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3 de junho de 2026

O Windows Thin PC em PT-BR em detalhes (ou o Windows 7 pós-suporte)

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Conheça o Windows Thin PC, que foi uma variante do Windows 7 com Service Pack 1 lançada em 2011, focada em thin clients.

Introdução 

Analisando a história do sistema operacional Windows, pode-se dizer que, uma das consequências do sucesso de uma determinada versão é a quantidade de ediçoes que a Microsoft lançou no mercado (como Home, Pro, Enterprise, Server, Embedded, Starter e por aí vai), dependendo das necessidades identificadas pela empresa de Redmond e do nicho que ela quer atingir, cujas variantes principais não conseguem atender a contento, seja por ter recursos demais ou de menos (obviamente, tivemos exceções a esta regra, como o Windows Vista e o 8.x, onde, embora não tenham feito tanto sucesso quanto se esperava, suas respectivas bases eram sólidas o suficiente para atender a demanda, o que não aconteceu com o famigerado Windows ME, por exemplo - onde, além de ter encerrado melancolicamente a era DOS, pouca coisa foi aproveitada e não ganhou nenhum descendente direto).

 

Windows Fundamentals for Legacy PCs, baseado no XP com Service Pack 2, antecessor do Thin PC (créditos: BetaWiki)


Em 2006 a Microsoft lançou ao mercado o (pode-se dizer) obscuro Windows Fundamentals for Legacy PCs (imagem acima), que tinha a específica finalidade de ser uma versão ainda mais leve para computadores que, por incrível que pareça, não atendiam os já enxutos requisitos mínimos do SO de 2001 (mesmo para a época) e supria o fim do suporte do Windows 98 (que ainda era bem popular naquele tempo e falarei algum dia em mais detalhes por aqui) e o já citado Millenium Edition, mas também era focado em uma linha de computadores que até mesmo a edição Embedded tinha dificuldade em atender: os thin clients (conhecidos popularmente como terminais burros), máquinas que só necessitam de um sistema básico com suporte a conexão remota para acessar um computador mais robusto (como servidores dedicados) e, por esta razão, não necessitava de toda a modularidade da linha focada em dispositivos embarcados (como caixas de banco ou pontos de venda, onde, geralmente, apenas thin clients muito mais robustos utilizaram esta variante, o que não era a realidade do uso destes tipos de máquina, caracterizados pelo baixo poder de processamento e memória RAM).

 

As diversas edições do Windows 7, SO base do Thin PC, superando, inclusive, o XP neste aspecto (considerando outras variantes que não estão na imagem).


Onde eu quero chegar: cinco anos se passaram e, como o XP já estava em suporte estendido e o Windows 7 (lançado dois anos antes) já estava em franca ascensão (aliado à melhora dos computadores, catapultado pela linha de processadores Core i da Intel - aliás, um dos motivos do Vista não ter vingado, como já falei em um artigo próprio) e tinha acabado de receber seu único Service Pack; dessa forma, considerando que a Microsoft já tinha lançado a versão atualizada da linha Embedded, ela resolveu colocar no mercado (ainda que de forma bem restrita, somente disponível aos assinantes do antigo serviço MSDN (atual Visual Studio Subscriptions) o sucessor do já citado FLP: o Windows Thin PC, que analisarei em detalhes, no formato que você já está acostumado, a partir de agora.

AVISO: USE SOMENTE PARA TESTES, SENDO ESTRITAMENTE DESACONSELHÁVEL PARA PRODUÇÃO, PRIMEIRO E MAIS IMPORTANTE, PORQUE JÁ NÃO É SUPORTADO (POTENCIAIS RISCOS DE SEGURANÇA ENVOLVIDOS), SEGUNDO, AS LICENÇAS DO WINDOWS 7 NÃO SE APLICAM AO THIN PC, PORTANTO, A MENOS QUE VOCÊ TENHA ADQUIRIDO UMA CÓPIA NOS PAÍSES ONDE A VARIANTE FOI VENDIDA (O QUE É POUCO PROVÁVEL), ELE NÃO PODERÁ SER LEGALIZADO (ESTANDO, PORTANTO, SUJEITO ÀS SANÇÕES PREVISTAS NOS TERMOS DE LICENÇA E NA LEI).

 

Instalação 

Basicamente, o Thin PC, por possuir a mesma base do Windows 7, herda grande parte de suas características, bem como sua estabilidade, ao mesmo tempo que não herda as limitações (inclusive de licenciamento) do Embedded, onde, por ter várias características removidas por padrão em relação ao SO de 2009, poderia até ser preferido por uma parcela de usuários que sempre torceu o nariz por recursos que considerem desnecessários (o que, na prática, não é recomendado, pelo sistema ter travas de gravação de arquivos que limitam usos mais generalistas); no mais, assim como o POSReady 2009 (que também já falei por aqui e, coincidentemente, teve um sucessor baseado no Seven - aliás, não difere muito do Thin PC), ele ficou restrito ao inglês e outros cinco linguagens, podendo ser traduzido por pacotes de idiomas (como mostrarei daqui a pouco) e a imagem acima é nada menos que a icônica tela de inicialização do sistema (onde, diferente do Seven, é exibida completa mesmo na instalação, ao invés de, dependendo de alguns fatores, usar a tela do Vista como contingência - aliás, o carregamento do assistente de instalação é o mesmo do SO de 2006 e, por isso, poupei vocês de ver novamente).

 


Agora a coisa fica séria: a instalação, em si, também é bem parecida com o Seven, destacando os seguintes detalhes: graças aos recursos do Windows Preinstallation Environment (o ambiente de instalação em si, conhecido pela sigla PE), é possível encontrar por aí imagens de instalação personalizadas/não oficiais com os seis idiomas oficialmente suportados (slide 1); nesta parte, destaco o ano 2011 nas informações de copyright e os elementos visuais do SO de 2009 (slides 2 a 4); os requisitos mínimos, basicamente semelhantes aos do XP original, mas que, na prática, não é o que parece -  leia até o final para você entender onde eu quero chegar (slide 5).

 


Antes de prosseguir com a instalação, quero deixar registrado o ambiente de recuperação, que não difere muito do Vista, mas recebeu pequenos polimentos e melhorias; no mais, temos a seleção do sistema a ser corrigido (slide 1); a seleção de imagem de backup (slide 2); as ferramentas de recuperação em si (slide 3); a ferramenta de diagnóstico de memória RAM, que falarei mais adiante (slide 4), a restauração do sistema e o erro que dá quando não há sistema a ser corrigido (slide 5); a reparação de inicialização, onde, aliás, o Seven fez diversas melhorias neste recurso, tornando mais confiável e localizado o processo - lembrando que o SO de 2009 ainda não suportava as firmwares UEFI, que começaram a chegar no mercado com força só no ano seguinte, junto com o lançamento do Windows 8 (slides 6 e 7) e os resultados da manutenção (slides 8 e 9).

 


Voltando ao instalador, no slide 1, de cara percebe-se uma mudança: a troca dos elementos visuais para os padrões da linha Embedded (também visto no POSReady 2009 e, dependendo da imagem de instalação encontrada pela internet, esta troca já ocorre desde o começo da instalação e não reverte para os padrões do Seven como ocorre aqui), no mais, temos os mesmos passos já conhecidos de outras versões do Windows, só destacando as informações de licença (slide 2, que substitui o EULA nesta parte, já que era comercializado exclusivamente pela modalidade licenciamento de volume e, portanto, voltado ao mercado corporativo), o particionamento (slides 3 a 5) e a formatação e cópia dos arquivos para o disco (slide 6, destacando o texto revisado exclusivamente para o Seven, "Esta é toda a informação que precisamos agora. Seu computador será reiniciado várias vezes durante a instalação").

 


Após a primeira reinicialização, o texto "Aplicando as configurações de registro" foi polido, sendo exibido junto com a tela de inicialização (slide 1) e temos a conclusão da instalação, agora sim, no design do Embedded (slide 2) e, curiosamente, o slide 3 mostra a mensagem "A instalação continuará após reiniciar o computador" totalmente em tela preta; por fim, outra tela polida em relação ao Vista, foi a configuração do hardware, com uma animação característica do SO de 2009 (slide 4).

 


Por fim, o assistente de configuração também é muito parecido com o SO de 2006 e não difere em nada com as variantes principais do Seven, onde, basicamente, simplificou algumas coisas (como a parte do usuário, onde já não dava para personalizar a imagem da conta - slides 1 e 2) e removeu toda a parte de marketing, tornando o processo mais objetivo; no mais, teve o detalhe da tela de ajuda em branco, denotando que a Microsoft deixou algumas arestas soltas ao finalizar o Thin PC (slide 4), mas no slide 5, já temos as informações de privacidades já revisadas para o Windows 7 com Service Pack 1 e, finalmente, temos a seleção de rede (slides 7 e 8).

 


A primeira autenticação "a gente nunca esquece", independente do sistema operacional. Brincadeiras à parte, no início, a parte visual ainda será do Windows 7 padrão e, fora isso, no geral, é muito semelhante ao vista, embora não menos chamativo. Dos slides 3 em diante, já temos o visual padrão do Thin PC, já com o visual do Embedded estabelecido, aproveitando para destacar a tela de bloqueio (slide 3); pós-logoff, após sair do usuário e o sistema permanecer ligado (slide 4); opções de desligamento (slide 5); opções de acessibilidade (slide 6); seleção de idioma (slide 7); seleção de teclado (slide 8); opções avançadas, ao pressionar a combinação CTRL + ALT + DEL (slide 9); redefinição de senha (slide 10); tela ao pressionar o botão Outras credenciais (slide 11) e quando solicita a criação de um disco de recuperação, suportando, por incrível que pareça, o velho e hoje obsoleto disquete (slide 12).

 

Área de Trabalho 


E esta é a famosa Área de Trabalho do Windows NT 6.1, com o (que já pode ser considerado clássico) papel de parede padrão do Windows 7, onde, em comparação com o Vista, temos a barra de tarefas maior com os ícones da barra de acesso rápido também aumentados (slide 1), a hora e a data aparecendo juntos e um discreto botão para exibir ou espiar o ambiente quando necessário; no mais, temos o calendário, repaginado (slide 2); volume (slide 3), internet (slide 4); bateria (slide 5); central de ações, uma das novidades, que eu falarei daqui a pouco (slide 6); a bandeja do sistema (slide 7); a barra de idiomas (slide 8); a janela sobre o sistema, que pouco mudou desde o NT 4 e ainda está presente, praticamente sem alterações, até as versões mais recentes do Windows 11 (slide 9); além disso, temos a janela de instalação de driver, mais prático que o SO de 2006 - uma pena que se perdeu a partir do Windows 8 (slide 10); a janela de reprodução automática (slide 11); a visualização das janelas (slide 12); a gestão de memória, onde, em meus testes, mesmo com 2 GB de RAM, você poderá vê-la com certa frequência (slide 13); e, por fim mas não menos importante, o menu Iniciar levemente reformulado em relação ao Vista (slide 14).

 


No Vista e no Seven, caso você não utilizasse a edição Ultimate (que disponibilizava os locais suportados via Windows Update), configurar idiomas poderia ser quase tão complicado quanto no 2000 / XP. E, diferente das outras edições baseadas no Embedded (como eu exemplifiquei no artigo sobre o POSReady 2009, que ainda incluíam algum suporte para a instalação de uma linguagem diferente), aqui precisamos da ajuda de um programa chamado Vistalizator (cujo site oficial já não está mais disponível mas pode ser baixado clicando aqui), que suporta o português (slide 2), porém, em meus testes, o executável oficial com o idioma em PT-BR (tanto o RTM quanto o SP1) não foi reconhecido pelo Thin PC (slides 3 e 4); além disso, o modo interno, que utiliza recursos do sistema, também não funcionou em nenhum momento (slides 5 e 6); o que deu certo de fato foi um pacote em CAB do Windows Embedded (pode ser baixado aqui) no modo Express, isto é, feito pelo próprio Vistalizator (slides 7 a 10) e, após reiniciar, a tela de inicialização já estará traduzida, pelo menos temporariamente - como ensinou o POSReady 2009, sempre tem uma atualização posterior que quebra o recurso e reverte algumas partes do sistema para o inglês (slide 11), mas, no geral, funciona muito melhor que no Windows 5.x e, dessa forma, é possível ter o Thin PC em Português Brasileiro (slide 12).

