi um trunfo na edição de 2014, onde ele contracenou com Eliana, Ratinho e Portiolli).

E assim o "Show dos Abravanel" começou. Silvio Santos iniciou contando (lendo pelo Teleprompter - como ele mesmo ressaltou) uma de suas histórias de costume, mostrando que, se ajudarmos hoje, podemos multiplicar nosso gesto; e também ressaltar a importância dos 5 reais, como faz todo ano (considerando que o Teleton ainda é uma das únicas campanhas que aceitam esta quantia, que, convenhamos, já se desvalorizou demais desde 1998, quando a maratona da solidariedade começou, mas ainda traz seus resultados, sendo um dos grandes trunfos da maratona). Ele também aproveitou e exibiu uma reportagem do "Jornal da Band", da emissora homônima, relatando a crise que levou o fechamento de 2 unidades da AACD. Realmente, como disse antes, isto, na minha opinião, redimiu um pouco a imagem da Bandeirantes, mas o curioso é que poderia ter sido exibida uma reportagem do próprio SBT ao invés de uma emissora concorrente.


Uma das coisas que achei mais questionável foi a atitude de inserir VTs de sua filha Número 3, a apresentadora Patrícia Abravanel, em suas performances (onde uma delas, a da Whoopi Goldberg, causou até polêmica; onde nem a transformação em Xuxa escapou) em seu programa), o "Máquina da Fama". Foi um gesto desnecessário, dando a sensação de que foi feito para aproveitar a audiência do Teleton e promover ainda mais sua filha (que nem precisava disso, já que anda ganhando diversas vezes na audiência contra o programa da Xuxa), além do próprio SBT (indo contra o ideal da maratona ser um evento de todos - apesar de que, alguns comentários levantaram a possibilidade de que, pelo menos nesta 18ª edição, ele não tivesse muita escolha, tendo que dar seu jeito para prolongar o show, o que é compreensível, mas não justificável); e também o diretor do programa,  Michael Ukstin (que também é diretor geral do Teleton desde 2011), sendo elogiado, para se ter uma ideia, pelo menos umas 7 vezes (o que foi muito hilário e irritante de se ver). Tanto é que, na última vez, ao repetir que o programa da filha é o mais bem produzido do SBT, num gesto convencido, Patrícia falou que era o mais bonito não só do SBT, mas da TV brasileira, o que (ainda bem) foi prontamente repreendida pelo pai.

Também houve a participação do neto de Silvio, filho da Cíntia (Filha Nº 1, fruto do primeiro casamento de Silvio com sua falecida esposa Aparecida), Thiago Abravanel, que sempre demonstra ser um artista versátil, (que despontou com um espetáculo sobre o cantor Tim Maia, e atualmente trabalha na RGT, sempre sendo liberado para participar com o avô, de alguns anos para cá. Talentoso, contracenou muito bem com sua família. Num determinado momento, ele leu, da bancada dos internautas, um comentário das redes sociais, onde um usuário bajulava Silvio, chamando-o de "rei da televisão brasileira", deixando o "velho" desconcertado. Thiago cantou 4 músicas (provavelmente mais que qualquer artista que passou pelo palco, várias delas a pedido de Silvio). Num dos momentos mais marcantes, fez um dueto com sua tia Patrícia.

Como sempre, Silvio faz cada comentário que ninguém espera. Na hora da doação da famosa marca de fraldas, foi revivido o icônico momento protagonizado na edição anterior da maratona, onde o "Patrão" retrata seu problema de incontinência urinária, tirando boas risadas do público. Também achei incrível a indireta (bastante direta) que Silvio dirigiu à Xuxa, criticando sua postura de não ser ela mesma e se basear na apresentadora americana Ellen DeGeneres (no qual ele acabou chamado de "homem americano", dividindo opiniões na internet e sendo retrucado pela apresentadora em seu programa - bem, particularmente, não dá para negar que soou preconceituoso, mas creio que a intenção de Silvio foi de dizer que Xuxa estava perdendo sua identidade).

No ápice da maratona televisiva, aconteceu o momento que julgo o mais "WTF" de todos. Como é possível o Silvio Santos ser tão anticlímax! Tudo bem que ele já estava de saco cheio e queria encerrar o programa logo, mas foi indignante o que ele fez. Ao invés de fazer o suspense que deixa telespectadores como eu ansiosos, ele, numa falta de atenção, divulgou os cheques numa rapidez que ele nem percebeu quando a meta tinha acabado de ser alcançada. A questão é que, imediatamente após isto, ainda tinha o grande cheque de mais de 4 milhões da marca de cartões (que sempre traz ótimos valores a cada ano) para ser divulgado (logo em seguida, Silvio até ressaltou que estava surpreso com a conquista, afirmando que ele via os empresários que frequentam o Salão de Beleza do cabeleireiro Jassa estavam reclamando da crise). E olha que o Teleton ainda ficou mais de uma hora no ar depois deste grande momento.



A pressa de Silvio Santos se tornou em interesse ao chamar o mágico Gustavo Vierini para fazer alguns números (e olha que já era mais de 1 da manhã). E o ilusionista não decepcionou: conseguiu entreter a todos fazendo seu número de entortar garfos, de mensagens no envelope e de fazer neves com papel, sem esquecer da temática da maratona, recebendo elogios (mais que merecidos) do "Patrão".
O mágico Gustavo Vierini fazendo suas mágicas com Silvio Santos, Patrícia Abravanel e Thiago Abravanel, no palco do Teleton Brasil 2015.

Depois ainda entrou o jornalista e radialista Joseval Peixoto, que foi o último a prestar as contas da AACD junto com Silvio no palco (num momento curioso onde Joseval nem tinha entrado e a reportagem já estava no ar, fazendo com que Silvio interrompesse a matéria).

Enfim, após mais de 27 horas de maratona, a missão foi cumprida com louvor, até melhor que o esperado, sendo encerrada por volta das 1:50 da manhã.

Conclusão

Para concluir esta longa análise, quero ressaltar que, mesmo com as dificuldades econômicas e financeiras, foi mostrado um Teleton consolidado, com a boa vontade do povo brasileiro, que não deixou de contribuir para esta causa tão justa; pelas empresas que não desanimaram e trouxeram bons frutos, e com a dedicação do SBT, dos artistas e das outras emissoras que se uniram para levar até a nós, telespectadores, um show inesquecível e um belo legado para as próximas edições. Parece que aquele sonho de Silvio de unir todos os poderosos da comunicação está a cada ano se consolidando cada vez mais.

Qualquer erro ou sugestão não deixe de comentar. Muito obrigado pela atenção e até a próxima.

Última atualização: 01/11/2015