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16 de julho de 2026

O Windows 11 original como deveria ter sido no seu lançamento

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Logotipo com marca e fontes modificadas em relação ao Windows 10, bem como o papel de parece que marca esta versão do SO da Microsoft.
 

Introdução

Como eu já citei em artigos anteriores, está comprovada a importância do programa Windows Insider, lançado em 2014, para os rumos do desenvolvimento da famosa família de sistemas operacionais da trilionária empresa Microsoft, substituindo o antigo (e ultrapassado) modelo de um grupo seleto de desenvolvedores e empresas parceiras a ter acesso às possíveis novidades e ideias concebidas pela empresa de Redmond para o futuro do Windows (onde, num mundo cada vez mais dinâmico, com uma concorrência mais ferrenha de empresas igualmente poderosas - como a Google e a Apple, por exemplo - e uma clara disputa por atenção que demanda mais planejamento e uma dose de criatividade, uma quantidade limitada de recursos para conceber um produto que fica cada vez mais complexo já estava ficando inviável e já demonstrou sinais de desgaste faz não muito tempo, vide o caso do projeto Longhorn que eu tanto já falei por aqui) para um sistema mais aberto e acessível a qualquer usuário entusiasta e/ou curioso, registrado com uma simples Conta da Microsoft, a testar os novos recursos, favorecido pelo aprimoramento das velocidades de conexão de internet.

 

Windows 8.1 (para saber mais sobre ele, clique aqui).

Como eu também citei no artigo sobre o Windows 8, a primeira amostra deste novo modelo (ainda pré-Insider), que se tornou, na prática, a primeira atualização majoritária de uma versão específica do SO da Microsoft, o 8.1 (lançado em 2013), embora não tenha ajudado muito a melhorar a adoção da já questionada versão lançada no ano anterior, pelo menos serviu para a empresa de Redmond mostrar que já estava ouvindo mais e um pouco melhor seus usuários e permitiu o teste mais ágil e "com o bonde andando" (só para contextualizar, o ajuste com o produto já em produção e lançado no mercado) de melhorias que o antigo modelo de Service Pack não permitia, o que, por outro lado, acabou tornando este mesmo produto mais suscetível a imprevistos e inconvenientes, como adição e remoção de componentes com pouco (ou sem prévio) aviso e, claro, a bugs e erros, que, graças ao (ainda usado e, pode-se considerar, "quadrado" e insuficiente, embora um pouco melhorado nos últimos anos) calendário de atualizações, conhecido como Patch Tuesday, convertendo seus usuários (mesmo os que não usufruem do Insider) a testadores beta - graças às inerentes dores de cabeça periódicas - de um produto convertido ao modelo Software como Serviço - da sigla SaaS, vide as notícias que pipocam todos os meses nos sites especializados.

  

Até o final do artigo, você entenderá porque a ação que impulsionou a adesão do Windows 10 se tornou tão problemática para seu sucessor.

E quando os usuários mais informados e estes mesmos sites estavam esperando por um Windows 8.2 ou mesmo um Windows 9 para dar continuidade às melhorias esperadas e tão pedidas, eis que, em janeiro de 2015, a empresa de Redmond surpreende o mundo com o anúncio do Windows 10, com toda a história da adoção gratuita aos usuários das duas últimas versões anteriores (a 7 e a 8.1), do plano de convergência entre computador, console de jogos e mobile (que fracassou retumbantemente) e da quebra de compatibilidade que não era vista desde as mudanças do XP para o Vista, onde, ao custo de nada menos que nove atualizações majoritárias (1507, 1511, 1607, 1703, 1709, 1803, 1809, 1903/1909 e 20h1-22h2) em um período de sete anos (considerando que uma nova versão do Windows nos mesmos moldes era, em média, a cada três anos), conseguiu, de alguma forma, a manter a gigante base de usuários - na casa de bilhão - interessada e, parte dela, engajada a cada nova major, e conseguiu tornar a base do sistema mais moderna e robusta, preparada para os tempos contemporâneos que exigiam ao menos isso, ainda que a empresa de Redmond não tenha conseguido fazer tudo o que gostaria (e ao longo da análise você entenderá onde eu quero chegar).

  

Quando vi esta imagem pela primeira vez (do anúncio oficial que revelou o Windows 11 ao mundo), confesso que nem percebi a diferença da logo (achando que era só mais uma promoção para mais uma atualização majoritária do SO de 2015) e muito menos tive noção do impacto que estava por vir.

Dito tudo isso, ela também tinha prometido que o Windows 10 seria a última versão do seu SO (provavelmente inspirado pela Apple com o seu sistema para computadores Mac, o OS X - só não contava que o modelo seria alterado após tantos anos com o lançamento da versão 11, em 2020), apenas fazendo as manutenções periódicas para aprimorá-lo e, com os altos e baixos, é o que foi visto ao longo das revisões que eu citei, porém, quando estávamos nos preparando para mais uma atualização majoritária no primeiro semestre de 2021, graças às imagens de instalação preliminares lançadas desde o lançamento da versão 20h1, eis que a Microsoft surpreendeu o mundo novamente e anuncia, em meados de junho, nada menos que o Windows 11, onde, para se ter uma ideia de quão inesperada foi a notícia, chega a ser impressionante como ela conseguiu esconder no código das compilações testadas previamente todas as significativas mudanças de design e requisitos de funcionamento (que detalharei daqui a pouco -  se comparado com as pequenas melhorias divulgadas neste meio tempo) e praticamente ninguém percebeu até o vazamento da única compilação candidata, a 21996; contudo, mesmo após o lançamento da versão final (a 22000), era perceptível que foi algo concebido às pressas e sem os testes necessários que exigiam a magnitude destas novidades e, com base num projeto de terceiros lançado quase que na mesma época justamente para tentar resolver várias das inconsistências de interface, o Rectify11 (que será a base desta análise), você verá o que ela entregou e o que já poderia ter entregue mesmo naquela época e não conseguiu (e, como você começará a entender a seguir, sofre até hoje para incorporar em seu sistema).

AVISO: USE SOMENTE PARA TESTES, SENDO ESTRITAMENTE DESACONSELHÁVEL PARA PRODUÇÃO, PRIMEIRO E MAIS IMPORTANTE, PORQUE JÁ NÃO É SUPORTADO (POTENCIAIS RISCOS DE SEGURANÇA ENVOLVIDOS), SEGUNDO, POR SE TRATAR DE UMA VERSÃO MODIFICADA (QUE INFRINGE OS TERMOS DE LICENÇA), A ESTABILIDADE E, NOVAMENTE, A SEGURANÇA JÁ NÃO SÃO GARANTIDOS POR PADRÃO.

Instalação


A primeira coisa que poderia ter mudado foi o assistente de instalação, já que, oficialmente, é o mesmo usado desde o Windows 8 (isto se não considerar que é praticamente o mesmo desde o Vista, descontando as pequenas alterações feitas no SO de 2012) e foi o que o Rectify11 fez: ele conseguiu atualizar o design para os padrões do Windows 10 (sem o famigerado tema Aero Basic) e mudou o papel de fundo (slide 1 - infelizmente, novamente será mostrado em inglês); destacando que, no caso do projeto, ele funciona em sistemas sem os novos e polêmicos requisitos, como a exigência de chip TPI 2.0 (responsável por criptografia, usado principalmente, pelo BitLocker, já que o Windows 11 o habilita por padrão) e processadores acima da oitava geração da linha Core i da Intel (deverá funcionar em processadores com a instrução SSE4, que abrange a partir da primeira geração, de 2009 e similares - o que já é uma relevante diferença se comparado com o Windows 10, que manteve os requisitos do Seven, que exige, no mínimo, dual core); para tal, teve que usar o Windows PE baseado na compilação 21390 (slide 2 - um dos betas do que viria a ser a próxima major do Windows 10); no mais, temos o bom e velho Bloco de Notas (slide 3 - repare que a versão do Windows não é identificada, mostrando caracteres aleatórios no lugar); a seção de chave do produto (slides 4 e 5); a declaração de privacidade (slide 6); o EULA (slide 7); o modo de instalação, onde o Upgrade não deverá funcionar (slide 8); o particionamento (slides 9 e 10), com o aviso de criação de partições adicionais (slide 11), da formatação em si (slide 12) e da exigência de instalação em tabela de partição GPT (slide 13); a seção de carregamento de driver externo (slides 14 e 15); a cópia dos arquivos (slides 16 e 17) e a reinicialização (slide 18, onde o projeto poderia ter corrigido o botão Reiniciar agora para não deixar num formato somente link).

 


Antes de prosseguir, quero destacar a seção de recuperação deste ambiente, também personalizado pelo projeto para ficar um pouco mais condizente com os padrões do Windows 11 (como a tela de autenticação, que mostrarei daqui a pouco, até mesmo a BSOD, que sofreu uma mudança histórica e deixou de ser Blue para adotar o Black em seu lugar - e sem o emoji, diga-se de passagem), com a seleção do teclado, precisando ver mais layouts por cerca de cinco vezes até chegar ao PT-BR (slides 1 e 2); onde temos o modo de solução de problemas (slides 3 a 5), onde a restauração não está disponível (slide 6); dos slides 7 a 9 já temos o modo de recuperação já após instalar o sistema, ligeiramente diferente, mas, no geral, seguindo as mesmas "batidas" vistas desde o SO de 2012, mais perceptível na seleção de inicialização pós-reincialização, que não foi modificada (slide 10).

 


Rapidamente já aproveito para destacar como é o instalador no modo online, isto é, executado com um sistema suportado instalado (slide 1 - aliás, uma das mudanças do Windows 11 foi a exigência de ser o 8.1 ou superior, mas aqui deverá funcionar a partir do Seven), com a adição da opção de instalar atualizações enquanto instala (slides 2 e 3), mas não deverá funcionar (slide 4); de resto, segue o visto na primeira apresentação, a partir do slide 4. 