 

Painel de Controle 


A principal área de configuração do Windows até então (já que a Microsoft ainda luta para se livrar totalmente dela, o que já se provou um trabalho árduo e ingrato, mas que vem acelerando desde o Windows 11) também recebeu alguns polimentos, ganhou algumas seções novas e perdeu a visualização clássica (que era padrão até o Vista), tornando o modo de categorias o padrão até os dias de hoje (slide 1), com a opção de uma lista lado a lado, seja em tamanho pequeno ou grande (slide 2), com os slides 3 a 10 resumindo as 8 categorias que serão destrinchadas a seguir, dando a noção de como eram distribuídos os ajustes na última versão do Windows em o Painel de Controle recebeu alguma atenção, antes do recurso ser abandonado pela Microsoft em favor de um painel de configurações mais moderno.

 


Começando pela seção Sistema e Segurança, temos a tela de Sistema, idêntico ao do Vista (inclusive no ícone do Windows) e presente, ainda que escondido, nas versões mais recentes do Windows 11 - você já deve ter reparado no Vistalizator que o sistema se identifica oficialmente como Windows Embedded Standard (cuja versão de avaliação ainda está disponível nos servidores da Microsoft até a data original deste artigo) e o mesmo ocorre aqui, onde, diferente do assistente de instalação, as informações de copyright datam como 2010 (slide 1); nos slides 2 a 5 temos as propriedades avançadas do sistema, que pouco mudaram desde o NT 4; nos slide 6 a 9 temos as opções e informações que detalham o Índice de Experiência do Windows (conhecido internamente como WinSAT, que ainda está presente nas versões mais recentes do Windows 11, embora escondido internamente desde o 8.1); no slide 10 temos o assistente de ativação - lembrando que, como eu citei na introdução, só funciona por licenciamento de volume; nos slides 11 a 14 temos a Central de Ações, que consiste numa remodelação da área básica de segurança do Windows (lembrando que o uso de antivírus de terceiros ainda era bastante encorajado na época, sendo que até o sistema avisava da ausência deste tipo de software), aprimorado desde o XP e que também geria as notificações do sistema, numa época em que o recurso era secundário e não tão importante como nos sistemas modernos (o Android que o diga, já que toda versão nova tem alguma mudança nesta área), sendo que, nos slides 15 e 16, temos o controverso Controle de Contas do Usuário (também conhecido pela sigla UAC), ligeiramente modificado pela empresa de Redmond para atender as reclamações sobre seu problemático funcionamento no SO de 2006 e assim permanece até os dias de hoje; no slides 17 e 18 temos o monitor de confiabilidade, que reuniu o monitoramento dos erros do sistema numa visualização mais intuitiva, sendo uma novidade desta versão; nos slides 19 a 23 temos a gestão padrão do Firewall do Windows; nos slides 24 a 28 temos o também controverso Windows Update, numa época que ainda o usuário tinha poder de gestão das atualizações, sendo um recurso que não escapou de ficar em inglês em atualizações recentes (slide 28); no slide 29 temos a gestão do BitLocker, trazido pela primeira vez em edições voltadas ao usuário final nativamente no sistema; nos slides 30 a 37 temos as Ferramentas Administrativas; no slide 38 temos a seção de Backup (ainda presente nas versões mais recentes do SO da Microsoft como contingência e identificado como sendo do Windows 7) e, por fim, temos um verificador nativo de memória RAM do Windows, atualmente um recurso esquecido já que temos alternativas mais robustas, como o memtest (slides 38 ao 42).

 


Na seção Rede e Internet, temos a Central de Rede e Compartilhamento, que, particularmente, acho mais intuitivo de configurar que a seção atual de redes das configurações modernas do Windows (slides 1 a 4); temos o ajuste de grupo doméstico, uma novidade do SO de 2009 para integrar os computadores de uma mesma rede, mas que, em minhas experiências, sempre preferi desativar (slides 5 a 8); temos os principais assistentes para resolver problemas de rede (slide 9); as configurações de compartilhamento avançadas (slides 10 e 11); e as opções de internet, denotando a tóxica integração do hoje "finado" navegador Internet Explorer no sistema (slides 12 a 18).

 


Na seção Hardware e sons, temos outra tela que, pessoalmente, prefiro mais que as soluções atuais: os ajustes de Dispositivos e impressoras, dando uma alternativa mais intuitiva ao Gerenciador de Dispositivos para ajustar os principais componentes do computador, permitindo até a exibição de informações de componentes, como ícones personalizados e até uma janela própria para impressoras de determinadas fabricantes, definindo pela permissão de puxar esses dados pela internet (slide 2); temos os ajustes de reprodução automática (slide 3); nos slides 4 a 7 temos os ajustes de som, sendo o Seven a última versão a contar com uma trilha de inicialização habilitada, ainda que seja a mesma do Vista (só que, diferente deste, a trilha só toca a partir da Área de Trabalho e não na autenticação como era no SO de 2006); e, por fim, temos as Opções de energia (slides 8 a 12), onde, embora não seja tão intuitivo como vemos no Android, por exemplo, ainda acho melhor que a versão moderna presente nos Windows mais recentes (embora tenha melhorado bastante no Windows 11); além disso, temos uma seção de Sensores, que, na prática, nunca vi uso prático em um computador de mesa mas, de toda forma, o Seven já tinha o suporte (slide 13) e uma seção de sincronização, que também nunca foi muito o foco do SO de 2009 (slide 14).

 


Na seção Programas, no que diz respeito aos programas e recursos em si, não temos diferenças significativas em relação ao Vista (slide 1), mas, assim como no POSReady 2009, o Thin PC vem com os recursos desativados (slide 2) e, mesmo no Windows 7 com as últimas atualizações fornecidas pela modalidade Extended Support Update (conhecido pela sigla ESU, que eu expliquei no artigo sobre o SO de 2006), também está quebrado e só fica em branco (slide 3); temos a seção dedicada às atualizações, que foi utilizada até as primeiras versões do Windows 11 (slide 4); os ajustes de Programas Padrão, inalterados até o Windows 10 Versão 1511 (slides 4 a 8); incluindo a velha janela de definir acesso e padrões de programa do Windows 2000 (slide 9) e, por último, temos os Gadgets, recurso levemente ajustado para funcionar mais discretamente no SO de 2009, mas que, mesmo assim, foi a última versão a tê-lo neste formato idealizado pela Microsoft desde os primeiros betas do projeto Longhorn (slide 10).

 


Na seção Contas de Usuário, temos a versão intuitiva do ajuste, sendo uma "tradição" desde o Windows 2000 (slide 1); a seleção do Avatar que não apareceu no assistente de configuração pode ser encontrado clicando sobre o ícone no slide anterior (slide 2); em seguida temos uma seção esquecida com o tempo, que é o armazenamento de credenciais, que passou a ser gerenciado mais internamente no próprio Windows ou pelos próprios programas que precisam deste recurso, como os navegadores (slide 3); outro recurso esquecido com o tempo foi o backup de usuários, já que, no Windows, nem sempre o mesmo nome de usuário após excluir um perfil homônimo terá o mesmo número interno de identificação, o que é, aliás, muito importante no cenário corporativo (slide 4); por fim, o Windows NT 6.1 ainda possui escondido um programa que faz o ajuste alternativo de grupos de usuários sem usar o módulo dedicado do Console de Gerenciamento, herdado do NT 5.x (slide 5).

 


Uma das áreas do Windows 7 que sofreu alterações mais significativas  foi a seção de Aparência e Personalização, permitindo um melhor suporte a temas e cores (e que, por incrível que pareça, não foi limitado no Thin PC, mesmo não sendo um elemento essencial), inclusive repetindo o ajuste de sons (slide 1) e, como já falei em outras ocasiões, o NT 6.1 foi a última série a contar com o tema clássico, bastante adaptado para lidar com as alterações do design ao longo dos últimos anos (slide 2); no mais temos a seleção de papéis de parede (slide 3); de cores, que na prática, não suportava determinadas faixas de cores, como preto e branco, incluindo a correção na exibição da cor mais escura, como eu citei no artigo sobre o Vista, o que tornou o Seven um pouco menos chamativo neste aspecto, mas que, com a disseminação dos chips gráficos, democratizou e melhorou significativamente o suporte ao tema Aero; os ajustes de proteção de tela e de ícones foram mantidos nos formatos de versões anteriores do Windows (slides 5 e 6); temos os ajustes da barra de tarefas e menu iniciar, que foram, basicamente simplificados em relação às versões anteriores (slides 7 a 9); temos as Opções de Pasta, também sem surpresas (slides 10 e 11); o que não pode dizer da seção de Fontes, esta sim remodelada, passando a seguir os padrões de outras áreas do sistema, como a de Programas (slide 12); dos slides 13 em diante temos as configurações de vídeo, destacando que o SO de 2009 foi a primeira versão que tentou melhorar a exibição dos itens e oferecer suporte fracionado de tamanho de texto (slides 13 e 14); ajuste de resolução de tela remodelado (slide 15); exibição de projetor ou monitor secundário (slide 16); ajustes na tecnologia proprietária de exibição de texto ClearType, considerando que o Windows 7 foi lançado numa época de transição das antigas telas CRT para as de LCD, que estavam ficando mais acessíveis (slides 17 a 19); as propriedades do monitor, praticamente inalterado desde o Windows 2000 (slides 20 a 23); além do ajuste aprimorado de cores (slides 24 a 26).

 


Na penúltima seção, começamos com a subseção Data e hora remodelada e, particularmente, bastante intuitiva em relação às versões mais recentes do Windows (slides 1 a 4); os ajustes de região e idioma, que, por sua vez, seguem as mesmas batidas desde o Windows 2000 (slides 5 a 9), destacando que o Thin PC não conta com o utilitário nativo de ajuste de idioma, conhecido internamente como lpksetup, ainda que mostre um grupo dedicado à esta configuração (slide 8); por fim, temos os ajustes de teclado, também com as mesmas batidas de outrora e sem grandes surpresas (slides 10 a 12).

 


Por último mas não menos importante é a seção Facilidade de acesso, que denotou uma preocupação maior da Microsoft em melhorar a acessibilidade do Windows em relação às versões anteriores (cuja área foi uma das que sofreu maiores alterações em relação ao Vista), permitindo um acesso rápido às ferramentas clássicas que o sistema já embarcava (slide 1); ajustes administrativos (slide 2); um assistente para o Windows direcionar os melhores ajustes de acessibilidade (slides 3 a 8); ajustes específicos por componentes (slides 9 a 15), destacando, no slide 14, o ajuste de teclas de alternância, que, particularmente, é útil, mesmo para o público em geral, para indicar quando a tela CAPS LOCK é habilitada, usando o speaker do computador.

 

Recursos nativos


Assim como o Windows 7 e graças ao Service Pack 1 integrado por padrão, o Thin PC traz a versão 8 revisada do finado navegador da Microsoft, o Internet Explorer, que foi muito importante por trazer diversas tecnologias mais modernas, como o motor Chakra para renderização de conteúdo Javascript, que estava se tornando tendência nas páginas web da época e, pode-se dizer, que foi a última grande versão do produto (slide 1), que ainda revisava algumas janelas das versões anteriores, como a de downloads (slides 2 e 3); contudo, também da mesma forma que o SO base, também recebeu a derradeira versão 11, em novembro de 2013, chegando até ao patch 395, com a última atualização ESU lançada em janeiro de 2026 (slide 4) e, desta vez, vou aproveitar para mostrar um pouco mais sobre ele:

  • a janela de primeira execução (slide 5); o modo de navegação anônima, chamado aqui de inPrivate (slide 6);
  • a sugestão de pesquisas do Bing, que deixou de funcionar somente em 2026 (slide 7);
  • as mensagens exibidas na parte inferior da janela (slide 8);
  • o gerenciador de complementos, geralmente baseados na obsoleta e insegura tecnologia ActiveX (slide 9), com um truque para exibir todos, que são carregados internamente pelo SO (slide 10), sugerindo a remoção de todos os sites para todos eles como uma forma de contingência (slide 11); a gestão de provedores de pesquisa (slide 12); a seção de aceleradores, que era uma forma de adicionar funções ao navegador, mas, na prática foi pouco usado (slide 13); uma implementação de bloqueador de conteúdo, o mais próximo que o IE teve de um adblock nativo (slide 14); além de um verificador ortográfico (slide 15);
  • a janela para informar sites problemáticos, que permaneceu em inglês (slide 16);
  • um relatório de privacidade (slide 17);
  • o filtro SmartScreen, que verificava os sites, semelhante ao serviço de malware oferecido pela Google nos dias de hoje (slide 18);
  • a janela de Downloads, remodelada desde a versão 9 (slide 19);
  • o erro ao carregar sites, cujas mensagens foram revisadas na versão 10 (slide 20);
  • o modo de compatibilidade, para carregar sites realmente antigos, geralmente focados na versão 6 para baixo - e, acredite, ainda deve existir por aí, pois, do contrário, a Microsoft não teria razão em embarcar o Modo IE no Edge Chromium (slide 21);
  • a janela de redefinição do navegador, que nem sempre resolvia determinados problemas de estabilidade, pelo menos em meus testes quando precisei usar (slides 22 a 24);
  • a adição de uma página como favorito (slide 25);
  • a inspeção de página, onde, ao invés de abrir em uma aba do navegador, usa programas do sistema, como o Bloco de Notas ou mesmo o Word (slide 26);
  • a visualização de impressão, considerando que o IE ainda não tinha suporte nativo ao PDF (slide 27);
  • as janelas de propriedades da página, um dos resquícios das primeiras versões do navegador (slide 28);
  • as ferramentas de desenvolvedor, uma das novidades da versão, mas que, infelizmente, não carregou em meus testes, provavelmente por causa das últimas atualizações ESU que quebraram o recurso (slide 29);
  • as informações de segurança do site (slide 30);
  • a função de fixar sites na barra de tarefas, também vindo da versão 9 (slide 31);
  • o menu da barra principal (slide 32);
  • o modo com a guia abaixo da barra de endereços, adotado por padrão pela Microsoft por volta de 2018 (slide 33);
  • a barra lateral, que podia ser movida, aproveitando para citar a barra de favoritos habilitada (slides 34 e 35);
  • o recurso de supervisor, introduzido no Windows 2000, e que não era integrado com recursos de proteção familiar presente no Seven (slides 36 a 38);
  • e, por fim, os costumeiros erros, pois, se não tiver falhas, não é Internet Explorer, o mais usado browser de todos os tempos para baixar seus concorrentes (slide 39).

 


Outro componente legado (e, diferente do IE, seu sucessor não traz nem metade dos recursos que este tinha, mas isto é uma outra história) é o Windows Media Player, também na derradeira versão 12, que, na prática, foi apenas uma revisão da versão anterior, com polimentos e melhor integração de determinados recursos no sistema, como o modo de reprodução minimizado (slide 1); no mais, o assistente de primeira execução praticamente é o mesmo desde a longínqua versão 7 (slides 2 a 7). 

 


Agora vem os outros aplicativos, presentes no Windows 7 padrão e que não foram removidos do Thin PC: a janela Executar (slide 1); a calculadora, remodelada nesta versão, permanecendo presente em todas as versões de longo suporte do Windows 10 (slide 2); o visualizador XPS, formato que nasceu para competir com o PDF, mas não vingou (slide 3); o bom e velho Bloco de notas, sem integração com o conta e nem Copilot, que ainda sobrevive, ao menos, nas versões mais recentes do Windows PE (slide 4); o gravador de som, simples e objetivo (slide 5); o Prompt de Comando (slide 6), que ainda suportava a emulação de antigos componentes do DOS, como o command.com (slide 7) e o edit.com, que se tornou código aberto em 2025, para quem quiser matar a saudade (slide 8); um editor de caracteres particulares, um recurso bem nichado e esquecido no tempo (slides 9 e 10); a janela de informações do sistema, que ainda resiste nas versões mais recentes do Windows 11 (slide 11); o editor de registro, com as informações da base do sistema com as atualizações ESU de janeiro de 2026 (slide 12); a limpeza de disco, turbinada ao longo dos anos para suportar a limpeza de arquivos do Windows Update - como eu detalho aqui (slides 13 e 14); o bom e velho editor de caracteres, que pouco mudou ao longo das décadas e resiste até os dias de hoje, praticamente inalterado, mesmo na época do emojis (slide 15); a restauração do sistema, que, mesmo no Seven, nem sempre resolvia os problemas (slide 16); a discagem telefônica, sendo o mesmo programa do Windows 95/NT 4 e, por incrível que pareça, ainda presente em 2026 no sistema (slides 17 e 18); um recurso escondido no sistema e também esquecido no tempo, ligado ao gerenciador de eventos (slides 19 e 20); o IExpress 2, o mesmo desde o IE 4, ainda presente no sistema, mesmo sendo obsoleto e inseguro (slide 21); um programa para lidar com dispositivos SCSI, já em desuso mesmo na época (slides 22 e 23); o Windows Installer, que chegou na derradeira versão 5 e permanece assim até hoje (slide 24); as propriedades do kernel em um sistema limpo (slide 25); o velho gestor de banco de dados ODBC, herdado do Windows 3 (slides 26 e 27); o gravador de passos, para fins de depuração, semelhante ao que temos no Office para uso em macros (slide 28); recurso de criptografia pré-BitLocker (slide 29); assistente alternativo de compartilhamento de pasta (slide 30); verificador de assinatura digital de programas, absorvido com o sistema ao longo dos anos (slides 31 e 32); verificador de driver, semelhante ao disponível desde o Windows 2000 (slide 33); o Centro de Mobilidade, focado em dispositivos portáteis, ainda presente no SO da Microsoft embora abandonado (slide 34); o visualizador de fax e scanner, desmembrado do visualizador de imagens e, rigorosamente, o mesmo programa do Vista, sendo possível removê-los na seção de recursos, já que é considerado inseguro (slide 35); o programa de conexão de área de trabalho remota, conhecido pela sigla MTSC, focado na conexão remota pelo protocolo RDP, que recebeu a revisão com os recursos do Windows 8.1 (slide 36); as configurações de ajuda, sendo o Seven a última versão que mexeu no recurso (slide 37).

 


Decidi destacar à parte o Paint, clássico editor de imagens Bitmap do Windows, remodelado no Seven para adotar a interface Ribbon, abandonando padrões vistos desde os primórdios do SO da Microsoft, dando sobrevida ao recurso que foi a padrão até em todas as versões do Windows 10 (ainda que quase tenha sido descontinuado em 2018).

 


O mesmo para o WordPad, editor de arquivos de texto no formato RTF, cuja renovação foi bem-vinda e muito necessária (em comparação com sua interface ultrapassada, ganhando até alguns pequenos recursos vistos no Word) para quem não tinha condições do adquirir a suite de aplicativos da empresa de Redmond (numa época que o Office 365 ainda não existia direito - mesmo iniciado em 2010) e este, embora menos popular que o Paint, teve uma sobrevida maior: permaneceu até o Windows 11 23H2 sem ser incomodado até a Microsoft resolver removê-lo.

 


Como eu falei na seção Facilidade de Acesso, o Windows 7 deu passos importantes (ainda que insuficientes, mesmo nos dias de hoje) na melhoria da acessibilidade do sistema, dando uma necessária repaginada nos recursos, que não tinham grande atenção desde o Windows 2000, como a Lupa (slides 1 a 3); o Narrador (slide 4); e o Teclado (slides 5 e 6).

 


O Gerenciador de tarefas, em si, não é muito diferente, se comparado com o Vista (slides 1 a 6), mas o Seven trouxe um reforço na gestão de partes do sistema, que é Monitor de Recursos (slides 7 a 11), permitindo ver com detalhes informações que o taskmgr não fornecia com precisão, como monitoramento de sites e de processos internos.

 


O Windows Explorer não é muito diferente do visto no SO de 2006, recebendo pequenos polimentos e um visual mais limpo e direto ao ponto, cuja estabilidade e melhoria de resposta não pode ser ignorado; no mais, temos a visualização no modo Meu Computador (slide 1); das bibliotecas, cuja função foi simplificada aqui, mas na prática, pouco usada - tanto que foi abandonado no 8.1 (slide 2); a pasta do usuário (slide 3); os modos de visualização, levemente aprimorados em relação à versão anterior (slide 4); o assistente de compartilhamento modernizado nesta versão (slide 5); o verificador de erros gráfico, simples e objetivo - ainda que a Microsoft tenha o simplificado ainda mais a partir do Windows 8 (slide 6); o desfragmentador de disco, também remodelado e simplificado aqui, mas que ainda não era otimizado para SSDs, que estavam começando a se popularizar na época e só viriam a ter um melhor suporte a partir de 2012 (slides 7 e 8).

 


O Console de Gerenciamento era, rigorosamente, a mesma versão vista no SO de 2006 e, mesmo sendo uma parte chave para a gestão do sistema na época - na ausência de algo melhor - praticamente não recebeu novidades no Seven, permanecendo na versão 3, mas é preciso destacar a melhoria de suporte de drivers, mantendo a base iniciada no Vista, mas aumentando a confiabilidade, denotando um sistema mais estável (slides 3 e 4); a adição de uma gestão avançada de Firewall, vinda do Windows Server, deu mais possibilidades ao recurso introduzido pelo XP SP2 (slide 5); e, se hoje é um recurso indispensável, segundo a Microsoft, o Seven já suportava o Trusted Platform Module, conhecido pela sigla TPM, um chip de segurança para auxiliar em tarefas que envolvem criptografia, como o Secure Boot (que o SO de 2009 ainda não suportava) e o BitLocker (slide 10); no mais, temos o Gerenciamento do computador (slide 1); de dispositivos (slide 2); de certificados (slide 6); serviço de indexação básico - não o utilizado pelo Windows Search, que falarei daqui a pouco (slide 7); os serviços de componente, ligado ao importante visualizador de eventos (slide 8); ao editor de política de grupo, conhecido como gpedit.msc (slide 9). 

 


Pela primeira vez nativamente no sistema, o Windows PowerShell, inicialmente na versão 2 (slide 1), embora não seja tão simples quanto a Microsoft quer propagar, deu novas possibilidades na gestão do sistema, se tornando, aos poucos, tão importante, ao ponto da empresa de Redmond torná-lo código aberto, em 2019; no mais, a versão clássica foi sendo atualizada ao longo dos anos, chegando à versão 4, a mesma do Windows 8.1 (slide 2), ainda que tenha recebido a derradeira versão 5.1 (cuja "novela" eu acompanhei na época e mias detalhes podem ser vistos aqui) e, nisto, inclui o modo ISE, que é um ambiente com ferramentas avançadas que automatizam o uso do terminal (slides 4 e 5), mas que exige o .NET Framework 3.5.1 ou superior (que é nativo do Seven mas não no Thin PC, cujos detalhes eu também falo aqui), do contrário não funciona (slide 6).

 

Outras informações  


Caso você conheça um pouco o Windows (ou, no mínimo já tenha visto alguns de meus artigos) deve ter percebido que, por projeto, vários componentes considerados clássicos do Seven não estão presentes no Thin PC, já que, na prática, não são tão essenciais e exigem recursos que um thin client normalmente não dispõe e, considerando que a adição de recursos está desativado, como eu falei anteriormente, graças ao fato do sistema ter sido feito com base no Embedded, um projeto chamado Missed Features Installer (slides 1 e 2) se aproveitou disso e disponibilizou uma forma de adicionar estes recursos graças aos módulos da edição focada em dispositivos embarcados e pode ser baixado clicando aqui (também disponível para outras versões do SO da Microsoft); desta forma, é possível ter acesso às Notas autoadesivas (slide 3); Ferramenta de captura, levemente polida no Seven (slides 4 a 6); painel de expressões matemáticas, um recurso do velho projeto TabletPC (slide 7); Diário do Windows, idem (slide 8); painel de digitação, da mesma iniciativa, considerando que o suporte à telas sensíveis ao toque ainda não era muito melhor que versões anteriores do sistema (slides 9 a 17); reconhecimento de fala, que, na prática, nunca suportou o Português Brasil, cuja Microsoft ainda está atrás neste quesito, se comparar com a Google e a Samsung (slides 18 e 19) o Windows Defender, que nesta época, ainda era só um anti spyware, (lembrando que, nesta mesma ocasião, a empresa de Redmond já oferecia um anti malware/anti rootkit chamado Microsoft Security Essentials, instalado separadamente, que seu uniu com o antigo Defender para gerar o antivírus nativo presente a partir do Windows 8), não muito diferente do que tinha no Vista, contudo, ainda recebia atualizações de definições na data original deste artigo, mesmo num sistema oficialmente obsoleto (slide 20); o Windows Mail, praticamente o mesmo do Vista, tem uma história curiosa: ele não está presente nativamente no Seven mas é possível habilitado, inclusive com suporte ao idioma do sistema (slides 21 a 24); já o Calendário, ficou restrito aos primeiros betas do projeto Vienna - que originou o SO de 2009 - e, por isto só existe em inglês (slide 25); o sistema de indexação do Windows Search, levemente aprimorado em relação ao Vista, melhorando um pouco a busca de documentos (slide 26); e o Windows CardSpace, integrado ao .NET Framework 3.x, que, na prática, era redundante com o gerenciador de credenciais nativos do Windows e, por isso, teve baixa adesão (slide 27).