 


Após a segunda parte da instalação (que é, praticamente, a mesma desde o Windows 8), temos uma bem-vinda e, ao mesmo tempo, bastante polêmica mudança em relação ao Windows 10: um assistente de configuração modernizado (condizente com o que é visto, principalmente no Android), começando por uma animação do logo bem a la XP, que já dá um charme a mais que a versão anterior nunca chegou a alcançar (slide 1); a seleção de país (slide 2); de teclado (slides 3 e 4); checagem por atualizações do assistente, bem inspirado no processo semelhante feito pelo SO da Google - se houver, o sistema reinicia automaticamente (slide 5); digitar o nome do computador (slide 6); no caso, aqui o sistema foi reiniciado e o assistente recarregado - quase me senti instalando o 98 / ME, cujo assistente também possui três fases, mas esta é uma outra história (slide 7); e então temos uma opção muito importante, dependendo da edição escolhida - no caso aqui estou usando a variante Pro: a distinção de ajuste para uso pessoal ou corporativo (slide 8), onde, no caso da primeira opção, será OBRIGADO a usar a Conta da Microsoft (slide 9), numa tentativa de limitar o uso de contas locais - ainda que seja possível burlar, embora a empresa de Redmond esteja tentando fechar a brecha - e integrar o computador em ferramentas mais seguras que dificultem a restauração, tal como é também no Android há muito tempo, como o Windows Hello e o BitLocker (slides 10 a 12); contudo, vamos para a segunda opção, onde temos a alternativa de juntar o computador a um Domínio (slide 13), que dá a possibilidade de ainda criar a conta local sem qualquer subterfúgio, como o Windows 10 também já possibilitava, digitando o nome (slide 14) e, no caso da senha, continua não sendo obrigatório - não é a toa que a Microsoft depreciou oficialmente este modo (slide 15); em seguida temos as configurações genéricas que também já existiam desde o Windows 8: local (slide 16); descoberta de dispositivo (slide 17); telemetria (slide 18); captura de dados de digitação - o bom e velho screenlogger, que um dia já foi considerado vírus :D (slide 19); recomendações de uso (slide 20); ID de anúncio (slide 21); novamente checa por atualizações e reinicia (slide 22); temos a tela de carregamento, com a animação desatualizada - falo mais disso a seguir (slide 23); e, por fim, temos a preparação do usuário para o primeiro uso, com os mesmos textos vistos nas versões mais recentes do Windows 10 (slides 24 e 25), com uma diferença: o esmaecimento em cores vistos no 8.x e em tons de azul no 10 foram substituídos por uma animação em bolha que se desfaz e refaz num fundo preto (slides 26 e 27), para então irmos para a próxima seção (slide 28).

  

Área de Trabalho 


Antes do que interessa, temos a tela de inicialização, com a nova logomarca e animação de carregamento revisada, abandonando as cinco bolinhas em movimento usadas há cerca de 10 anos (slide 1), exceto na tela de autenticação (que detalharei mais tarde), que permaneceu com essa inconsistência, por incrível que pareça, até as revisões da versão 25h2 (slide 2); e então temos a Área de Trabalho do Windows 11, com a nova e também polêmica barra de tarefas, reescrita com APIs mais recentes, onde, por padrão e diferente daqui, os ícones ficam centralizados, num comportamento mais próximo de uma dock, como no MacOS (slide 3); com o novo Menu Iniciar, que eliminou as Tiles (na prática, o sistema ainda é compatível com elas, podendo usar o app Live Tiles Anywhere caso tenha saudades) e tentou manter uma visão mais limpa e compatível com toque (slide 4); o calendário e a parte de hora e data redesenhados e sem suporte a segundos, que só seria adicionado na versão 23h2 (slide 4); a nova central de ações, fundida com os botões de rede/volume/bateria, ao invés de um botão próprio (slide 6); a seleção de teclado, levemente revisada (slide 7); a nova área de pesquisa, de deverá demorar um pouco para carregar da primeira vez (slide 8) mas deverá ter um funcionamento parecido com o visto nas versões mais recentes do Windows 10, até ser revisado na versão 26h2 (slide 9 e 10); o modo revisado de múltiplas área de trabalho (slides 11 e 12);  o menu da barra de tarefas, que detalharei daqui a pouco, mais próximo do que era no 10, já que, com a barra reprogramada, só sobrou o botão de configuração - somente na versão 23h2, após pressão dos usuários, é que foi (re)adicionada uma opção para o Gerenciador de tarefas (slide 13); o teclado virtual levemente redesenhado, no tema branco (slide 14) e preto (slide 15); aprimorado com opções de layout (slide 16); detalhando aqui o modo de escrita livre, uma reimplementação do antigo aplicativo do TabletPC que era opcional ou com distribuição limitada desde o Vista (slide 17); em seguida temos as Ferramentas do Windows, que "deixaram" de ser administrativas, pelo menos no nome, agrupando inclusive as ferramentas que estavam agrupados como Sistema Windows no menu (slide 18); o menu avançado também levemente redesenhado (slide 19); a velha janela Executar, que só receberia uma atualização a partir da versão 26h2 (slide 20); a janela Sobre o Windows, que praticamente é a mesma coisa desde o NT 4, mas, pelo menos aqui, suporta o tema escuro totalmente (slide 21); o menu colorido (slide 22); as opções do usuário, agora na parte de baixo (slide 23), assim como as opções de desligamento, que voltou para essa posição (slide 24); a seção Todos os aplicativos (slide 25), com a mensagem de remoção de aplicativo levemente atualizada (slide 26); a edição dos botões da Central de ações (slide 27); uma bem-vinda seção Projetar, que não era atualizada desde o Windows 8 (slide 28); a ejeção de dispositivos removíveis (slide 29); o menu da Área de Trabalho também não escapou de ser reescrito, com os menus de ações clássicos acessíveis somente com a opção Mais opções, dependendo da ação, como a seleção de um arquivo - algo que a Microsoft já revelou que ainda não está satisfeita e ainda pode sofrer mais alterações (slide 30); o menu da canta, acessível mesmo se não usar uma (slide 31); e, por último, mas não menos importante, uma das novidades desta versão, que é a reordenação sugerida de janelas ao passar sobre o botão Maximizar (slide 32).

 

Painel de Controle 


Diferente do Windows 11 oficial, que ainda é obrigada a manter o legado Painel de Controle sem qualquer alteração apenas por compatibilidade e na luta de terminar concluir sua transição algum dia, o projeto Rectify11 teve um cuidado adicional e fez pequenas atualizações no design para torná-lo mais condizente com o sistema, com novos ícones e fontes, inclusive suportando o modo escuro - que detalharei daqui a pouco - com as nove seções que eu já citei em outros artigos, destacando somente as opções de Personalização clássica e seleção de Papel de Parede clássico removidos por padrão desde as últimas versões do Windows 10 e presentes aqui (slide 7).

 


Falando nisso, aqui está como ficou no tema claro, destacando os ícones atualizados (slide 1), aqui demonstrando a seleção do tema escuro (slide 2) e como fica após a aplicação (slide 3); com as cores revisadas pelo projeto, onde, normalmente, abriria numa janela separada, com integração restaurada aqui (slide 4); com os papéis de parede, diferentes do visto no Windows 10, mas que não contém os oficiais do 11 - ver imagem de capa, presentes na versão final (slide 5); além disso, temos a tela de solução de problemas também revisada (slide 6); bem como janelas clássicas presentes desde o 95 no tema escuro, como a seleção de ícones (slide 7) e de sons (slide 8).

 


Outros detalhes relevantes sobre o Painel de Controle são: a janela sobre o sistema levemente revisada e reintegrada pelo projeto (slide 1); o Firewall (slide 2); o Backup do Windows 7 ainda presente aqui (slide 3); as Opções de Pasta, praticamente sem mudanças (slide 4); a criação de unidade de recuperação (slide 5); o Firewall avançado, de forma a demonstrar a revisão dos ícones do Console de Gerenciamento (slide 6); a seção de Dispositivos e Impressoras, com os ícones atualizados (slide 7); o assistente legado de adição de hardware (slides 8 e 9); a seção de programas instalados (slide 10), de adição de recursos (slide 11) e atualizações instaladas, que será removida na versão 22h2 (slide 12); a seção de usuário, parcialmente limitada para se integrar à opção correspondente nas Configurações (slide 13); as opções de data e hora, com a imagem do relógio não totalmente integrado ao tema, um dos poucos erros não revisados pelo projeto (slide 14); as conexões de rede no tema escuro (slide 15); as fontes (slide 16); a janela Sobre do MMC sem o logo do sistema (slide 17); o assistente clássico do Windows 2000 de ajustes de usuário (slide 18); o snap-in dedicado ao chip TPM, já presente desde o Seven - sim, o chip não é tão novo assim, mas só ganhou importância agora (slide 19); o velho Gerenciador de complementos do Internet Explorer, aqui não tão bem adequado ao tema escuro (slides 20 a 22); as Opções de Internet, mesmo sem o IE instalado por padrão (slides 23 e 24); e, por fim, temos o instalador autônomo do Windows Update também revisado para o tema escuro (slides 25 a 30), destacando uma limitação do projeto: como a imagem de instalação modificada por eles faz modificações profundas no sistema, a principal limitação é a impossibilidade de instalar atualizações cumulativas, dando o erro visto no último slide (lembrando que o Windows 11 original já não é suportado em todas as suas variantes desde outubro de 2025 e é oficialmente obsoleto).

 

Configurações 


Falando no aplicativo de Configurações (que a Microsoft tenta emplacar desde o Windows 8), que ainda continua com o splash de abertura, característica dos aplicativos "modernos" - que, na verdade já vem dos primeiros betas pós Windows 10 20h2, podendo ser visto no Server 2022, cuja compilação (20248) foi vítima do lançamento repentino do Windows 11, já que chegou a ser cogitada como próxima versão do SO de 2015 para usuários domésticos - no padrão claro (slide 1) e escuro, sendo este último mais difícil de ver mesmo com o tema característico aplicado (slide 2); aqui também recebeu uma bem vinda modernização (que, aliás, não veio habilitada originalmente na compilação final - 22000, apenas sendo revelada após as primeiras revisões antes da liberação para o usuário final), onde, embora tenha sacrificado um pouco da convergência planejada no Windows 10, ficou muito mais atraente de se utilizar, se espelhando muito no que é visto em outras interfaces (principalmente GNOME e KDE); com a coluna de seções no lado direito e a expansão da seção selecionada no lado esquerdo, cujas seções são, basicamente, as mesmas do 10, com exceção do Bluetooh que foi desmembrado de rede (slides 3 a 13); destacando, entre outras coisas, o redesenho da seção Sobre o sistema - que, curiosamente, chegou a ser parcialmente portado em revisões do Windows 10 22h2 (slide 14); a ativação que, até o momento do lançamento deste artigo, pela compatibilidade intrínseca com o SO de 2015 - já que ainda usa o mesmo kernel - suporta as mesmas chaves de produto (slide 16); a adição de recursos opcionais, depreciando o equivalente do Painel de Controle, juntando opções exclusivas deste modo - como a adição de Ferramentas Gráficas e suporte a fontes - com o que já era visto desde o Vista (slide 17); as opções de cores, que foram um pouco limitadas aqui, com menos opções em relação ao 10 e, principalmente ao 8.1 (slide 17); o detalhamento de políticas de grupo que afetam, principalmente o Windows Update, ainda sem a liberdade de uso vista até o Seven - mas que a Microsoft já prometeu flexibilizar (slide 18); a habilitação dos recursos de desenvolvimento, com a janela ainda no design desatualizado (slide 19); a telemetria, que eu já citei, mesmo com opções de depuração, ainda é um tópico sensível se comparação com as práticas adotadas no passado (slide 20); a seção de apps, que, desde o 10 1809, é a principal forma de fazer a gestão, sendo a variante clássica vista anteriormente escondida e acessível graças ao projeto (slide 21); as opções de recuperação, também com o design desatualizado, onde, no caso do projeto, não funcionam, pela ausência do respectivo ambiente da imagem do sistema (slides 22 a 25); a janela de seleção de aplicativo padrão também permanece inconsistente (slide 26); bem como a seção de Segurança, que falarei daqui a pouco (slide 27).

 


Rapidamente mostrarei o processo de alteração de idioma, que, no geral, está mais facilitado em relação a versões anteriores do sistema, bastando clicar para adicionar um novo idioma (slide 1); localizar a opção desejada (slide 2); clicar em baixar nos componentes, caso não ocorra automaticamente (slide 3); aguardar um pouco (slide 4); revisar o ajuste avançado - que, curiosamente, ainda pertence somente ao Painel de Controle - para aplicar as mudanças em todos os usuários (slide 5 a 7); então solicitará a reinicialização (slide 8); e, dando tudo certo (slide 9), o novo idioma será aplicado (slide 10); onde, aproveitando, aqui temos a tela de autenticação, que, basicamente, ainda é muito parecida com o que temos no Windows 10 (slides 11 e 12), inclusive na inconsistência das opções de acessibilidade (slide 13), movendo a mensagem de boas vindas abaixo da animação de carregamento (slide 14).

 

Aplicativos Nativos 


Com a depreciação do WordPad, a Microsoft viu a oportunidade de modernizar o Bloco de Notas, adicionando parte dos recursos do antigo editor de textos (e até recursos questionáveis não disponíveis originalmente, como o Copilot), de forma a torná-lo um pouco mais atraente frente a tantas alternativas mais robustas, como o Notepad++ ou o Kate (slide 1, onde demonstrei com o arquivo de changelog do Rectify11, resumindo as mudanças que estou apresentando aqui); o Agendador de Tarefas, com os ícones revisados do MMC que eu já citei (slide 2); o fracassado recurso de chat nativo (slide 3), que, em meus testes, já não funcionou (slide 4); a Lupa, com os ícones mais condizentes (slide 5) e as configurações renovadas (slide 6); o recurso escondido ModernFlyout, baseado na depreciada ferramenta de realidade aumentada (slide 7); o Prompt de Comando rodando a restauração de imagem baseada no DISM (slide 8), destacando as configurações no tema escuro, onde, aproveitando, pela primeira vez em muito tempo, o recurso recebeu atualização para determinar qual console deseja usar, disponível a partir da versão 22h2 (slide 9); a gestão ODBC (slides 10 e 11); o Editor de Registro, com as informações de compilação (slide 12); as informações de sistema, aqui demonstrado no nodo legado - sim, mesmo depreciado, o Windows 11 ainda suporta o velho BIOS (slide 13); a discagem telefônica do Windows 9.x ainda dá as caras por aqui, mesmo o acesso discado sendo totalmente obsoleto na realidade de hoje (slide 14); o Diagnóstico do DirectX, cuja API recebeu algumas revisões internas em relação ao Windows 10, de forma a permanecer competitiva mesmo com o avanço de opções como a Steam (slide 15); até o defasado IExpress o projeto revisou o design (slide 16), mas não totalmente (slide 17); a depreciada, mas ainda parcialmente necessária, ferramenta de configuração do sistema (slide 18); o assistente de suporte (slide 19) e de assistência remota (slide 20); o Narrador, que recebeu alguns polimentos nos últimos tempos, com o aprimoramento das ferramentas de conversão de texto para fala (slide 21); a Microsoft Store, com o carregamento para o primeiro uso (slide 22); e o visual renovado, ainda para o Windows 10 20h2, mas com a novidade de suportar programas externos, graças ao projeto Winget, aproximando-o dos gestores de aplicativos do mundo Linux, mas que ainda tem dificuldade de atrair os principais desenvolvedores e aplicativos e desencorajar a enraizada fórmula de buscar pela internet os programas mais utilizados (slide 23); a ferramenta de captura renovada com base no antigo app de Captura e Esboço (slides 24 e 25); o aplicativo de fotos, que ainda não é a melhor opção possível para gerenciar imagens - ainda mais integrado com o Copilot (slide 26); o PowerShell clássico, que, no caso do projeto, pode exibir as mensagens de erro acima ao abrir (slide 27) mas deverá funcionar sem grandes problemas (slide 28), além do o modo ISE, agora sem as informações de copyright (slide 29), não adaptado ao tema escuro (slide 30); os serviços do sistema, sem grandes surpresas (slide 31) e o gerenciador de tarefas, ainda no mesmo modo visto desde o Windows 8.1, já com alguns polimentos na exibição de GPUs, mas que só receberia uma interface revisada a partir da versão 23h2 (slide 32).

 


Após anos tentando achar uma forma de modernizar os aplicativos clássicos, a Microsoft percebeu (a duras penas, principalmente após o fracasso do projeto de convergência) que, como tentar refazer do zero se mostrou inviável (principalmente em programas complexos, como é o caso do Explorador de Arquivos), a solução foi, a grosso modo, encapsular o processo clássico em uma camada de interface moderna (também conhecida, de forma mais técnica como WinUI 3, uma evolução dos conceitos vistos no Windows 10 - e, que, numa tentativa de evitar fragmentação com tantos projetos de desenvolvimento, como o Centennial, em 2026 foi tudo unificado e perdeu o 3 no nome), que, apesar de contornar tais limitações técnicas e entregar atualizações necessárias com mais agilidade (dependendo dos apps e caixas de diálogos, como o próprio Gerenciador de tarefas que eu já citei e virá mais por aí), tem seus efeitos colaterais, como o aumento de lentidões em um sistema já bastante cheio de camadas de compatibilidade ao longo de décadas no mercado (que ela está tentando contornar com o questionável modo de baixa latência); após todo este preâmbulo, temos o Explorer com uma barra de tarefas mais simplificada (e que ainda não tinha ganhado o modo de múltiplas abas - após o fracassado teste com o Sets em 2018, ainda baseado no antigo Edge Legacy - que só viria na versão 22h2, além de mudanças de layout, cujos comandos foram invertidos de posição com a barra de endereços na 23h2), se inspirando no que é visto no OneDrive, por exemplo (slide 1); com a barra de opções redesenhadas, como eu já falei na seção sobre a Área de Trabalho (slides 2 a 4); embora ainda com inconsistências em alguns diálogos que eu citei nas Configurações (slide 5 e 15); contudo, o menu clássico ainda permanece e o projeto compatibilizou bem no tema escuro (slide 6); bem como as clássicas janelas de Propriedades, que carecem de maiores mudanças, como vistas em gerenciadores de arquivos de terceiros (slides 7 e 8); o diálogo de busca de arquivo, contudo, ainda permanece com os padrões do Seven (slide 9), o que se repete em partes legadas, como a página de arquivos de internet offline (slide 10), mapeamento clássico de pastas (slide 11) e diálogos de exclusão (slide 12); já no diálogo de movimentação de arquivo, o projeto teve um cuidado especial de compatibilizar com o tema escuro, com um resultado particularmente satisfatório (slide 13); mas, como eu dizia sobre camadas de compatibilidade, ao clicar sobre o botão Ir para cima na visão geral do Painel de Controle, pode-se ver a interface Ribbon em seu esplendor (slide 14).

 


E não para por aí: com a insatisfação dos usuários pelas mudanças agressivas na interface, a comunidade criou uma forma de ter boa parte dos recursos e da experiência vista nas versões anteriores do Windows 10 de volta e eis que entra em cena o ExplorerPatcher, que, numa briga "de gato e rato" com a Microsoft, tenta dar manutenção a esses elementos legados que permanecem escondidos na "grossa" camada de história que o SO da empresa de Redmond guarda (até segunda ordem, como exemplificarei a seguir); e o projeto embarca, por padrão, uma versão customizada deste programa, que, como mostra o slide 1, pode afetar a estabilidade do sistema e erros não são incomuns; no mais, é possível ter novamente o menu Iniciar do SO de 2015 com as revisões da versão 20h2 e, claro, as tiles que citei anteriormente (slides 2 a 4); a barra de tarefas anterior,  (slide 5 - que, aliás, já foi comprometida em versões mais recentes do Windows 11 e não está mais funcional), inclusive com suporte a segundos (somente adicionado a partir da versão 23h2, com o aviso que pode diminuir a bateria), além do respectivo calendário (slide 6), teclado (slide 7), rede (slide 8) e volume (slide 9); mas também dá para ir mais longe, podendo habilitar elementos vistos no SO de 2009, como a bateria (slide 10), relógio - com o mesmo erro de cor visto no applet do Painel de Controle (slide 11) e volume (slide 12); ou ainda ter a seção de rede do Windows 8.x (slide 13); no mais, fora a interface Ribbon que eu citei, com os devidos ícones revisados (slides 14 a 17); pode-se também desabilitá-la para ter a experiência próxima do que era visto no Vista e Seven (slide 18); inclusive no diálogo de manipulação de arquivo, mais puxado para o SO de 1009 (slide 19). No mais, em meus testes, é possível atualizar o programa para a última versão suportada pelo Windows 11 original clicando aqui.