 


Também em comparação com o SO de 2006, o Media Center, amadurecido ao longo dos anos, chegou ao Seven mesmo com o conceito não tendo caído no gosto do público e, por isso, foi a última versão em que o recurso foi oficialmente desenvolvido (ainda seria embarcado no 8.x como uma edição própria do sistema, como eu falei no artigo dedicado, fora o fato de entusiastas tentarem adicioná-lo no Windows 10, mesmo com todas as limitações).

 


Quanto aos jogos, embora não sejam muito diferentes dos que estavam presentes no Vista, receberam alguns polimentos e, aliados ao DirectX 11, foram um dos grandes chamarizes do SO de 2009 (tanto que, pela popularidade, desenvolvedores deram a possibilidade de instalá-los em versões mais recentes do Windows, já que a Microsoft os removeu do 8.x em prol de sua nova plataforma de aplicativos); no mais, temos o Explorador de Jogos, uma área exclusiva que reunia os jogos instalados e identificados pelo sistema, permanecendo até o Windows 10 1607 (slide 1); o clássico campo minado (slide 2); um jogo de xadrez, que suportava tanto o 2D quanto o 3D, dependendo da placa gráfica instalada (slide 3); o FreeCell, jogo de cartas esquecido pela Microsoft nas implementações mais recentes (slide 4); o jogo de Copas (slide 5); os jogos de internet, embarcados pela última vez aqui, mas que já não funcionam mais (slides 6 a 8); o jogo de mahjong (slide 9); o divertido Purble Place, que consiste em montar bolos (slide 10); o Paciência, com o clássico modo klondike (slide 11); e, por fim, o Paciência Spider (slide 12).

 


Numa época que CDs e DVDs ainda eram muito utilizados (já que a memória Flash, dos cartões de memória e pen drives, ainda estavam em ascensão de popularidade), o Seven ainda embarcava um criador de DVDs, desmembrado do editor de vídeos Movie Maker (agora disponível avulso, no pacote Essentials e fundido com a Galeria de Fotos, como eu detalhei aqui) e polido em relação ao Vista, limitado à duração padrão do disco e, assim como os jogos, também dependente da placa gráfica para funcionar.

 


Dois projetos que surgiram ao longo dos anos facilitaram bastante a gestão de atualizações de versões antigas do Windows, numa época que a Microsoft ainda não agrupava num único arquivo (e, por isso, não era incomum a listagem de mais de 200 atualizações instaladas - sem falar dos hotfixes, que dobrava esta quantidade - até o lançamento do Pacote de Conveniência, em 2016, e do modelo de atualizações cumulativas visto no Windows 10, em 2018, que reduziram este número a cerca de 50 no final do suporte do SO de 2009, como eu detalho aqui): o Legacy Update, que, mesmo focado no Windows XP e anteriores, é muito útil também no Vista e no Seven para manter o Windows Update e o sistema de ativação funcionado, usando o antigo modelo de instalação de atualizações baseado em ActiveX, que funciona sem grandes surpresas em meus testes (slides 1 a 5); e o UpdatePack (slides 6 a 12), do desenvolvedor russo Simplix, este focado no SO de 2009, que reuniu todas as atualizações aplicáveis, com a telemetria e checagens de processador removidas, inclusive as ESUs, dando uma sobrevida ao NT 6.1, mesmo após o fim do suporte oficial, em janeiro de 2020 (no caso do Thin PC, por ser base Embedded, durou um pouco mais: até outubro de 2021) até o final do suporte do programa Premium Assurrance ao Server 2008 / R2, em janeiro de 2026, poupando o tempo do usuário, podendo ser baixado clicando aqui.

 


Antes de concluir, não posso de deixar de falar nos pequenos polimentos feitos na parte de encerramento da sessão do sistema, como a janela de desligamento (slide 1); a parte prévia, caso alguma coisa esteja truncando o processo (slide 2); o encerramento em si, seja para desligamento ou reinicialização (slide 3); a inicialização (slides 4 e 5); os processos prévios para configurar atualizações ou serviços, cujo texto só foi alterado no Windows 10 Versão 21H2 ou superior (slide 6); a instalação de atualizações em si, alterado, em relação ao Vista, para porcentagem, indo até o 30% antes de reiniciar para concluir os outros 70% (slide 7); mas, que, dependendo da atualização, no caso de um Service Pack ou atualização do Internet Explorer, utilizar o sistema de etapas introduzido com o SO de 2006 (slide 8); quando algo dá errado, ele tenta reverter (slide 9); em seguida, tenta repetir a instalação (slide 10); nos slides 11 a 15, aproveitei para encaixar o funcionamento do modo de segurança e de inicialização avançada, também muito parecido com o Vista, sendo o Seven a última versão a permitir que a imposição de assinatura de drivers possa ser desabilitada no sistema sem grandes complicações (pelo fato de ainda suportar a instalação de drivers não assinados, dependendo do cenário), sendo uma opção dificultada, por razões de segurança, a partir do Windows 8.

 

Conclusão 

Nestes mais de dez anos que analiso mais detalhadamente as mais diversas versões do SO da Microsoft (fora os mais de quinze que eu uso no dia a dia - se bem que, atualmente, é bem menos do que outrora, já que os rumos tomados com o Windows 11 me fizeram optar por usar mais o Linux no dia a dia e até que estou me saindo bem sem dual boot, porém já estou desviando do assunto) e posso concluir que o Windows NT 6.1 reuniu todas as qualidades das versões anteriores, seja a estabilidade do 2000 / XP, a beleza do Vista (embora aqui polida e contida), a familiaridade e a tradição do 95 / NT 4, tornando o SO de 2009 a versão mais coesa e madura já feita do Windows até aqui (tanto que foi o último grande projeto da era Steve Ballmer e de um esquema de desenvolvimento clássico, sem muitas automatizações e com uma integração maior com as OEMs), até que o lançamento do Azure, em 2010 e a ascensão dos smartphones como o principal aparelho de massa mudaram os rumos da Microsoft e ela acabou se perdendo (como eu mostrei no artigo sobre o Windows 8), podendo dizer que a base solidificada aqui ainda está segurando um pouco as pontas para que o sistema não se torne um novo Longhorn (tanto que a própria empresa reconheceu isso em 2026 e está tentando correr atrás do prejuízo).

Quanto ao Thin PC em si, arrisco-me a dizer que ele falhou em atender o nicho para qual foi destinado (se afastando muito do propósito do FLP - que tinha mais motivo para existir, como eu citei na introdução) e, ainda por cima, canibalizou o próprio Embedded, já que, mesmo com a remoção de muitos recursos, ainda é um sistema muito inchado (obviamente que, guardadas as devidas proporções, nem se compara com um Windows 11 da vida, mas a manutenção de elementos como o compositor de temas foi um tanto estranha, sendo mais robusto até que a edição Starter neste quesito) e a carência de um suporte maior de hardware (restrito aos processadores de 32 bits e sem suporte a ARM) não o tornaram uma opção viável no dia a dia dos thin clients, que não precisam de mais que uma firmware genérica para acesso remoto e penso que um Windows CE adaptado seria uma proposta superior, mas a Microsoft ainda não estava preparada para isso e só evoluiria um pouco com o Windows IoT (mas o estrago já estava feito e, na prática não atingiu o que poderia se esperar).

Seguem os links que, como de costume, complementam o artigo:

Mais uma vez agradeço por ter chegado até aqui e até uma outra oportunidade. Como sempre, não deixe de ficar ligado no Blog de Bruno A. Vieira.


22 de fevereiro de 2026

O Windows 2000 pós-suporte em detalhes

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Imagem de fundo oficial usada durante a instalação do Windows 2000 Professional.

Introdução

Neste artigo iremos "destrinchar" mais uma versão da família de sistemas operacionais desenvolvidos pela Microsoft e vamos entender porque o Windows 2000, lançado em 17 de fevereiro do ano citado, foi tão importante para o sucesso deste produto na virada do milênio e seu legado até aqui. Mas antes, como de costume, um breve contexto histórico.

 

Com o rápido avanço da tecnologia dos computadores e, oriundo disso, as novas necessidades com a popularização do aparelho em si, aliado ao advento da internet (não podemos esquecer que a Microsoft estava no meio da conhecida como Primeira Guerra dos Navegadores, com o Internet Explorer levando a melhor sobre o Netscape Navigator - ainda que o Bill Gates não tenha saído ileso da disputa - e, ao mesmo tempo, o estouro da bolha .com no final da década de 90) e ferramentas multimídia, como a criação do padrão USB, percebendo que a antiga base MS-DOS usada pela linha 9x (95 / 98 / ME) já estava no limite (embora, pela extensão do desenvolvimento e mudanças de rota - no caso do cancelado projeto Neptune - a Microsoft tenha sido obrigada a dar uma sobrevida, com o lançamento do 98 SE e do ME - pouco antes e pouco depois do lançamento do 2000, respectivamente), a empresa de Redmond planejou com cuidado como seria tratado o sucessor do NT 4 (já abordado por aqui), a fim de solidificar a confiança e estabilidade da base New Technology (concebida a partir de 1988), apontando-a como o futuro da família de seus sistemas operacionais para o mercado corporativo (e, por extensão, o mercado doméstico, pavimentando a base que só seria consolidada com o projeto Whistler, culminando com o lançamento do Windows XP em 2001).


Para mais esta análise foi utilizada a versão mais recente do Oracle VirtualBox disponível na data de publicação do artigo (7.2.6), sendo o Windows 2000 a mais antiga ainda suportada pela plataforma, onde, em meus testes, funcionou sem grandes problemas (inclusive os adicionais para convidado). A imagem de instalação está bem difundida pela internet (fique ligado nos links no final do artigo para saber mais e dicas ao longo da análise podem aprimorar a experiência em eventuais testes - que, obviamente, é o ÚNICO cenário a ser considerado para o uso de um produto já obsoleto há algum tempo e bastante inseguro nesta altura do campeonato). Vale ressaltar ainda que o Windows 2000 foi lançado em diversas edições (tanto Workstation como Server - quase teve uma versão Embedded, mas foi cancelada em favor do XP, só que, em compensação, teve uma versão baseada no Windows CE, o primeiro projeto focado em dispositivos móveis e descontinuado em 2013 com o 8.1 Embedded Industry), mas aqui focaremos na linha voltada ao Workstation, a Professional.

 

Instalação

Como dá para perceber, a primeira parte do assistente é, basicamente, a mesma coisa do NT 4 (apenas removeu algumas informações mais técnicas, como identificação de partições, agilizando um pouco o processo - algumas partes, como o EULA, a seleção de partição, a criação do nome da pasta do Windows e outros passos na segunda parte do assistente, estão ausentes aqui pois eu usei a automatização do VirtualBox), alterando um pouco a parte da reinicialização, agora com um contador; já na segunda parte (a partir do slide 8), a detecção de hardware é feita automaticamente (com direito a uma piscada em preto, mas sem a necessidade de um reinício - padrão até os dias de hoje); no slide 10 tem a instalação dos componentes de rede (inclusive a definição de grupo de trabalho/domínio, que é uma parte chave a partir desta versão do Windows, como poderá ser entendido adiante); dos slides 11 ao 15, temos a cópia dos arquivos em si; do 16 e 17, os procedimentos finais até a conclusão e a solicitação de reinício, no slide 18 (é importante ressaltar que, embora o XP tenha modernizado esta parte da instalação, ele ainda possui este assistente escondido para uso em cenários específicos, sendo basicamente a mesma coisa do que foi visto aqui).