 

 Outros aplicativos


Além do bloco de notas empoderado, o projeto incluiu uma obscura versão modera do WordPad feita por terceiros e nem está na loja oficial, mas somente em inglês (slides 1 e 2); a antiga versão moderna da conexão de área de trabalho remota, descontinuada em favor do atual Windows app ou da versão clássica, com poucas revisões desde o Seven (slide 3); um mapa de caracteres alternativo, este sim disponível na loja - embora o clássico não esteja no projeto, ele ainda pode ser encontrado nas imagens oficiais do sistema (slide 4); a calculadora, que basicamente, é a mesma do Windows 10, com algumas leves revisões (slide 5); o novo Media Player, que nada mais é que o Groove Music aprimorado (slide 6), que, aos poucos, vai ganhando polimentos (slide 7), contando inclusive com um equalizador (slide 7), mas que ainda está longe de substituir totalmente o agora chamado WMP Legacy que, embora não esteja adequado aos tempos modernos com tema escuro (slide 8) e preservando suas inconsistências (slide 9), dá conta do recado, inclusive com suporte ao protocolo DLNA e visualização de letras de músicas, caso o arquivo tenha suportado em seus metadados; voltando ao sensível assunto de telemetria, a Microsoft criou um visualizador de dados de diagnóstico, onde, em tese, o usuário entusiasta pode revisar o que a empresa de Redmond está recebendo de dados (slides 11 e 12); por outro lado, mesmo com partes espalhadas pelo sistema assombrando com suas brechas, o velho Internet Explorer não está disponível para uso - ainda que, em determinados cenários em versões oficiais, inclusive nas prévias mais recentes até aqui, seja possível abri-lo, o que não é o caso aqui (slide 13); só restando habilitar o Modo IE no Edge Chromium (slide 14), com várias limitações de uso, como a impossibilidade de acesso aos obsoletos plugins ActiveX (slide 15), praticamente desencorajando seu uso (slide 16), onde nem mesmo o Legacy Update, que já citei em meus artigos (slide 17)), conseguirá funcionar, dando estes erros na interface (slide 18); temos também o ultrapassado visualizador de arquivos XPS que, por incrível que pareça, se adaptou bem ao tema escuro (slide 19); o que não dá para dizer o mesmo do WordPad legado, ainda disponível na versão original do Windows 11 (slides 20 a 22); o Windows Terminal, a experiência padrão de acesso a console de comandos a partir da versão 22h2, também funcionou sem grandes problemas, tanto no modo PowerShell (slide 23), quanto no clássico CMD (slide 24); outra remoção sentida foi o suporte a arquivos AC3, mas que pode ser restaurado baixando os arquivos necessários aqui (slide 25); embora o antigo Visualizador de imagens ainda esteja disponível em versões oficiais, não é o caso do projeto, cujo recurso está quebrado (slide 26); e, por falar nisso, como evolução natural, a Microsoft lançou o suporte ao protocolo JPEG XL, mas que só está disponível na versão 24h2 ou superior (slide 27); também testei o antigo Windows Essentials 2012 (slide 28), que embora com as inconsistências na interface (slide 29), no caso do Movie Maker, deverá funcionar sem grandes problemas, embora seu uso já não seja mais recomendado por questões de segurança (slide 30); como alternativa ao Windows Update oficial, ainda temos o MiniTool como alternativa, funcionando sem grandes problemas (slide 31), o mesmo para o Dism++ (slide 32) e o WinAero Tweaker (slide 33) e, por fim, temos o WHDownloader, caso queira facilitar sua vida e automatizar a obtenção de atualizações de várias versões do Windows e do Office diretamente dos servidores da Microsoft, cuja lista para obter, por sua conta e risco, as atualizações da versão original do Windows 11, podem ser encontradas aqui (slide 34).

 


Antes de fechar, não posso deixar de citar a tela de bloqueio revisada, com o relógio e a data / hora centralizados na parte superior, seguindo o modelo visto no Android, KDE e outros (com a adição de uma das novidades do sistema, que são os Widgets na parte inferior, também portados no Windows 10 22h2), perdendo um pouco a originalidade adotado desde o Windows Phone 7 - ainda que, de fato, já estivesse um pouco datado (slide 1); a mensagem de reinicialização se feita diretamente pela tela de autenticação (slide 2); o diálogo de opções de desligamento, perdendo o logo do sistema - ainda que tenha voltado depois, até o complemento redesenho na versão 26h2 (slide 3); além das mensagens de atualização renovadas - também portadas para o Windows 10 21h2 (slides 4 e 5) e, por fim, o inevitável desligamento (slide 6).

 

Conclusão

Muito do que é, na prática, o Windows 11, já comentei em outros artigos e tentei dar uma ideia mais clara aqui, mas o fato é que o sistema só existiu por causa da pressão de várias frentes (e sofre muito por isso), seja das OEMs que precisam vender novos computadores (o Windows 10, apesar do sucesso, atrapalhou muito os planos de um mercado que já estava em declínio); das concorrentes que estão, cada vez mais, abocanhando uma parcela considerável de usuários devido às mudanças bruscas que eu citei nesta análise (e isto que eu nem citei direito o Copilot, lançado posteriormente à versão que eu "destrinchei", com impactos que ainda estão sendo medidos durante o lançamento deste artigo), seja pelos próprios usuários, ávidos por novidades periódicas, que já não se prendem mais à computadores de mesa como antes e com cada vez menos paciência graças aos smartphones (também estagnados e no limite da inovação - onde, aliás, a Microsoft não está nem perto de ser uma alternativa novamente, graças ao fracasso da iniciativa mobile da década de 2010) e das redes sociais de vídeos curtos.

 

Como eu disse anteriormente, o Windows 11 se consolida cada vez mais como parte viva da história do SO da Microsoft, podendo encontrar elementos que vão do 3.1 ao 10 num só produto.

E a imagem acima, mais do que tudo que já falei, resume bem o quão problemático é o Windows 11, ainda carregado por muitas camadas de compatibilidade para atender as mais diferentes necessidades (dá até para rodar o Office 95 nele, por incrível que pareça), o que, se por um lado é até louvável, para manter o funcionamento de programas e hardwares desenhados décadas atrás (algo que nem as distribuições Linux conseguem, com kernel e suas dependências GLIB e relacionados já tornam difícil até mesmo usar aplicativos de quatro/cinco anos atrás, graças à base nichada que dificulta um suporte mais amplo - onde, por exemplo, um Ubuntu 16.04, mesmo com a chancela empresarial de um suporte estendido de sua desenvolvedora, tem seu uso mais limitado e comprometido do que um Windows 10 1607, do mesmo ano), por outro só atrasa ainda mais a resolução das inconsistências (muitas das quais o projeto Rectify11 já conseguiu corrigir ainda em 2021 e nem todas ainda estão oficialmente implementadas), sofrendo com a histórica sina dos sistemas operacionais da empresa de Redmond em "segurar as pontas" (inclusive até queimando sua reputação) após uma versão anterior de sucesso e com resistência dos usuários em mudar (tanto que ela teve que estender o programa ESU gratuitamente para os usuários domésticos do SO de 2015 por mais de um ano), tornando-se nada mais que um produto de transição para um futuro (nebuloso e cada vez mais imprevisível) Windows 12.

Aqui estão os links que embasam e complementam mais este artigo:

Mais uma vez agradeço por ter chegado até aqui e até uma outra oportunidade. Como sempre, não deixe de ficar ligado no Blog de Bruno A. Vieira.

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3 de junho de 2026

O Windows Thin PC em PT-BR em detalhes (ou o Windows 7 pós-suporte)

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Conheça o Windows Thin PC, uma variante do Windows 7 com Service Pack 1 lançada em 2011, focada em thin clients.

Introdução 

Analisando a história do sistema operacional Windows, pode-se dizer que, uma das consequências do sucesso de uma determinada versão é a quantidade de edições que a Microsoft lançou no mercado (como Home, Pro, Enterprise, Server, Embedded, Starter e por aí vai), dependendo das necessidades identificadas pela empresa de Redmond e do nicho que ela quer atingir, cujas variantes principais não conseguem atender a contento, seja por ter recursos demais ou de menos (obviamente, tivemos exceções a esta regra, como o Windows Vista e o 8.x, onde, embora não tenham feito tanto sucesso quanto se esperava, suas respectivas bases eram sólidas o suficiente para atender a demanda, o que não aconteceu com o famigerado Windows ME, por exemplo - onde, além de ter encerrado melancolicamente a era DOS, pouca coisa foi aproveitada e não ganhou nenhum descendente direto).

 

Windows Fundamentals for Legacy PCs, baseado no XP com Service Pack 2, antecessor do Thin PC (créditos: BetaWiki)


Em 2006 a Microsoft lançou ao mercado o (pode-se dizer) obscuro Windows Fundamentals for Legacy PCs (imagem acima), que tinha a específica finalidade de ser uma versão ainda mais leve para computadores que, por incrível que pareça, não atendiam os já enxutos requisitos mínimos do SO de 2001 (mesmo para a época) e supria o fim do suporte do Windows 98 (que ainda era bem popular naquele tempo e falarei algum dia em mais detalhes por aqui) e o já citado Millenium Edition, mas também era focado em uma linha de computadores que até mesmo a edição Embedded tinha dificuldade em atender: os thin clients (conhecidos popularmente como terminais burros), máquinas que só necessitam de um sistema básico com suporte a conexão remota para acessar um computador mais robusto (como servidores dedicados) e, por esta razão, não necessitava de toda a modularidade da linha focada em dispositivos embarcados (como caixas de banco ou pontos de venda, onde, geralmente, apenas thin clients muito mais robustos utilizaram esta variante, o que não era a realidade do uso destes tipos de máquina, caracterizados pelo baixo poder de processamento e memória RAM).

 

As diversas edições do Windows 7, SO base do Thin PC (provavelmente você que está lendo deve ter usado alguma delas), superando, inclusive, o XP neste aspecto (considerando outras variantes que não estão na imagem).


Onde eu quero chegar: cinco anos se passaram e, como o XP já estava em suporte estendido e o Windows 7 (lançado dois anos antes) se encontrava em franca ascensão (aliado à melhora dos computadores, catapultado pela linha de processadores Core i da Intel - aliás, um dos motivos do Vista não ter vingado, como já falei em um artigo próprio) e tinha acabado de receber seu único Service Pack; dessa forma, considerando que a Microsoft já tinha lançado a versão atualizada da linha Embedded, ela resolveu colocar no mercado (ainda que de forma bem restrita, somente disponível aos assinantes do antigo serviço MSDN (atual Visual Studio Subscriptions) o sucessor do já citado FLP: o Windows Thin PC, que analisarei em detalhes, no formato que você já está acostumado, a partir de agora.

AVISO: USE SOMENTE PARA TESTES, SENDO ESTRITAMENTE DESACONSELHÁVEL PARA PRODUÇÃO, PRIMEIRO E MAIS IMPORTANTE, PORQUE JÁ NÃO É SUPORTADO (POTENCIAIS RISCOS DE SEGURANÇA ENVOLVIDOS), SEGUNDO, AS LICENÇAS DO WINDOWS 7 NÃO SE APLICAM AO THIN PC, PORTANTO, A MENOS QUE VOCÊ TENHA ADQUIRIDO UMA CÓPIA NOS PAÍSES ONDE A VARIANTE FOI VENDIDA (O QUE É POUCO PROVÁVEL), ELE NÃO PODERÁ SER LEGALIZADO (ESTANDO, PORTANTO, SUJEITO ÀS SANÇÕES PREVISTAS NOS TERMOS DE LICENÇA E NA LEI).

 

Instalação 

Basicamente, o Thin PC, por possuir a mesma base do Windows 7, herda grande parte de suas características, bem como sua estabilidade, onde, por ter várias características removidas por padrão em relação ao SO de 2009, poderia até ser preferido por uma parcela de usuários que sempre torceu o nariz por recursos que considerem desnecessários (o que, na prática, não é recomendado, pelo sistema ter travas de gravação de arquivos que restringem usos mais generalistas); no mais, assim como o POSReady 2009 (que também já falei por aqui e, coincidentemente, teve um sucessor baseado no Seven - aliás, não difere muito do Thin PC), ele ficou restrito ao inglês e outros cinco linguagens, podendo ser traduzido por pacotes de idiomas (como mostrarei daqui a pouco) e a imagem acima é nada menos que a icônica tela de inicialização do sistema (onde, diferente do Seven, é exibida completa mesmo na instalação, ao invés de, dependendo de alguns fatores, usar a tela do Vista como contingência - aliás, o carregamento do assistente de instalação é o mesmo do SO de 2006 e, por isso, poupei vocês de ver novamente).

 


Agora a coisa fica séria: a instalação, em si, também é bem parecida com o Seven, destacando os seguintes detalhes: graças aos recursos do Windows Preinstallation Environment (o ambiente de instalação em si, conhecido pela sigla PE), é possível encontrar por aí imagens de instalação personalizadas/não oficiais com os seis idiomas oficialmente suportados (slide 1); nesta parte, destaco o ano 2011 nas informações de copyright e os elementos visuais do SO de 2009 (slides 2 a 4); os requisitos mínimos, basicamente semelhantes aos do XP original, mas que, na prática, não é o que parece -  leia até o final para você entender onde eu quero chegar (slide 5).

 


Antes de prosseguir com a instalação, quero deixar registrado o ambiente de recuperação, que não difere muito do Vista, mas recebeu pequenos polimentos e melhorias; no mais, temos a seleção do sistema a ser corrigido (slide 1); a seleção de imagem de backup (slide 2); as ferramentas de recuperação em si (slide 3); a ferramenta de diagnóstico de memória RAM, que falarei mais adiante (slide 4), a restauração do sistema e o erro que dá quando não há sistema a ser corrigido (slide 5); a reparação de inicialização, onde, aliás, o Seven fez diversas melhorias neste recurso, tornando mais confiável e localizado o processo - lembrando que o SO de 2009 ainda não suportava as firmwares UEFI, que começaram a chegar no mercado com força só no ano seguinte, junto com o lançamento do Windows 8 (slides 6 e 7) e os resultados da manutenção (slides 8 e 9).

 


Voltando ao instalador, no slide 1, de cara percebe-se uma mudança: a troca dos elementos visuais para os padrões da linha Embedded (também visto no POSReady 2009 e, dependendo da imagem de instalação encontrada pela internet, esta troca já ocorre desde o começo da instalação e não reverte para os padrões do Seven como ocorre aqui), no mais, temos os mesmos passos já conhecidos de outras versões do Windows, só destacando as informações de licença (slide 2, que substitui o EULA nesta parte, já que era comercializado exclusivamente pela modalidade licenciamento de volume e, portanto, voltado ao mercado corporativo), o particionamento (slides 3 a 5) e a formatação e cópia dos arquivos para o disco (slide 6, destacando o texto revisado exclusivamente para o Seven, "Esta é toda a informação que precisamos agora. Seu computador será reiniciado várias vezes durante a instalação").

 


Após a primeira reinicialização, o texto "Aplicando as configurações de registro" foi polido, sendo exibido junto com a tela de inicialização (slide 1) e temos a conclusão da instalação, agora sim, no design do Embedded (slide 2) e, curiosamente, o slide 3 mostra a mensagem "A instalação continuará após reiniciar o computador" totalmente em tela preta; por fim, outra tela polida em relação ao Vista, foi a configuração do hardware, com uma animação característica do SO de 2009 (slide 4).

 


Por fim, o assistente de configuração também é muito parecido com o SO de 2006 e não difere em nada com as variantes principais do Seven, onde, basicamente, simplificou algumas coisas (como a parte do usuário, onde já não dava para personalizar a imagem da conta - slides 1 e 2) e removeu toda a parte de marketing, tornando o processo mais objetivo; no mais, teve o detalhe da tela de ajuda em branco, denotando que a Microsoft deixou algumas arestas soltas ao finalizar o Thin PC (slide 4), mas no slide 5, já temos as informações de privacidades já revisadas para o Windows 7 com Service Pack 1 e, finalmente, temos a seleção de rede (slides 7 e 8).

 


A primeira autenticação "a gente nunca esquece", independente do sistema operacional. Brincadeiras à parte, no início, a parte visual ainda será do Windows 7 padrão e, fora isso, no geral, é muito semelhante ao Vista, embora não menos chamativo. Dos slides 3 em diante, já temos o visual padrão do Thin PC, já com o esquema do Embedded estabelecido, aproveitando para destacar a tela de bloqueio (slide 3); pós-logoff, após sair do usuário e o sistema permanecer ligado (slide 4); opções de desligamento (slide 5); opções de acessibilidade (slide 6); seleção de idioma (slide 7); seleção de teclado (slide 8); opções avançadas, ao pressionar a combinação CTRL + ALT + DEL (slide 9); redefinição de senha (slide 10); tela ao pressionar o botão Outras credenciais (slide 11) e quando solicita a criação de um disco de recuperação, suportando, por incrível que pareça, o velho e hoje obsoleto disquete (slide 12).

 

Área de Trabalho 


E esta é a famosa Área de Trabalho do Windows NT 6.1, com o (que já pode ser considerado clássico) papel de parede padrão do Windows 7, onde, em comparação com o Vista, temos a barra de tarefas maior com os ícones da barra de acesso rápido também aumentados (slide 1), a hora e a data aparecendo juntos e um discreto botão para exibir ou espiar o ambiente quando necessário; no mais, temos o calendário, repaginado (slide 2); volume (slide 3), internet (slide 4); bateria (slide 5); central de ações, uma das novidades, que eu falarei daqui a pouco (slide 6); a bandeja do sistema (slide 7); a barra de idiomas (slide 8); a janela sobre o sistema, que pouco mudou desde o NT 4 e ainda está presente, praticamente sem alterações, até as versões mais recentes do Windows 11 (slide 9); além disso, temos a janela de instalação de driver, mais prático que o SO de 2006 - uma pena que se perdeu a partir do Windows 8 (slide 10); a janela de reprodução automática (slide 11); a visualização das janelas (slide 12); a gestão de memória, onde, em meus testes, mesmo com 2 GB de RAM, você poderá vê-la com certa frequência (slide 13); e, por fim mas não menos importante, o menu Iniciar levemente reformulado em relação ao Vista (slide 14).

 


No Vista e no Seven, caso você não utilizasse a edição Ultimate (que disponibilizava os locais suportados via Windows Update), configurar idiomas poderia ser quase tão complicado quanto no 2000 / XP. E, diferente das outras edições baseadas no Embedded (como eu exemplifiquei no artigo sobre o POSReady 2009, que ainda incluíam algum suporte para a instalação de uma linguagem diferente), aqui precisamos da ajuda de um programa chamado Vistalizator (cujo site oficial já não está mais disponível mas pode ser baixado clicando aqui), que suporta o português (slide 2), porém, em meus testes, o executável oficial com o idioma em PT-BR (tanto o RTM quanto o SP1) não foi reconhecido pelo Thin PC (slides 3 e 4); além disso, o modo interno, que utiliza recursos do sistema, também não funcionou em nenhum momento (slides 5 e 6); o que deu certo de fato foi um pacote em CAB do Windows Embedded (pode ser baixado aqui) no modo Express, isto é, feito pelo próprio Vistalizator (slides 7 a 10) e, após reiniciar, a tela de inicialização já estará traduzida, pelo menos temporariamente - como ensinou o POSReady 2009, sempre tem uma atualização posterior que quebra o recurso e reverte algumas partes do sistema para o inglês (slide 11), mas, no geral, funciona muito melhor que no Windows 5.x e, dessa forma, é possível ter o Thin PC em Português Brasileiro (slide 12).

 

Painel de Controle 


A principal área de configuração do Windows até então (já que a Microsoft ainda luta para se livrar totalmente dela, o que já se provou um trabalho árduo e ingrato, mas que vem acelerando desde o Windows 11) também recebeu alguns polimentos, ganhou algumas seções novas e perdeu a visualização clássica (que era padrão até o Vista), tornando o modo de categorias o padrão até os dias de hoje (slide 1), com a opção de uma lista lado a lado, seja em tamanho pequeno ou grande (slide 2), com os slides 3 a 10 resumindo as 8 categorias que serão destrinchadas a seguir, dando a noção de como eram distribuídos os ajustes na última versão do Windows em o Painel de Controle recebeu alguma atenção, antes do recurso ser abandonado pela Microsoft em favor de um painel de configurações mais moderno.