Primeira Inicialização


 

Prosseguindo, nos três primeiros slides temos o processo de inicialização do Windows 2000 (já mostrado antes de iniciar a segunda parte do assistente), sendo um notável aprimoramento em relação ao NT 4 (automatizando o carregamento, eliminando a intervenção a não ser que seja necessária - conforme mostrada no slide 2, cujas opções serão faladas depois - tanto que pode ser visto até mesmo no XP e nas primeiras versões do Windows PE baseadas tanto no SO de 2001 quanto no Server 2003); no slide 3 temos a tela de inicialização em si, que é um show a parte (definida durante os betas finais em 1999 - inclusive é, curiosamente, o ano usado na versão final, já que a compilação RTM foi finalizada em 15 de dezembro daquele ano), destacando a primeira impressão do que pode ser encontrado no sistema, inclusive nos elementos de carregamento, definindo um padrão utilizado desde então; dos slides 4 a 9 temos o assistente de autenticação sendo carregado (baseado no padrão definido no Windows 98, também disponível no XP como modo clássico), sendo o slide 8 exclusivo da primeira inicialização do usuário (equivalente ao "Preparando a área de trabalho" usado no Windows Vista e 7); dos slides 10 a 13 temos a tela de boas vindas do Windows 2000 (também sendo uma versão aprimorada do 98 só que sem as firulas da versão citada); já nos slides 14 a 16 temos o assistente de registro da cópia - lembrando que, até o ME, ainda era um procedimento meramente protocolar, sem um sistema de validação que só seria introduzido no XP (perceba o padrão dos assistentes, que é uma das características da série NT 5.x); no slide 17 temos um guia de ajuda (utilizando o sistema do WinHelp, um componente do Internet Explorer); por fim, no slide 18, temos uma novidade da versão, que é o uso de balões para notificações (já era um expediente usado desde o Office 97 agora bastante onipresente, pelo menos até o Windows 7 - inclusive ainda é possível habilitá-lo em versões mais recentes do SO da Microsoft.)


Área de Trabalho

No slide 1 podemos ver como é a Área de Trabalho padrão do Windows 2000, com novos ícones (que também foram utilizados no ME - e, particularmente, não acho tão bonitos) e mantendo os padrões definidos no 98, como os recursos do Desktop Update, incluindo a barra de inicialização rápida, além de ícones na barra de notificações; nos slides 2 a 5 temos o menu Iniciar, também herdando os refinamentos do 98, incluindo o acesso ao Windows Update (slide 24), sendo a primeira versão a incluí-lo pré-instalado (se não considerarmos o 98 SE); no slide 6 temos a janela Executar, praticamente sem alterações até as versões mais recentes do Windows 11; no slide 7 temos o sistema padrão de pesquisa de arquivos (embora o XP tenha feito algumas adições, é basicamente o mesmo durante toda a linha NT 5.x); no slide 8 temos a localização de Pessoas, usando o recurso nativo do Catálogo de endereços (ligeiramente diferente do recurso com o mesmo nome que falarei adiante); dos slides 9 ao 12 temos os menus de contexto, incluindo o infame Active Desktop (citado nos meus artigos sobre o 95 e o NT 4), que ainda era necessário para a aplicação de papéis de parede nesta época; dos slides 13 ao 22 temos os ajustes da barra de tarefas, destacando a seleção de teclado (slide 19 - introduzido nesta versão); o quão simplório é o seletor de volume (slide 20) e as configurações tanto da barra quanto do menu (slides 21 e 22); a criação de atalhos (slide 23).


Painel de Controle

Este é o Painel de Controle do Windows 2000, a principal seção de configurações do SO da Microsoft desde seus primórdios (ainda presente nas versões nas recentes do Windows 11, inclusive neste modo, que é conhecido como clássico desde o XP), bastante modificado em relação ao NT 4, onde, baseando-se nas opções presentes no 98, unificou vários recursos e criou novas seções, que serão detalhadas a seguir.


Em comparação ao NT 4, a seção de hardware (unificando vários componentes em um só lugar, se inspirando na guia relacionada da seção Sistema das versões 9x do SO da Microsoft) foi uma mudança muito bem vinda, onde, aliado ao modo Plug and Play aprimorado, simplificou bastante a adição e configuração de componentes físicos do computador (o XP modificou ligeiramente o assistente, mas segue as mesmas batidas), destacando o suporte ao ACPI (aliado ao surgimento e popularização das fontes de alimentação ATX, que automatizou o desligamento do computador e permitiu a criação de novos modos, como a suspensão e hibernação, que se popularizaram só a partir do XP) e a criação de um sistema de verificação de drivers (slides 13 ao 17), melhorando a confiabilidade do sistema, já que os drivers passariam a ser verificados pela Microsoft.


Uma das principais novidades do Windows 2000 foi uma seção unificada da gestão de programas instalados (desmembrando da seção Sistema) e, como mostra os slides 1 a 4, deu novas possibilidades para ver os detalhes dos programas instalados (e também as atualizações, que eram listadas juntos - o XP permitiu ocultá-las e, pela sua importância, a partir do Vista, ganharam seção própria) ou mesmo modificá-los (caso o programa suportasse); nos slides 5 a 7 temos uma seção para adicionar novos programas, sejam por CD / Disquete (ainda muito comum numa época de internet discada e pré banda larga) ou mesmo do site da Microsoft (convenhamos que nunca foi muito útil), onde vemos a primeira inconsistência no assistente, sem uma barra de título; dos slides 8 a 22 temos uma seção dedicada a recursos adicionais do sistema (ainda muito dependente da mídia de instalação durante a era NT 5.x), onde, no caso do Windows 2000, só possuía componentes técnicos, mais focados ao uso corporativo (no geral, é um recurso que mudou pouco ao longo dos anos); e no slide 22 temos a definição de programas padrão (ainda muito limitada, só que, por mais incrível que pareça, mesmo com a criação de uma seção mais detalhada de Programas Padrão a partir de Vista, esta seção ainda estava disponível nas primeiras versões do Windows 10, ainda que bastante depreciada e praticamente inútil no sistema - para se ter uma ideia ainda tinha a opção de definir a máquina virtual Java feita pela Microsoft e que foi descontinuada em 2004).


O Windows 2000 também aprimorou o modo de configuração do Windows Update, introduzido em 1998 para atender uma necessidade da Microsoft em fornecer atualizações de modo mais consistente e acessível (graças à popularização da internet, sem depender tanto das OEMs), permitindo o ajuste de quando e como a atualização seria baixada e instalada (lembrando que, durante a era NT 5.x, ainda era dependente do Internet Explorer e do componente ActiveX que fazia todo o trabalho, sendo um componente externo, atualizado periodicamente - tanto que, nos slides 1 a 3 era uma versão nativa do sistema com Service Pack 4, lançado em outubro de 2003; e os slides 4 a 6 é a mais recente disponível do componente (versão 6, que, na prática, é inter compatível com o padrão usado nas versões mais recentes do Windows, mesmo com interface própria); vale ressaltar que, em meus testes, o componente já não funciona mais (embora tenha funcionado até por volta de 2022, mesmo com a descontinuação de atualizações validadas com SHA-1 em 2019); neste caso, na mesma época, surgiu um projeto chamado Legacy Update, que supre esta ausência (já que algumas atualizações do Windows 2000, por incrível que pareça, ainda estão nos servidores da Microsoft, ainda que seja só um paliativo - inclusive, atualizando os certificados raiz do sistema, necessário para o uso de programas e de sites, ainda que tenha que proceder com cautela para tal). Lembrando que o suporte ao Windows 2000 encerrou em meados de 2010 (mas chegou a receber atualizações adicionais até 2013 graças a liberação de imagens de disco com atualizações mensais que a Microsoft disponibilizava por conveniência de 2004 a 2015); diante deste cenário, se quiser criar uma imagem de instalação com todas as atualizações possíveis (inclusive utilizando atualizações do XP e Server 2003 lançadas até 2016), acesse este link; em adição a isso, um desenvolvedor japonês (o Windows 2000, aliás, foi muito popular na terra do sol nascente, sendo muito impactado pelo fim do suporte oficial, já que o país, ironicamente, tem certa resistência com transição de determinadas tecnologias) ainda mantém um site onde disponibiliza patches não oficiais para Windows 9x até Server 2023 que atende correções até o fim do suporte da linha NT 5.x em 2019 (incluindo correções para a famosa falha Wannacry e patches para fuso horário de 2023!), que pode ser acessado clicando aqui (pasta Não Oficiais).


Dando continuidade aos avanços nas conexões tanto de rede (introduzidos pelo Windows 3.11 for Workgroups) quanto da popularização da internet em si, o Windows 2000 melhora bastante a gestão do recurso, onde, em comparação com o que se encontra nas versões 9x / NT 4, ela remodelou a janela, criando uma seção de status (slide 2), onde, ao clicar em Propriedades, daí sim vai para a configuração dos componentes que já existia nos sistemas anteriores citados (slides 3 a 20), só que bastante aprimorado, onde dá para configurar o RPC, um protocolo de comunicação para componentes do Windows, bastante aprimorado com o lançamento do .NET Framework, em 2001 (slide 4); também dá para adicionar componentes sem precisar da mídia de instalação (slide 6), como o antigo cliente NetWare (slide 7, bastante popular para a gestão de domínios antes da adoção do Active Directory, que falarei daqui a pouco); serviços adicionais (slide 8) e diversos protocolos (slide 9, incluindo opções já ultrapassadas na época como o IPX/SPX e o Apple Talk, que eram alternativas ao popular e, praticamente padrão e onipresente até os dias de hoje, protocolos TCP/IP), onde focarei na instalação do suporte ao IPv6 (slide 10 - sim, ele é mais antigo do que parece, onde, mesmo sendo criado como sucessor ao IPv4, ainda coexiste com ele até os dias de hoje, graças a tecnologias como o NAT e DHCP que deram sobrevida à especificação mais antiga, sendo o Windows 2000 a versão mais antiga do SO da Microsoft a suportar o protocolo, sendo lançado como uma prévia ainda em dezembro daquele ano como um hotfix); dos slides 11 a 20 temos as configurações avançadas de IP / DNS e relacionados, que, basicamente, ainda é acessível nas versões mais recentes do Windows 11 (embora tentativas de modernizar as configurações de rede vem desde o Windows 8.x / Phone 7.x); dos slides 22 a 27 temos o assistente de conexão focado em internet discada; do 28 e 29 temos o assistente mais geral, criado nesta versão e o slide 30 temos um componente escondido na pasta do sistema que faz o monitoramento de IP e que quis incluir nesta seção.


A seção de data e hora é, basicamente, a mesma configuração desde o Windows 95 / NT 4 e segue com poucas alterações até os dias de hoje (sendo o mesmo caso da seção anterior); só ressaltando que as edições voltadas a servidor foram as primeiras a oferecer um suporte inicial ao protocolo NTP, permitindo o ajuste automático do horário (como dá para perceber, uma configuração gráfica nativa ainda é ausente por aqui, estando disponível a partir do XP).



E eis que temos uma das seções mais importantes do Windows 2000, que redefiniu a forma como o Windows é gerido de forma mais avançada: a criação de uma seção de Ferramentas Administrativas reuniu várias ferramentas baseadas no Console de Gerenciamento Microsoft (aqui na versão 1.2 - a partir do slide 3), um recurso testado pela primeira vez ainda nos primeiros betas do Windows 2000 (até chegou a ser lançado primeiramente para o NT 4 através de um pacote adicional chamado de Option Pack e até foi disponibilizado para o 95 / 98 via pacote autônomo, mas pouco funcional até então), sendo a primeira versão a tê-lo nativamente, que consiste num ambiente separado do resto do sistema (não baseado nos clássicos executáveis), sendo essas ferramentas chamadas de snap-ins, reunindo visualização de eventos (slide 4 e 39, mais avançado que os antigos visualizadores de logs existentes até então); monitor de desempenho (slide 5, que seria bastante modificado a partir do Vista); um editor de políticas de grupo (slide 6 e 48, que, junto com o Active Diretory, um serviço para os servidores que facilitou a gestão de grupos de computadores num domínio, tornaram o Windows muito mais maleável para os administradores controlarem o acesso a recursos e configurações personalizadas e selecionadas); a criação de uma seção chamada Gerenciamento do Computador (slide 17 ao 38) reuniu e aprimorou diversos ajustes que estavam simplificados e dispersos em versões anteriores do Windows, como o Gerenciador de Dispositivos (slide 23, desmembrado da seção Sistema); o Desfragmentador de Disco (slide 26); além da criação de ajustes de pastas compartilhadas (slide 22); de usuários (slide 23 / 40 ao 45, coexistindo com a opção do Painel de Controle até os dias de hoje); do Gerenciamento de Disco (slide 25, que permitiu ajustes pontuais e até mais avançados que a ferramenta de formatação existente desde o Windows 95 - muitas mesmo com o sistema ligado); também tem a seção de Armazenamento Removível (slide 28, que acabou se perdendo no tempo, pelo menos nas versões do Windows para público em geral); além de uma seção para Serviços do sistema (slide 29 a 31 / 38, sendo uma distinção dos processos normais, já que executam funções específicas para o funcionamento do Windows, como rede ou o próprio Windows Uṕdate, mas a lista é extensa e não cabe ser enumerada aqui); mas tem que ser destacado o Serviço de indexação, que mudou a forma como o sistema lida com a pesquisa de arquivos e foi bastante aprimorada desde então (slide 32 ao 36 / 46, onde, daqui a pouco falarei mais sobre isso); fora isso ainda temos um administrador do serviço Telnet (slide 2) e um assistente para gestão de fontes de dados ODBC, um serviço que faz a administração de diversos bancos de dados (slides 7 ao 16).