 


Começando pela seção Sistema e Segurança, temos a tela de Sistema, idêntico ao do Vista (inclusive no ícone do Windows) e presente, ainda que escondido, nas versões mais recentes do Windows 11 - você já deve ter reparado no Vistalizator que o sistema se identifica oficialmente como Windows Embedded Standard (cuja versão de avaliação ainda está disponível nos servidores da Microsoft até a data original deste artigo) e o mesmo ocorre aqui, onde, diferente do assistente de instalação, as informações de copyright datam como 2010 (slide 1); nos slides 2 a 5 temos as propriedades avançadas do sistema, que pouco mudaram desde o NT 4; nos slide 6 a 9 temos as opções e informações que detalham o Índice de Experiência do Windows (conhecido internamente como WinSAT, que ainda está presente nas versões mais recentes do Windows 11, embora escondido internamente desde o 8.1); no slide 10 temos o assistente de ativação - lembrando que, como eu citei na introdução, só funciona por licenciamento de volume; nos slides 11 a 14 temos a Central de Ações, que consiste numa remodelação da área básica de segurança do Windows (lembrando que o uso de antivírus de terceiros ainda era bastante encorajado na época, sendo que até o sistema avisava da ausência deste tipo de software), aprimorado desde o XP e que também geria as notificações do sistema, numa época em que o recurso era secundário e não tão importante como nos sistemas modernos (o Android que o diga, já que toda versão nova tem alguma mudança nesta área), sendo que, nos slides 15 e 16, temos o controverso Controle de Contas do Usuário (também conhecido pela sigla UAC), ligeiramente modificado pela empresa de Redmond para atender as reclamações sobre seu problemático funcionamento no SO de 2006 e assim permanece até os dias de hoje; no slides 17 e 18 temos o monitor de confiabilidade, que reuniu o monitoramento dos erros do sistema numa visualização mais intuitiva, sendo uma novidade desta versão; nos slides 19 a 23 temos a gestão padrão do Firewall do Windows; nos slides 24 a 28 temos o também controverso Windows Update, numa época que ainda o usuário tinha poder de gestão das atualizações, sendo um recurso que não escapou de ficar em inglês em atualizações recentes (slide 28); no slide 29 temos a gestão do BitLocker, trazido pela primeira vez em edições voltadas ao usuário final nativamente no sistema; nos slides 30 a 37 temos as Ferramentas Administrativas; no slide 38 temos a seção de Backup (ainda presente nas versões mais recentes do SO da Microsoft como contingência e identificado como sendo do Windows 7) e, por fim, temos um verificador nativo de memória RAM do Windows, atualmente um recurso esquecido já que temos alternativas mais robustas, como o memtest (slides 38 ao 42).

 


Na seção Rede e Internet, temos a Central de Rede e Compartilhamento, que, particularmente, acho mais intuitivo de configurar que a seção atual de redes das configurações modernas do Windows (slides 1 a 4); temos o ajuste de grupo doméstico, uma novidade do SO de 2009 para integrar os computadores de uma mesma rede, mas que, em minhas experiências, sempre preferi desativar (slides 5 a 8); temos os principais assistentes para resolver problemas de rede (slide 9); as configurações de compartilhamento avançadas (slides 10 e 11); e as opções de internet, denotando a tóxica integração do hoje "finado" navegador Internet Explorer no sistema (slides 12 a 18).

 


Na seção Hardware e sons, temos outra tela que, pessoalmente, prefiro mais que as soluções atuais: os ajustes de Dispositivos e impressoras, dando uma alternativa mais intuitiva ao Gerenciador de Dispositivos para ajustar os principais componentes do computador, permitindo até a exibição de informações de componentes, como ícones personalizados e até uma janela própria para impressoras de determinadas fabricantes, definindo pela permissão de puxar esses dados pela internet (slide 2); temos os ajustes de reprodução automática (slide 3); nos slides 4 a 7 temos os ajustes de som, sendo o Seven a última versão a contar com uma trilha de inicialização habilitada, ainda que seja a mesma do Vista (só que, diferente deste, a trilha só toca a partir da Área de Trabalho e não na autenticação como era no SO de 2006); e, por fim, temos as Opções de energia (slides 8 a 12), onde, embora não seja tão intuitivo como vemos no Android, por exemplo, ainda acho melhor que a versão moderna presente nos Windows mais recentes (embora tenha melhorado bastante no Windows 11); além disso, temos uma seção de Sensores, que, na prática, nunca vi uso prático em um computador de mesa mas, de toda forma, o Seven já tinha o suporte (slide 13) e uma seção de sincronização, que também nunca foi muito o foco do SO de 2009 (slide 14).

 


Na seção Programas, no que diz respeito aos programas e recursos em si, não temos diferenças significativas em relação ao Vista (slide 1), mas, assim como no POSReady 2009, o Thin PC vem com os recursos desativados (slide 2) e, mesmo no Windows 7 com as últimas atualizações fornecidas pela modalidade Extended Support Update (conhecido pela sigla ESU, que eu expliquei no artigo sobre o SO de 2006), também está quebrado e só fica em branco (slide 3); temos a seção dedicada às atualizações, que foi utilizada até as primeiras versões do Windows 11 (slide 4); os ajustes de Programas Padrão, inalterados até o Windows 10 Versão 1511 (slides 4 a 8); incluindo a velha janela de definir acesso e padrões de programa do Windows 2000 (slide 9) e, por último, temos os Gadgets, recurso levemente ajustado para funcionar mais discretamente no SO de 2009, mas que, mesmo assim, foi a última versão a tê-lo neste formato idealizado pela Microsoft desde os primeiros betas do projeto Longhorn (slide 10).

 


Na seção Contas de Usuário, temos a versão intuitiva do ajuste, sendo uma "tradição" desde o Windows 2000 (slide 1); a seleção do Avatar que não apareceu no assistente de configuração pode ser encontrado clicando sobre o ícone no slide anterior (slide 2); em seguida temos uma seção esquecida com o tempo, que é o armazenamento de credenciais, que passou a ser gerenciado mais internamente no próprio Windows ou pelos próprios programas que precisam deste recurso, como os navegadores (slide 3); outro recurso esquecido com o tempo foi o backup de usuários, já que, no Windows, nem sempre o mesmo nome de usuário após excluir um perfil homônimo terá o mesmo número interno de identificação, o que é, aliás, muito importante no cenário corporativo (slide 4); por fim, o Windows NT 6.1 ainda possui escondido um programa que faz o ajuste alternativo de grupos de usuários sem usar o módulo dedicado do Console de Gerenciamento, herdado do NT 5.x (slide 5).

 


Uma das áreas do Windows 7 que sofreu alterações mais significativas  foi a seção de Aparência e Personalização, permitindo um melhor suporte a temas e cores (e que, por incrível que pareça, não foi limitado no Thin PC, mesmo não sendo um elemento essencial), inclusive repetindo o ajuste de sons (slide 1) e, como já falei em outras ocasiões, o NT 6.1 foi a última série a contar com o tema clássico, bastante adaptado para lidar com as alterações do design ao longo dos últimos anos (slide 2); no mais temos a seleção de papéis de parede (slide 3); de cores, que na prática, não suportava determinadas faixas de cores, como preto e branco, incluindo a correção na exibição da cor mais escura, como eu citei no artigo sobre o Vista, o que tornou o Seven um pouco menos chamativo neste aspecto, mas que, com a disseminação dos chips gráficos, democratizou e melhorou significativamente o suporte ao tema Aero; os ajustes de proteção de tela e de ícones foram mantidos nos formatos de versões anteriores do Windows (slides 5 e 6); temos os ajustes da barra de tarefas e menu iniciar, que foram, basicamente simplificados em relação às versões anteriores (slides 7 a 9); temos as Opções de Pasta, também sem surpresas (slides 10 e 11); o que não pode dizer da seção de Fontes, esta sim remodelada, passando a seguir os padrões de outras áreas do sistema, como a de Programas (slide 12); dos slides 13 em diante temos as configurações de vídeo, destacando que o SO de 2009 foi a primeira versão que tentou melhorar a exibição dos itens e oferecer suporte fracionado de tamanho de texto (slides 13 e 14); ajuste de resolução de tela remodelado (slide 15); exibição de projetor ou monitor secundário (slide 16); ajustes na tecnologia proprietária de exibição de texto ClearType, considerando que o Windows 7 foi lançado numa época de transição das antigas telas CRT para as de LCD, que estavam ficando mais acessíveis (slides 17 a 19); as propriedades do monitor, praticamente inalterado desde o Windows 2000 (slides 20 a 23); além do ajuste aprimorado de cores (slides 24 a 26).

 


Na penúltima seção, começamos com a subseção Data e hora remodelada e, particularmente, bastante intuitiva em relação às versões mais recentes do Windows (slides 1 a 4); os ajustes de região e idioma, que, por sua vez, seguem as mesmas batidas desde o Windows 2000 (slides 5 a 9), destacando que o Thin PC não conta com o utilitário nativo de ajuste de idioma, conhecido internamente como lpksetup, ainda que mostre um grupo dedicado à esta configuração (slide 8); por fim, temos os ajustes de teclado, também com as mesmas batidas de outrora e sem grandes surpresas (slides 10 a 12).

 


Por último mas não menos importante é a seção Facilidade de acesso, que denotou uma preocupação maior da Microsoft em melhorar a acessibilidade do Windows em relação às versões anteriores (cuja área foi uma das que sofreu maiores alterações em relação ao Vista), permitindo um acesso rápido às ferramentas clássicas que o sistema já embarcava (slide 1); ajustes administrativos (slide 2); um assistente para o Windows direcionar os melhores ajustes de acessibilidade (slides 3 a 8); ajustes específicos por componentes (slides 9 a 15), destacando, no slide 14, o ajuste de teclas de alternância, que, particularmente, é útil, mesmo para o público em geral, para indicar quando a tela CAPS LOCK é habilitada, usando o speaker do computador.

 

Recursos nativos


Assim como o Windows 7 e graças ao Service Pack 1 integrado por padrão, o Thin PC traz a versão 8 revisada do finado navegador da Microsoft, o Internet Explorer, que foi muito importante por trazer diversas tecnologias mais modernas, como o motor Chakra para renderização de conteúdo Javascript, que estava se tornando tendência nas páginas web da época e, pode-se dizer, que foi a última grande versão do produto (slide 1), ainda contando com algumas janelas revisadas das versões anteriores, como a de downloads (slides 2 e 3); contudo, também da mesma forma que o SO base, também recebeu a derradeira versão 11, em novembro de 2013, chegando até ao patch 395, com a última atualização ESU lançada em janeiro de 2026 (slide 4) e, desta vez, vou aproveitar para mostrar um pouco mais sobre ele:

  • a janela de primeira execução (slide 5); o modo de navegação anônima, chamado aqui de inPrivate (slide 6);
  • a sugestão de pesquisas do Bing, que deixou de funcionar somente em 2026 (slide 7);
  • as mensagens exibidas na parte inferior da janela (slide 8);
  • o gerenciador de complementos, geralmente baseados na obsoleta e insegura tecnologia ActiveX (slide 9), com um truque para exibir todos, que são carregados internamente pelo SO (slide 10), sugerindo a remoção de todos os sites para todos eles como uma forma de contingência (slide 11); a gestão de provedores de pesquisa (slide 12); a seção de aceleradores, que era uma forma de adicionar funções ao navegador, mas, na prática foi pouco usado (slide 13); uma implementação de bloqueador de conteúdo, o mais próximo que o IE teve de um adblock nativo (slide 14); além de um verificador ortográfico (slide 15);
  • a janela para informar sites problemáticos, que permaneceu em inglês (slide 16);
  • um relatório de privacidade (slide 17);
  • o filtro SmartScreen, que verificava os sites, semelhante ao serviço de malware oferecido pela Google nos dias de hoje (slide 18);
  • a janela de Downloads, remodelada desde a versão 9 (slide 19);
  • o erro ao carregar sites, cujas mensagens foram revisadas na versão 10 (slide 20);
  • o modo de compatibilidade, para carregar sites realmente antigos, geralmente focados na versão 6 para baixo - e, acredite, ainda deve existir por aí, pois, do contrário, a Microsoft não teria razão em embarcar o Modo IE no Edge Chromium (slide 21);
  • a janela de redefinição do navegador, que nem sempre resolvia determinados problemas de estabilidade, pelo menos em meus testes quando precisei usar (slides 22 a 24);
  • a adição de uma página como favorito (slide 25);
  • a inspeção de página, onde, ao invés de abrir em uma aba do navegador, usa programas do sistema, como o Bloco de Notas ou mesmo o Word (slide 26);
  • a visualização de impressão, considerando que o IE ainda não tinha suporte nativo ao PDF (slide 27);
  • as janelas de propriedades da página, um dos resquícios das primeiras versões do navegador (slide 28);
  • as ferramentas de desenvolvedor, uma das novidades da versão, mas que, infelizmente, não carregou em meus testes, provavelmente por causa das últimas atualizações ESU que quebraram o recurso (slide 29);
  • as informações de segurança do site (slide 30);
  • a função de fixar sites na barra de tarefas, também vindo da versão 9 (slide 31);
  • o menu da barra principal (slide 32);
  • o modo com a guia abaixo da barra de endereços, adotado por padrão pela Microsoft por volta de 2018 (slide 33);
  • a barra lateral, que podia ser movida, aproveitando para citar a barra de favoritos habilitada (slides 34 e 35);
  • o recurso de supervisor, introduzido no Windows 2000, e que não era integrado com recursos de proteção familiar presente no Seven (slides 36 a 38);
  • e, por fim, os costumeiros erros, pois, se não tiver falhas, não é Internet Explorer, o mais usado browser de todos os tempos para baixar seus concorrentes (slide 39).

 


Outro componente legado (e, diferente do IE, seu sucessor não traz nem metade dos recursos que este tinha, mas isto é uma outra história) é o Windows Media Player, também na derradeira versão 12, que, na prática, foi apenas uma revisão da versão anterior, com polimentos e melhor integração de determinados recursos no sistema, como o modo de reprodução minimizado (slide 1); no mais, o assistente de primeira execução praticamente é o mesmo desde a longínqua versão 7 (slides 2 a 7). 

 


Agora vem os outros aplicativos, presentes no Windows 7 padrão e que não foram removidos do Thin PC: a janela Executar (slide 1); a calculadora, remodelada nesta versão, permanecendo presente em todas as versões de longo suporte do Windows 10 (slide 2); o visualizador XPS, formato que nasceu para competir com o PDF, mas não vingou (slide 3); o bom e velho Bloco de notas, sem integração com o conta e nem Copilot, que ainda sobrevive, ao menos, nas versões mais recentes do Windows PE (slide 4); o gravador de som, simples e objetivo (slide 5); o Prompt de Comando (slide 6), que ainda suportava a emulação de antigos componentes do DOS, como o command.com (slide 7) e o edit.com, que se tornou código aberto em 2025, para quem quiser matar a saudade (slide 8); um editor de caracteres particulares, um recurso bem nichado e esquecido no tempo (slides 9 e 10); a janela de informações do sistema, que ainda resiste nas versões mais recentes do Windows 11 (slide 11); o editor de registro, com as informações da base do sistema com as atualizações ESU de janeiro de 2026 (slide 12); a limpeza de disco, turbinada ao longo dos anos para suportar a limpeza de arquivos do Windows Update - como eu detalho aqui (slides 13 e 14); o bom e velho editor de caracteres, que pouco mudou ao longo das décadas e resiste até os dias de hoje, praticamente inalterado, mesmo na época do emojis (slide 15); a restauração do sistema, que, mesmo no Seven, nem sempre resolvia os problemas (slide 16); a discagem telefônica, sendo o mesmo programa do Windows 95/NT 4 e, por incrível que pareça, ainda presente em 2026 no sistema (slides 17 e 18); um recurso escondido no sistema e também esquecido no tempo, ligado ao gerenciador de eventos (slides 19 e 20); o IExpress 2, o mesmo desde o IE 4, ainda presente no sistema, mesmo sendo obsoleto e inseguro (slide 21); um programa para lidar com dispositivos SCSI, já em desuso mesmo na época (slides 22 e 23); o Windows Installer, que chegou na derradeira versão 5 e permanece assim até hoje (slide 24); as propriedades do kernel em um sistema limpo (slide 25); o velho gestor de banco de dados ODBC, herdado do Windows 3 (slides 26 e 27); o gravador de passos, para fins de depuração, semelhante ao que temos no Office para uso em macros (slide 28); recurso de criptografia pré-BitLocker (slide 29); assistente alternativo de compartilhamento de pasta (slide 30); verificador de assinatura digital de programas, absorvido com o sistema ao longo dos anos (slides 31 e 32); verificador de driver, semelhante ao disponível desde o Windows 2000 (slide 33); o Centro de Mobilidade, focado em dispositivos portáteis, ainda presente no SO da Microsoft embora abandonado (slide 34); o visualizador de fax e scanner, desmembrado do visualizador de imagens e, rigorosamente, o mesmo programa do Vista, sendo possível removê-los na seção de recursos, já que é considerado inseguro (slide 35); o programa de conexão de área de trabalho remota, conhecido pela sigla MTSC, focado na conexão remota pelo protocolo RDP, que recebeu a revisão com os recursos do Windows 8.1 (slide 36); as configurações de ajuda, sendo o Seven a última versão que mexeu no recurso (slide 37).

 


Decidi destacar à parte o Paint, clássico editor de imagens Bitmap do Windows, remodelado no Seven para adotar a interface Ribbon, abandonando padrões vistos desde os primórdios do SO da Microsoft, dando sobrevida ao recurso que foi a padrão até em todas as versões do Windows 10 (ainda que quase tenha sido descontinuado em 2018).

 


O mesmo para o WordPad, editor de arquivos de texto no formato RTF, cuja renovação foi bem-vinda e muito necessária (em comparação com sua interface ultrapassada, ganhando até alguns pequenos recursos vistos no Word) para quem não tinha condições do adquirir a suite de aplicativos da empresa de Redmond (numa época que o Office 365 ainda não existia direito - mesmo iniciado em 2010) e este, embora menos popular que o Paint, teve uma sobrevida maior: permaneceu até o Windows 11 23H2 sem ser incomodado até a Microsoft resolver removê-lo.

 


Como eu falei na seção Facilidade de Acesso, o Windows 7 deu passos importantes (ainda que insuficientes, mesmo nos dias de hoje) na melhoria da acessibilidade do sistema, dando uma necessária repaginada nos recursos, que não tinham grande atenção desde o Windows 2000, como a Lupa (slides 1 a 3); o Narrador (slide 4); e o Teclado (slides 5 e 6).

 


O Gerenciador de tarefas, em si, não é muito diferente, se comparado com o Vista (slides 1 a 6), mas o Seven trouxe um reforço na gestão de partes do sistema, que é Monitor de Recursos (slides 7 a 11), permitindo ver com detalhes informações que o taskmgr não fornecia com precisão, como monitoramento de sites e de processos internos.

 


O Windows Explorer não é muito diferente do visto no SO de 2006, recebendo pequenos polimentos e um visual mais limpo e direto ao ponto, cuja estabilidade e melhoria de resposta não pode ser ignorado; no mais, temos a visualização no modo Meu Computador (slide 1); das bibliotecas, cuja função foi simplificada aqui, mas na prática, pouco usada - tanto que foi abandonado no 8.1 (slide 2); a pasta do usuário (slide 3); os modos de visualização, levemente aprimorados em relação à versão anterior (slide 4); o assistente de compartilhamento modernizado nesta versão (slide 5); o verificador de erros gráfico, simples e objetivo - ainda que a Microsoft tenha o simplificado ainda mais a partir do Windows 8 (slide 6); o desfragmentador de disco, também remodelado e simplificado aqui, mas que ainda não era otimizado para SSDs, que estavam começando a se popularizar na época e só viriam a ter um melhor suporte a partir de 2012 (slides 7 e 8).

 


O Console de Gerenciamento era, rigorosamente, a mesma versão vista no SO de 2006 e, mesmo sendo uma parte chave para a gestão do sistema na época - na ausência de algo melhor - praticamente não recebeu novidades no Seven, permanecendo na versão 3, mas é preciso destacar a melhoria de suporte de drivers, mantendo a base iniciada no Vista, mas aumentando a confiabilidade, denotando um sistema mais estável (slides 3 e 4); a adição de uma gestão avançada de Firewall, vinda do Windows Server, deu mais possibilidades ao recurso introduzido pelo XP SP2 (slide 5); e, se hoje é um recurso indispensável, segundo a Microsoft, o Seven já suportava o Trusted Platform Module, conhecido pela sigla TPM, um chip de segurança para auxiliar em tarefas que envolvem criptografia, como o Secure Boot (que o SO de 2009 ainda não suportava) e o BitLocker (slide 10); no mais, temos o Gerenciamento do computador (slide 1); de dispositivos (slide 2); de certificados (slide 6); serviço de indexação básico - não o utilizado pelo Windows Search, que falarei daqui a pouco (slide 7); os serviços de componente, ligado ao importante visualizador de eventos (slide 8); ao editor de política de grupo, conhecido como gpedit.msc (slide 9). 

 


Pela primeira vez nativamente no sistema, o Windows PowerShell, inicialmente na versão 2 (slide 1), embora não seja tão simples quanto a Microsoft quer propagar, deu novas possibilidades na gestão do sistema, se tornando, aos poucos, tão importante, ao ponto da empresa de Redmond torná-lo código aberto, em 2019; no mais, a versão clássica foi sendo atualizada ao longo dos anos, chegando à versão 4, a mesma do Windows 8.1 (slide 2), ainda que tenha recebido a derradeira versão 5.1 (cuja "novela" eu acompanhei na época e mais detalhes podem ser vistos aqui) e, nisto, inclui o modo ISE, que é um ambiente com ferramentas avançadas que automatizam o uso do terminal (slides 4 e 5), mas que exige o .NET Framework 3.5.1 ou superior (que é nativo do Seven mas não no Thin PC, cujos detalhes eu também falo aqui), do contrário não funciona (slide 6).