 


A seção de fontes, em si, praticamente é a mesma coisa desde o Windows 95. Mas aproveito para adiantar uma mudança introduzida pelo Windows 2000, relacionada aos aprimoramentos do NTFS 3 e do já citado Active Directory: as propriedades dos arquivos (a partir do slide 6), onde possibilitou controlar o acesso por usuário ou grupo e, no slide 10, dentro das configurações avançadas, controlar a leitura, edição ou execução (controle total na junção dos três) do arquivo, melhorando significativamente a segurança do sistema, principalmente na manipulação dos arquivos do sistema, sendo algo considerado básico nos dias de hoje; além disso, teve a introdução da guia Resumo, permitindo a edição dos metadados dos arquivos e dando relevância a essas informações pela primeira vez.


Na parte de impressoras, aliada às melhorias dos drivers em geral que eu já citei, tem-se o assistente de configuração atualizado para os padrões do Windows NT 5.x, que, na prática, ainda não era muito relevante, pois os recursos adicionais e personalizados que as fabricantes disponibilizavam ainda se sobressaiam às opções nativas, sendo praticamente mandatório usar o driver de terceiros; mas aproveito a seção para falar de uma aplicação escondida na pasta do sistema, destinado à edição de faxes (slides 11 e 12 - algo ainda muito comum no começo do século XXI - principalmente em países como o Japão, pelos motivos que eu já citei).


Assim como a seção de fontes, a configuração do Mouse também é idêntica a do Windows 95 (fora o fato de ter ganhado algumas opções na guia Movimento - conforme o slide 3 - está praticamente inalterado mesmo nas versões subsequentes, ainda que com a adição da seção moderna nas Configurações do Windows 10 Compilação 19041 ou superior), mas, a partir do Windows 2000, é possível gerenciar o driver pelo próprio assistente, graças à adição de uma guia dedicada (slide 4), onde aproveito para detalhar o funcionamento do gerenciado de dispositivos, que é a configuração do componente (a partir do slide 6, seguindo o mesmo padrão mesmo nas versões mais recentes do SO da Microsoft), com a guia Geral, para detalhar se o componente está funcionando (slide 6); do contrário, dá para tentar a solução de problemas, outra novidade do Windows 2000, que usa o sistema do WinHelp para automatizar a resolução (slide 5, que até o Windows 7 seria constantemente aprimorado); a seção de configurações avançadas, dependendo do componente (slide 7); os detalhes do driver (slide 8 - onde, a partir do XP, vem imediatamente após a guia Geral e apenas reposiciona os botões para melhor visualização, com adição do botão Reverter); e a guia Recursos, com dados mais técnicos que são úteis na resolução de problemas (slide 9); no slide 11 tem a janela que confirma se você quer "remover" o driver do sistema (nem sempre é desinstalado, de fato, se for um componente do sistema, apenas ficando em espera até o componente ser acessado novamente); dos slides 12 ao 19 temos o assistente de atualização do driver (também no formato NT 5.x - e também levemente alterado no XP), que já permitia a busca pelo Windows Update; por fim, no slide 20, caso alguma alteração tenha sido feita, uma janela de confirmação do sistema solicitará o reinício da máquina para aplicar as mudanças.

 

Introduzido a partir do Internet Explorer 3, as Opções da internet foi um desmembramento da antiga e simplória seção de configurações diretamente pelo navegador, se tornando um applet do Painel de Controle (estando mesmo nas versões mais recentes do Windows, com o finado IE já descontinuado desde 2022 e desabilitado por padrão no Windows 10 Compilação 19h1 ou superior), onde dá para perceber o quão completo eram os ajustes, com muitas das opções sendo o padrão mesmo em outros navegadores nos dias de hoje, como a definição de página inicial / limpeza de cache e histórico e ajustes referentes à visualização das páginas (slide 1); níveis de segurança (slide 2); privacidade (slide 3, onde, como nos navegadores atuais, não adiantavam muita coisa, mas é surpreendente como o ajuste de cookies de terceiros já existia no início do século e até hoje não ajuda tanto - ainda mais com a complexidades dos sites ter aumentado ao longo dos anos); destacando o supervisor de conteúdo (slides 23 ao 26), que já era uma tentativa de limitar o acesso a determinados sites (algo que foi se modificando com o tempo e hoje está nas mãos de recursos como controle familiar aliado ao provedor de DNS específico para este uso); as configurações de proxy (slide 33) e, por fim, uma diferença: a redefinição do IE (slide 34 - que, na prática, não adiantava muita coisa, graças à integração profunda com o sistema, que ainda traz dores de cabeça na Microsoft até os dias atuais) estava na seção Programas ao invés de estar na guia Avançadas.

 

Outra grande preocupação da Microsoft introduzida desde os primeiros betas do Windows 2000 foi a adição de ferramentas para tornar o computador mais acessível, (falarei mais delas daqui a pouco), mas focando nas Opções dedicadas introduzidas no Painel de Controle, não teve tantas mudanças desde o 95 e, basicamente segue os mesmos padrões mesmo nas versões mais recentes do Windows (mesmo com a criação da seção Facilidade de Acesso no Vista e a tentativa de melhorar a acessibilidade no uso do computador, onde, aliado aos problemas de usar o sistema em tela sensível ao toque, ainda é um calcanhar de Aquiles para o SO da Microsoft), sendo que o Android foi mais eficiente em aplicar tais recursos, talvez devido à natureza de desenvolvimento de ambos os sistemas.

 

Em comparação com o Windows 9x, as Opções de energia tiveram alguns refinamentos, mas ainda eram configurações muito básicas, mas já tentavam delimitar em esquemas de uso (com a popularidade crescente do Windows em computadores portáteis), só que, convenhamos que o SO da Microsoft nunca foi dos mais eficientes em gestão de bateria; no mais, o XP herdou exatamente a mesma configuração, onde, só a partir do Vista que permitiu ajustes um pouco mais elaborados, já com a popularização do padrão ACPI que eu citei no começo do artigo. 



Para quem precisasse, o Windows contata com uma seção de configuração de joystic, desde a instalação até a configuração do mapa dos botões (na prática era melhor acompanhar a instalação do driver pelo Gerenciador de Dispositivos e mapear pelo próprio emulador ou jogo - talvez seja por isso que essa seção se perdeu com o tempo). Lembrando que o Windows 2000 foi o sistema base (embora modificado, é claro) para o primeiro Xbox (o nome do console faz referência à tecnologia DirectX, que falarei adiante), lançado no começo de 2001.


As opções de pasta, isto é, as configurações do Windows Explorer, também pouco se alteraram ao longo dos anos, destacando a guia Tipos de arquivo (slides 4 a 10), que ainda eram ajustáveis por aqui (a partir do Vista seria desmembrado e ganharia uma seção própria e remodelada, junto com os Programas Padrão); e a guia Arquivos offline (slides 11 ao 14), que se perdeu com o tempo, era uma integração com o compartilhamento de rede.


Mais uma opção fruto de sua época, as Opções de telefone estavam interligados ao uso da internet discada (também é solicitado em algumas ocasiões no Windows 2000, como na parte do registro e das configurações de rede - no mais, nunca cheguei a usar mas, no caso dos Estados Unidos, até 2025 ainda era possível contratar um provedor para tal, mesmo que as versões mais recentes do Windows já não dessem bom suporte ao serviço); aproveitando, encaixei aqui o assistente de configurações sem fio (slides 3 e 4), já que o sistema possuía suporte à infravermelho e Bluetooth (a partir do Service Pack 3, que também trouxe suporte ao USB 2.0).


As Opções regionais também sofreram poucas alterações ao longo do tempo, a não ser por um importante detalhe: o Windows 2000 foi a primeira versão do SO da Microsoft a suportar pacotes de idiomas (MUIs), que revolucionaram a forma como o sistema lidava com a localização (na prática, somente clientes corporativos assinantes da plataforma MSDN tinham acesso à novidade e tanto a venda do SO quanto as atualizações lançadas permaneceram individualizadas por idioma até o Server 2003, quando a Microsoft modificou esse funcionamento e tornou, a partir do Vista, mais acessível mudar de linguagem quando necessário, aliado ao fato de as atualizações serem multi idiomas); no mais, a seleção de teclado (slides 7 a 10) agora podia ser feita na própria barra de notificações e, no caso do PT-BR, mesmo já suportando o padrão de teclado ABNT2, o ABNT normal (sem o cedilha, por exemplo) ainda era bastante comum na época e o sistema ainda o usava por padrão.

 

Assim como a seção de jogos, a seção de Scanners e câmeras sofriam do mesmo problema: era mais comum usar programas de terceiros (geralmente da própria fabricante ou até mesmo o Office, como falarei mais para o final) para fazer essa gestão, só que, neste caso, pelo seu foco no usuário doméstico, o XP fez profundas alterações e modificou a forma como tais dispositivos eram tratados pelo sistema, até a criação da seção Impressoras e dispositivos no Windows 7; no mais, exemplifiquei a adição de uma câmera pelo assistente e, basicamente, é só.

 

À primeira vista, vendo a guia Geral (slide 1), dá a impressão que a seção Sistema ainda segue o mesmo formato adotado no Windows 95, só que as semelhanças param por aí: com a remoção da seção de programas e hardware (no caso, comparando com a linha 9x, pois o NT 4 já tinha desmembrado o primeiro item e simplesmente não tinha uma opção unificada para o segundo), a guia identificação de rede (slides 2 a 11) juntou a configuração de grupos de trabalho (slides 9 e 10, que, basicamente, segue o mesmo padrão mesmo nas versões mais recentes do Windows) e, com um assistente próprio (slides 3 a 8) deram uma importância maior ao ingresso de uma máquina em um domínio (o assistente seria aprimorado e simplificado ao longo dos anos); a parte de perfis de hardware (que ocupava uma guia inteira no NT 4) agora foi reduzido a um botão na última caixa de grupo, juntando as novas opções de hardware já abordadas por aqui numa guia chamada (olha só) de Hardware (slides 12 a 17); a guia Perfis de Hardware (slides 18 a 21), embora com ajustes para atender aos novos padrões organizacionais, ainda segue o mesmo padrão; e opções (que também eram guias próprias no NT 4) como Variáveis de Ambiente (bastante aprimorado e com uma importância maior no uso do sistema e de determinadas aplicações), Inicialização (aprimorado com opções de recuperação, que, junto com o MSCONFIG - que falarei adiante - melhoraram a resposta do sistema em cenários emergenciais, sendo até ambíguos em alguns aspectos) e Desempenho foram unificadas na guia Avançado (slides 22 a 30).

 

A Seção Sons, com exceção da adição da guia Hardware (slides 11 e 12, que segue o mesmo padrão da seção Mouse), também herdou os aprimoramentos do Windows 98, onde, descontando a guia Sons (slide 1 - que é a mesma coisa desde o 95 e pouco mudou desde então, apenas destacando os novos sons de inicialização e encerramento - este ainda desativado por padrão - e também utilizados no ME), a guia Áudio é praticamente a mesma coisa (slide 2, com a diferença que era avulso no 98), onde dá para perceber um ajuste detalhado (mesmo que se utilize um programa de terceiros, como o gerenciador do Realtek) dos vários componentes (muito beneficiado pelos aprimoramentos do padrão AC'97, que democratizou bastante o acesso multimídia dos computadores da época); porém, o acesso ao Mixer (slide 3) ainda não era facilitado (como seria a partir do Vista), mas, no geral, os ajustes pouco mudaram ao longo dos anos.