 

Outras informações  


Caso você conheça um pouco o Windows (ou, no mínimo já tenha visto alguns de meus artigos) deve ter percebido que, por projeto, vários componentes considerados clássicos do Seven não estão presentes no Thin PC, já que, na prática, não são tão essenciais e exigem recursos que um thin client normalmente não dispõe e, considerando que a adição de recursos está desativado, como eu falei anteriormente, graças ao fato do sistema ter sido feito com base no Embedded, um projeto chamado Missed Features Installer (slides 1 e 2) se aproveitou disso e disponibilizou uma forma de adicionar estes recursos graças aos módulos da edição focada em dispositivos embarcados e pode ser baixado clicando aqui (também disponível para outras versões do SO da Microsoft); desta forma, é possível ter acesso às Notas autoadesivas (slide 3); Ferramenta de captura, levemente polida no Seven (slides 4 a 6); painel de expressões matemáticas, um recurso do velho projeto TabletPC (slide 7); Diário do Windows, idem (slide 8); painel de digitação, da mesma iniciativa, considerando que o suporte à telas sensíveis ao toque ainda não era muito melhor que versões anteriores do sistema (slides 9 a 17); reconhecimento de fala, que, na prática, nunca suportou o Português Brasil, cuja Microsoft ainda está atrás neste quesito, se comparar com a Google e a Samsung (slides 18 e 19) o Windows Defender, que nesta época, ainda era só um anti spyware, (lembrando que, nesta mesma ocasião, a empresa de Redmond já oferecia um anti malware/anti rootkit chamado Microsoft Security Essentials, instalado separadamente, que seu uniu com o antigo Defender para gerar o antivírus nativo presente a partir do Windows 8), não muito diferente do que tinha no Vista, contudo, ainda recebia atualizações de definições na data original deste artigo, mesmo num sistema oficialmente obsoleto (slide 20); o Windows Mail, praticamente o mesmo do Vista, tem uma história curiosa: ele não está presente nativamente no Seven mas é possível habilitado, inclusive com suporte ao idioma do sistema (slides 21 a 24); já o Calendário, ficou restrito aos primeiros betas do projeto Vienna - que originou o SO de 2009 - e, por isto só existe em inglês (slide 25); o sistema de indexação do Windows Search, levemente aprimorado em relação ao Vista, melhorando um pouco a busca de documentos (slide 26); e o Windows CardSpace, integrado ao .NET Framework 3.x, que, na prática, era redundante com o gerenciador de credenciais nativos do Windows e, por isso, teve baixa adesão (slide 27).

 


Também em comparação com o SO de 2006, o Media Center, amadurecido ao longo dos anos, chegou ao Seven mesmo com o conceito não tendo caído no gosto do público e, por isso, foi a última versão em que o recurso foi oficialmente desenvolvido (ainda seria embarcado no 8.x como uma edição própria do sistema, como eu falei no artigo dedicado, fora o fato de entusiastas tentarem adicioná-lo no Windows 10, mesmo com todas as limitações e incompatibilidades, como pode ser visto aqui).

 


Quanto aos jogos, embora não sejam muito diferentes dos que estavam presentes no Vista, receberam alguns polimentos e, aliados ao DirectX 11, foram um dos grandes chamarizes do SO de 2009 (tanto que, pela popularidade, desenvolvedores deram a possibilidade de instalá-los em versões mais recentes do Windows, já que a Microsoft os removeu do 8.x em prol de sua nova plataforma de aplicativos); no mais, temos o Explorador de Jogos, uma área exclusiva que reunia os jogos instalados e identificados pelo sistema, permanecendo até o Windows 10 1607 (slide 1); o clássico campo minado (slide 2); um jogo de xadrez, que suportava tanto o 2D quanto o 3D, dependendo da placa gráfica instalada (slide 3); o FreeCell, jogo de cartas esquecido pela Microsoft nas implementações mais recentes (slide 4); o jogo de Copas (slide 5); os jogos de internet, embarcados pela última vez aqui, mas que já não funcionam mais (slides 6 a 8); o jogo de mahjong (slide 9); o divertido Purble Place, que consiste em montar bolos (slide 10); o Paciência, com o clássico modo klondike (slide 11); e, por fim, o Paciência Spider (slide 12).

 


Numa época que CDs e DVDs ainda eram muito utilizados (já que a memória Flash, dos cartões de memória e pen drives, ainda estavam em ascensão de popularidade), o Seven ainda embarcava um criador de DVDs, desmembrado do editor de vídeos Movie Maker (agora disponível avulso, no pacote Essentials e fundido com a Galeria de Fotos, como eu detalhei aqui) e polido em relação ao Vista, limitado à duração padrão do disco e, assim como os jogos, também dependente da placa gráfica para funcionar.

 


Dois projetos que surgiram ao longo dos anos facilitaram bastante a gestão de atualizações de versões antigas do Windows, numa época que a Microsoft ainda não agrupava num único arquivo (e, por isso, não era incomum a listagem de mais de 200 atualizações instaladas - sem falar dos hotfixes, que dobrava esta quantidade - até o lançamento do Pacote de Conveniência, em 2016, e do modelo de atualizações cumulativas visto no Windows 10, em 2018, que reduziram este número a cerca de 50 no final do suporte do SO de 2009, como eu detalho aqui): o Legacy Update, que, mesmo focado no Windows XP e anteriores, é muito útil também no Vista e no Seven para manter o Windows Update e o sistema de ativação funcionado, usando o antigo modelo de instalação de atualizações baseado em ActiveX, que funciona sem grandes surpresas em meus testes (slides 1 a 5); e o UpdatePack (slides 6 a 12), do desenvolvedor russo Simplix, este focado no SO de 2009, que reuniu todas as atualizações aplicáveis, com a telemetria e checagens de processador removidas, inclusive as ESUs, dando uma sobrevida ao NT 6.1, mesmo após o fim do suporte oficial, em janeiro de 2020 (no caso do Thin PC, por ser base Embedded, durou um pouco mais: até outubro de 2021) até o final do suporte do programa Premium Assurrance ao Server 2008 / R2, em janeiro de 2026, poupando o tempo do usuário, podendo ser baixado clicando aqui.

 


Antes de concluir, não posso de deixar de falar nos pequenos polimentos feitos na parte de encerramento da sessão do sistema, como a janela de desligamento (slide 1); a parte prévia, caso alguma coisa esteja truncando o processo (slide 2); o encerramento em si, seja para desligamento ou reinicialização (slide 3); a inicialização (slides 4 e 5); os processos prévios para configurar atualizações ou serviços, cujo texto só foi alterado no Windows 10 Versão 21H2 ou superior (slide 6); a instalação de atualizações em si, alterado, em relação ao Vista, para porcentagem, indo até o 30% antes de reiniciar para concluir os outros 70% (slide 7); mas, que, dependendo da atualização, no caso de um Service Pack ou atualização do Internet Explorer, utilizar o sistema de etapas introduzido com o SO de 2006 (slide 8); quando algo dá errado, ele tenta reverter (slide 9); em seguida, tenta repetir a instalação (slide 10); nos slides 11 a 15, aproveitei para encaixar o funcionamento do modo de segurança e de inicialização avançada, também muito parecido com o Vista (e ainda pode ser habilitado nas versões mais recentes do Windows 11, sendo o Seven a última versão a permitir que a imposição de assinatura de drivers possa ser desabilitada no sistema sem grandes complicações (pelo fato de ainda suportar a instalação de drivers não assinados, dependendo do cenário), sendo uma opção dificultada, por razões de segurança, a partir do Windows 8.

 

Conclusão 

Nestes mais de dez anos que analiso mais detalhadamente as mais diversas versões do SO da Microsoft (fora os mais de quinze que eu uso no dia a dia - se bem que, atualmente, é bem menos do que outrora, já que os rumos tomados com o Windows 11 me fizeram optar por usar mais o Linux no dia a dia e até que estou me saindo bem sem dual boot, porém já estou desviando do assunto) e posso concluir que o Windows NT 6.1 reuniu todas as qualidades das versões anteriores, seja a estabilidade do 2000 / XP, a beleza do Vista (embora aqui polida e contida), a familiaridade e a tradição do 95 / NT 4, tornando o SO de 2009 a versão mais coesa e madura já feita do Windows até aqui (tanto que foi o último grande projeto da era Steve Ballmer e de um esquema de desenvolvimento clássico, sem muitas automatizações e com uma integração maior com as OEMs), até que o lançamento do Azure, em 2010 e a ascensão dos smartphones como o principal aparelho de massa mudaram os rumos da Microsoft e ela acabou se perdendo (como eu mostrei no artigo sobre o Windows 8), podendo dizer que a base solidificada aqui ainda está segurando um pouco as pontas para que o sistema não se torne um novo Longhorn (tanto que a própria empresa reconheceu isso em 2026 e está tentando correr atrás do prejuízo).

Quanto ao Thin PC em si, arrisco-me a dizer que ele falhou em atender o nicho para qual foi destinado (se afastando muito do propósito do FLP - que tinha mais motivo para existir, como eu citei na introdução) e, ainda por cima, canibalizou o próprio Embedded, já que, mesmo com a remoção de muitos recursos, ainda é um sistema muito inchado (obviamente que, guardadas as devidas proporções, nem se compara com um Windows 11 da vida, mas a manutenção de elementos como o compositor de temas foi um tanto estranha, sendo mais robusto até que a edição Starter neste quesito) e a carência de um suporte maior de hardware (restrito aos processadores de 32 bits e sem suporte a ARM) não o tornaram uma opção viável no dia a dia dos thin clients, que não precisam de mais que uma firmware genérica para acesso remoto e penso que um Windows CE adaptado seria uma proposta superior, mas a Microsoft ainda não estava preparada para isso e só evoluiria um pouco com o Windows IoT (mas o estrago já estava feito e, na prática não atingiu o que poderia se esperar).

Seguem os links que, como de costume, serviram de base e complementam o artigo:

Mais uma vez agradeço por ter chegado até aqui e até uma outra oportunidade. Como sempre, não deixe de ficar ligado no Blog de Bruno A. Vieira.