A seção Tarefas Agendadas está, praticamente, sem alterações desde o Windows 95 (quando foi introduzido graças ao Microsoft Plus! - inclusive no assistente fora do padrão do NT 5.x vistos nos slides 2 a 7), sendo bem básico e mais focado na execução agendada de programas (slide 3), podendo definir a frequência e o nome da tarefa (slide 4 e 5); e qual usuário responsável (slide 6); no mais, este recurso só receberia aprimoramentos a partir do Vista, quando se tornaria um snap-in do Console de Gerenciamento (um tanto pesado, diga-se de passagem - e não melhorou ao longo dos anos, considerando que o MMC está abandonado em favor do Windows Admin, que ainda não é realidade fora do ambiente corporativo) e daria mais possibilidades, como a execução de scripts e integração mais profunda com o sistema, beneficiado pelo novo ambiente.


A seção de ajustes de teclado, também sem grandes surpresas, só destacando a repetição da guia Localidade de Entrada das Opções regionais e a adição da guia Hardware.


Aliado ao snap-in do MMC, o Windows 2000 ainda traz a seção dedicada a Usuários no Painel de Controle (o XP reformularia agressivamente esta seção, deixando-a bastante simplificada), onde dá para selecionar o usuário (slide 1); ver seus detalhes (slide 2); escolher o grupo a qual pertence, com opções predeterminadas e disponíveis via seleção (slide 3); definir uma senha caso não tenha ainda (slide 4 - e caso tenha e se esqueceu dela, nada que um removedor de senhas do Hiren's Boot não resolva :V); o aviso ao tentar remover um usuário (slide 5); um assistente para a criação de um novo (slides 6 a 8, onde, novamente não tem o cabeçalho); e a guia Avançado (slides 9 e 10) permite a manipulação de Certificados (falarei num tópico a parte) e opções como habilitar a infame combinação CTRL + ALT + DEL (muito usada nas edições para servidores, já que é habilitada por padrão).


A seção Vídeo é, praticamente, a mesma coisa desde o 95, tanto no plano de fundo (slides 1 a 3, com exceção do papel de parede exclusivo do Windows 2000 que você já deve ter visto nas imagens até aqui, onde, como falei, dependia do Active Desktop na ocasião - ainda bem que o requisito, muito provavelmente artificial, foi eliminado já no XP); as proteções de tela (slides 4 e 5 - inclusive com um botão que dá acesso às Opções de energia, que já abordei anteriormente, destacando o uso do OpenGL para renderização de alguns); a Aparência (slide 6, destacando o novo padrão de degradê de três cores aprimorado em relação ao 98, mas que já estava presente desde os primeiros betas e seguiu como padrão até o Windows 7, quando o já chamado tema clássico foi descontinuado); a guia Web (slide 7, oriundo do Desktop Update, se perdeu com o tempo), a guia Efeitos (slide 8, sendo uma incorporação de um recurso que vinha no Plus!); a janela de seleção de ícones (slide 9, presente até hoje no Windows); e a guia Configurações (slides 10 e 11, onde a seleção de cores foi renomeada, em relação ao NT 4, para nomenclaturas mais padronizadas); o assistente de solução de problemas (slide 11); as propriedades avançadas (slides 12 a 18, que foi bastante expandida em relação às versões anteriores - ainda que, provavelmente, um console da Intel / AMD / NVidia seja muito mais robusto); e, nos slides 19 a 20, é o aviso antes e depois da alteração da resolução (o XP deixou mais sucinto o texto mostrado no slide 19 e o 20 destaca a diferença de 16 para 16 milhões de cores, alterando até o tom do verde do fundo). 


E, para completar o tour pelo Painel de Controle, como prometido, irei falar do Windows Search, que é um recurso que, na verdade, não veio nativamente no Windows 2000, onde, como dá para perceber, herda muitos elementos do XP e veio como atualização em 2005, permitindo que o SO da virada do milênio tivesse uma experiência aprimorada de pesquisa, se beneficiando do sistema de indexação mais precisa e robusta do XP e Vista (slides 2 a 6), tendo tanto uma seção no Windows Explorer (slide 1), como um campo dedicado na barra de tarefas (slide 7). Para entender mais como o sistema de pesquisa melhorou ao longo dos anos, recomendo a leitura deste artigo.


Principais aplicativos

Windows Media Player 6.4 no Windows 2000 Professional com Service Pack 4 Update Pack 1 (embora seja a versão nativa com o lançamento do sistema, aqui já é compilação revisada com a última atualização disponível, graças à integração com a versão 9 - que falarei a seguir e pode ser baixada clicando aqui - onde se tornou uma versão secundária escondida na pasta do programa, cujo expediente aconteceu com o 95 até o Server 2003).

Com aprimoramentos constantes desde seu lançamento no Windows 3 Multimedia Edition, em 1991, o Media Player precisou se reinventar com a concorrência crescente de alternativas na época, como o RealPlayer e o Winamp, aumentando o suporte a codecs (softwares de codificação/decodificação de formatos de áudio e vídeo - inclusive o licenciamento de versões proprietárias e também criados pela própria Microsoft, como o WMA e o WMV, sendo áudio e vídeo, respectivamente), ganhando muitos recursos (como cópia de CDs / transmissão em rede / sintonização de rádio / visualizações e temas para o player, entre outros), transformando-o mais que simplesmente um reprodutor de mídia. E assim chegamos à versão 9, a última suportada pelo Windows 2000, lançada no final de 2002, dando continuidade aos refinamentos da versão 8, lançada exclusivamente com o XP no ano anterior, começando pelo assistente de primeiro uso (slides 1 a 7 - cujo padrão pouco se alteraria até a versão 12, a última lançada no modelo clássico, com o Windows 7, com o EULA, informações iniciais, opções e declaração de privacidade, integração com o Internet Explorer / tipos de formato e ajustes na área de trabalho); tela principal (slide 8); a mesma tela, com a barra de título ocultada (slide 9 - através do botão acima da opção "Em execução"); criação e busca da biblioteca de mídia (slides 10 e 11); Em execução (slides 12 e 13); seletor de capa (slides 14 a 16, com o tema compacto e a janela Sobre); reprodução pela internet (slide 17); listas de reprodução (slide 18 e 19); Estatísticas (slide 20); trabalhar offline (slide 21); seção Opções (slides 22 a 40); a busca de atualizações (slide 40 - na prática, nunca vi funcionar esta função em tantos anos de uso do Windows, já que o Media Player era mais atualizado pelo Windows Update).

 

Sucessor de antigos programas de email disponíveis nativamente desde o Windows 3.0, o Outlook Express, integrado ao Internet Explorer desde a versão 3 (ainda com o nome Internet Mail and News, mudando somente na versão 4 do navegador - não confundir com o Outlook da suite Office, já que não compartilham a mesma base), dava ao usuário do Windows a possibilidade de manipular emails nativamente e já usando a internet como base (mesmo antes do surgimento do Hotmail, em 1997 e adquirido pela Microsoft em 1999, que aprimorou o serviço, integrando protocolos básicos de internet e melhorando a personalização e formatação das mensagens, além da ligação com a plataforma MSN), sendo a versão 6 (a mesma do XP durante toda sua era - já que a versão 7 ficou para trás com o reset do projeto Longhorn e a mudança para Windows Mail no Vista, além do surgimento da plataforma Live, em 2009) uma revisão das anteriores, (perceptível nos muitos elementos que não se alinham com o design do SO de 2001), cujo splash de abertura (slide 1) foi difícil de capturar por ser exibido tão rapidamente; temos o assistente de adição de conta (slides 2 e 3); a janela Sobre com a exibição de versão por componentes (slide 3); a janela de criação de email (slide 5); as propriedades do layout de janela (slide 6); a seleção de usuário (slides 7 a 10); as Opções em detalhes (slides 11 a 41); por fim, adicionei a opção de perfis presente no Painel de controle (slide 42). 


E ele... sim, o tão "amado" Internet Explorer chegou ao Windows 2000 na sua versão 5.01 (a última suportada pelo Windows 3.1), já como o padrão do mercado na época (destronando o Netscape, como eu falei na introdução), dando continuidade aos aprimoramentos iniciados na versão anterior, melhorando o suporte ao CSS e introduzindo suporte ao protocolo MHTML, dentre muitas outras melhorias, que podem ser vistas aqui (em inglês).


Mas o Windows 2000 (assim como o NT 4 SP6a, 98 e ME) recebeu a atualização para a polêmica versão 6 do navegador (incluído com o XP - mas as revisões só foram até o Service Pack 1 para os sistemas citados), onde, herdando as melhorias e a alta popularidade da versão anterior, ao mesmo tempo, foi bastante visada pelos problemas de segurança, que, aos poucos, foram minando seu sucesso, ao mesmo tempo que começou a sofrer com a concorrência do Firefox, a partir de 2004 (desenvolvido pela Fundação Mozilla, que, ironicamente, nasceu do desmembramento com o Netscape, herdando muitas tecnologias do navegador citado), trazendo muitas novidades em questão de padronização e personalização, como navegação em guias, evidenciando o quanto o navegador da Microsoft já estava ficando ultrapassado. No mais, temos a janela Sobre (slide 1 - mesmo design da versão 5.5 e a última versão a creditar o pioneiro navegador comercial Mosaic, da NCSA, no qual a Microsoft licenciou um de seus derivados, da empresa Spyglass, para desenvolver o IE); a janela em branco (slide 2); a mensagem quando uma página não podia ser exibida (slide 3); visualização de impressão (slides 4 e 5); assistente de importação de dados de outros navegadores (slides 6 a 9); janelas de propriedades da página (slide 10); janela de localização de conteúdo na página (slide 11); adição de favoritos (slides 12 a 14); dicas de uso, habilitados na barra de menus (slide 15); visualização de arquivos GIF (slide 16 - por muito tempo, o IE foi o visualizador padrão deste tipo de imagem), os links padrão para acesso (slide 17); recurso de autocompletar, introduzido nesta versão (slide 18); o acesso ao Google, não suportado desde 2010 e acesso removido desde 2023 (slide 19); por fim, como de se esperar, problemas de estabilidade eram bastante comuns nesta versão (slide 29).


Também temos o Prompt de Comando, que não difere muito da versão do NT 4 e, praticamente, mudou muito pouco nas versões subsequentes do Windows baseados na New Technology (desconsiderando o PowerShell, uma versão de console de comandos aprimorada, lançado em 2006 - mas não suportado pelo 2000 - até o lançamento do Windows Terminal, em 2022, que adicionou muitos recursos vistos, principalmente, nos terminais das distribuições Linux), mantendo o suporte à uma camada limitada de execução de aplicações 16-bit, o NTVDM, exemplificado pela execução do COMMAND.COM (slide 1, uma versão limitada do antigo MS-DOS e redundante em si); o velho Microsoft Editor (slide 2, que foi revivido em 2025 e se tornou um programa de código aberto); além das configurações do perfil (slides 3 a 6, destacando a limitação do tamanho da janela, que nunca ocupará a tela inteira, a partir da resolução 1024 x 768).


Por ser uma versão ainda focada em Workstation, isto é, computadores usados em ambiente de trabalho, o Windows 2000 Professional ainda oferece apenas os mesmos jogos vistos no NT 4 (e sem possibilidade de removê-los ou desinstalá-los como recurso opcional, como visto nas versões 9x e no XP, que adicionou mais opções de jogos e reformulou o visual deles); no mais, temos o clássico Campo Minado, do Windows 3.0 (slide 1); os jogos de cartas Freecell (slide 2); e Paciência (slide 3, focado no modo atualmente conhecido como Klondike) e o famoso Pinball 3D, do Windows 95 (slide 4).


O Windows 2000 oferece um recurso exclusivo de Backup, isto é, que difere das versões anteriores (focados em gravação em fita magnética) e subsequentes do SO da Microsoft e, por esta razão, resolvi destacá-lo aqui, com uma guia de boas-vindas que foge do padrão de design do sistema (slide 1); assistente de criação de backup (slides 2 a 4 - este, sim, no formato adotado pelo Windows NT 5.x); a guia Backup, que permite gerenciar o local desejado (slide 5); a guia Restauração (slide 6); a seção de trabalhos agendados, já que não havia uma integração mais profunda com o sistema, conforme eu falei sobre as Tarefas agendadas (slide 7); além da janela Sobre (slide 8).


Aqui temos os acessórios clássicos do sistema (pelo menos até o Windows 10), começando pelo WordPad (slide 1, que foi descontinuado no Windows 11, tendo partes de seus recursos incorporados, aos pouco, no novo Bloco de Notas, que nada tem relação com o aplicativo clássico), o Paint (slide 2); o Imaging, que ainda era uma ferramenta desenvolvida por terceiro e licenciada, sendo uma herança do Windows 98, permitindo a edição e a organização de imagens (slide 3); a Calculadora, nos modos normal (slide 4) e a científica (slide 5); o bom e velho Bloco de Notas (slide 6 - que ainda resiste no Windows 11 em seus ambientes de recuperação e no Windows PE); a janela de informações do sistema (slide 7); a limpeza de disco (slides 8 a 10); o mapa de caracteres (slide 11); e, por fim, um recurso de sincronização, que seria bastante aprimorado em versões mais recentes do Windows (slides 12 a 14).


Na seção Entretenimento, temos o Gravador de Som (slide 1 - até mais avançado que se encontra em versões mais recentes do Windows); um reprodutor de CD (slide 2, que já era um recurso legado por causa dos aprimoramentos do Media Player); no caso de DVD  (slide 3, que ainda era novidade e estava começando a se tornar popular a partir de 2000), o sistema ainda não oferecia suporte nativo, que só seria suprido também pelo Media Player; e, escondido na pasta do sistema, temos a versão legada do Media Player baseado na primeira que eu citei, somando três versões do reprodutor de mídia da Microsoft (slide 4).


Como eu falei na seção de opções de acessibilidade no Painel de Controle, o Windows 2000 foi a primeira versão a se preocupar mais em oferecer um sistema acessível para quem tinha necessidade e, agora, focando nos aplicativos em si, temos a Lupa (slides 1 e 2); um assistente próprio de acessibilidade, focado na exibição de caracteres (slides 3 e 4, que evoluiria, a partir do Vista, num ajuste próprio na seção Vídeo); um gerenciador de utilitários, que permite integração básica com o sistema (slide 5); um teclado virtual, desenvolvido por um terceiro (slides 6 a 8 - e, particularmente, acho horroroso no quesito design, onde, nas atualizações mais recentes, já está com o visual revisado do XP); e, escondido no sistema, temos o Narrador, permitindo um suporte ainda bastante básico à leitura de texto em voz no Windows (slides 9 a 12, onde o SO da Microsoft, até os dias de hoje, tem dificuldade em oferecer um sistema prático, eficiente e multi idiomas do recurso, se comparado com o Android).


Já nas Ferramentas do Sistema, temos a Discagem Telefônica (slides 1 e 2, sendo uma versão preliminar do que se tornaria os atuais apps de videoconferência, mas que se perdeu com o tempo); O Hyperterminal (slides 3 a 8, que consistia em comunicação com computadores semelhante ao protocolo SSH); além do NetMeeting (slides 9 e 10, herdado do Windows 95, sendo uma versão preliminar do que se tornaria os apps de mensageiros populares da época, como o mIRC e o MSN).


O Catálogo de endereços, um dos componentes do Outlook Express, era um agregador local de contatos, que seria simplificado e melhor integrado ao sistema a partir do Vista.


O Windows Explorer, pela integração com o Internet Explorer, herdou todos os recursos desde o Desktop Update e não teve tantas novidades assim, apenas se adequando ao design do Windows 2000, mostrando a janela sobre e a página do Meu Computador (slide 1); a pasta de Meus Documentos (slide 2, que não seria muito diferente no XP e só seria aprimorado a partir do Vista); uma das poucas mudanças foi proteger o acesso a pastas do sistema, precisando de uma confirmação do usuário (slides 3 e 4, que seria revertido a partir do Vista em favor do polêmico UAC - Controle de Contas do Usuário); as pastas de arquivos temporários,  de páginas offline e de programas baixados do IE, que seguiam funcionamento próprio (slides 5, 6 e 7, respectivamente- ainda estão nas versões mais recentes do Windows, mesmo sendo recursos legados); a pasta de assemblies, muito usado a partir do lançamento do .NET Framework para armazenar componentes que podem ser acessado pelos programas que o requisitarem (slide 8); a janela de propriedades de arquivo (slide 9, no mesmo formato do Windows 95 mesmo nas versões mais recentes do Windows 11) e de atributos avançados (slide 10, que se beneficiou dos novos recursos do NTFS 3); a janela de versão do executável do Windows Explorer (slide 11, disponível para determinados tipo de arquivo, como o EXE e o MSI); do kernel NT, com a última atualização instalável (slide 12); do Windows Update (slide 13); do Windows Script Host, introduzido com o IE 5, responsável por execução de scripts baseados na linguagem Visual Basic e descontinuado a partir de 2027 (slide 14); do motor de renderização Trident, o coração do IE (slide 15); o gerenciador de arquivos já tinha a opção de personalizar o ícone das pastas (slide 16); já permitia também a criação de pastas compartilhadas, com um assistente básico, via protocolo SMB (slide 17); o recurso de porta-arquivos, um sistema de pastas específico para acesso colaborativo, mas que, pela baixa adesão, foi removido a partir do Vista (slides 18 e 19); as propriedades de armazenamento, com resumo do dispositivo ou partição na guia Geral (slide 20); ferramentas de manutenção (slide 21); a guia de Hardware (slide 22); a guia de Compartilhamento, acessível para gerenciamento na seção correspondente no Gerenciamento do Computador que eu citei (slide 23); as opções de segurança, da definição de permissão de acesso (slide 24); o recurso de cota, introduzido no Windows 2000, para delimitar a quantidade de armazenamento por usuário (slide 25); o assistente de localização de tipo de arquivo para formato desconhecido, isto é, não registrado nativamente no Windows (slide 27, que seria aprimorado a partir do XP); o assistente de mapeamento de unidade de rede, criando uma letra para acesso dentro de um mesmo grupo de trabalho (slides 28 e 29); e, por fim, a janela de formatação, criada no Windows 95 e presente até hoje no Windows, mesmo com as limitações descritas pelo seu desenvolvedor - pode ser visto aqui, em inglês - ainda que funcional (slide 30).


O DirectX, um framework com um conjunto de APIs e recursos para renderização gráfica desenvolvida pela Microsoft desde 1995 e se tornou, praticamente, o padrão do mercado pelo sucesso em atrair desenvolvedores para uso em seus projetos, chegou ao Windows 2000 à versão 8 (a última a ser suportada pelo Windows 95) e recebeu atualizações ao longo dos anos, se beneficiando da versão 9, lançada com o XP, onde as últimas correções de segurança foram disponibilizadas em fevereiro de 2010 (se integrar no CD, dá para ter a última atualização cumulativa lançada para o próprio SO de 2001, em Junho). E aqui eu detalho a ferramenta de diagnóstico (o DXDIAG), que apresenta, antes de tudo, uma confirmação (slide 1); um resumo do sistema e da versão do framework (slide 2); a listagem de arquivos (slide 3); o teste do DirectDraw, que verifica a tela (slides 4 e 5); o DirectSound, que, como o nome diz, testa o som (slide 6), o DirectMusic, que testa os codecs instalados (slide 7); a guia Entrada, que resume informações do mouse e teclado (slide 8); o DirectPlay, que testa a conexão de internet para transmissão de arquivos de mídia (slides 9 e 10); e opções de ajuda, para resolver determinados problemas com algum componente (slides 11 a 13).


Um outro componente que veio com o Internet Explorer 6 foi o IExpress, que nada mais é que um empacotador de arquivos para distribuição e auto execução em outro computador. Curiosamente a aplicação está somente em inglês e o assistente segue o design do Windows 95. Porém seu uso não é recomendado por ser bastante conhecido por problemas de segurança, como descrito aqui.


Mais um recurso introduzido pelo Windows 2000 foi o Utilitário de Configuração do Sistema, mais conhecido como MSCONFIG, que define ajustes avançados de inicialização (slides 1 a 4, com opções avançadas nos slides 8 a 10 - substitui o autoexec.bat, padrão do MS-DOS e ainda está presente nas versões mais recentes do Windows, mesmo sendo legado e praticamente sem efeito; contudo ainda era muito manual, sendo aprimorado, a partir do Vista, para ser mais interativo); destacando o slide 4, que permite o acesso às opções para usar o modo de segurança, complementando as opções da guia Avançado da seção Sistema, do Painel de Controle (chega até a ser redundante, principalmente na parte da edição do comando de inicialização); além disso, temos a guia Serviços (slide 5), que permite selecionar quais complementes - do Windows ou terceiro - podem ser inicializados pelo sistema (foi movido para o Gerenciador de Tarefas no Windows 8); a guia Inicializar é semelhante, mas se refere aos programas que tem o propósito de ser executados junto com o sistema (slide 6); a guia Ferramentas dá acesso a diversos recursos para gestão do sistema em um só lugar (slide 7); escondido no sistema, temos a ferramenta legada que fazia a mesma função do MSCONFIG (slide 11); após fazer alguma modificação, será solicitado o reinício (slide 12); caso selecione o modo de diagnóstico, a mensagem de aviso será exibida em toda inicialização até o ajuste ser revertido (slide 13); por fim, temos a demonstração do modo de segurança, que carrega a interface gráfica no modo mínimo, geralmente usado para resolução de problemas em um programa instalado - nem o antivírus é carregado neste modo (slides 14 a 16 - repare na inscrição "Service Pack 4Free", relacionado ao Update Pack 1).


Já que eu citei o Gerenciador de Tarefas, vamos falar um pouco sobre ele: basicamente recebeu alguns polimentos, em relação ao NT 4, consistindo na guia Aplicativos, que lista os programas abertos conforme mostrados na Barra de Tarefas (slide 1); a janela de criação de tarefa, que nada mais é que a janela Executar (slide 2); a guia Processos, que lista os programas de todos os usuários, com poucas guias de detalhes, como PID - identificação do processo; % de consumo de processamento; tempo que está aberto e uso de memória (slides 4 e 5); a guia Desempenho, que ilustra o consumo de recursos, onde a medição de RAM está em kilobyes (convertendo o que mostra no slide 6 dá 240 MB - ainda bem que isto foi corrigido no XP, pois, já na época, medir em megabytes já era algo que fazia mais sentido); os slides 7 a 10 mostram as opções da Barra de Menus; por fim, o slide 11 mostra a janela Sobre.


Um recurso essencial em sistemas operacionais modernos, desde a validação de executáveis até o acesso de páginas web é um gerenciador de certificados e o Windows 2000 é pioneiro em trazer uma gestão nativa e mais elaborada deste recurso, onde as guias Pessoal e Outras Pessoas (slides 1 e ) gerencia os certificados de uso particular, criados pelo próprio usuário ou alguém próximo, respectivamente; os slides 3 e 4 mostram os certificados embarcados por autoridades certificadoras (geralmente empresas de segurança quando não a própria Microsoft) que restringem parcialmente (slide 3) ou permitem (slide 4) sistemas que confiam nestes certificados, conforme eu citei no começo (há também os certificados de revogação, que negam/restringem tais recursos, mas que não tem uma guia própria aqui) e se baseiam em datas de validade e precisam ser renovados de tempos em tempos (geralmente é feito automaticamente via Windows Update, mas, caso se use o Windows 2000 sem alterações, grande parte destes certificados já estará expirado e será necessário atualizá-los, onde o Legacy Update ajuda nesta questão); ao clicar sobre o botão Avançado, temos as opções correspondentes (slide 5); nos slides 6 e 7 temos o início do assistente de importação de certificados (que seria aprimorado em versões posteriores do Windows, inclusive para suportar formatos de arquivos diferentes que o Windows 2000 não consegue lidar); além disso, o Windows 2000 já contava com um snap-in do Console de Gerenciamento (slides 8 a 10), responsável por fazer esta gestão, mas ainda não era totalmente funcional como se tornaria a partir do XP.


Com base na preocupação com a integridade dos arquivos do sistema (conforme eu citei sobre o acesso deles pelo Windows Explorer), o Windows 2000 foi a primeira versão a trazer o recurso de Proteção de arquivos do sistema, conhecido como SFC (slide 1), onde até o Server 2003, curiosamente, funcionava de maneira gráfica e fazia a verificação de segurança e substituía, se necessário, por versões de arquivos armazenados na pasta dllcache, em System32 (ou, alternativamente, solicitava a inserção do disco de instalação - isto seria aprimorado, a partir do Vista, confiando mais na pasta WinSxS, em Windows, mas perderia o modo gráfico, embora ganhando opções avançadas, como a restauração usando uma imagem WIM) e, aliado a isso, temos a famosa verificação de disco por erros, o CHKDSK (sucessor do ScanDisk do Windows 9x), que podia ser feito por meio gráfico (slide 2) ou via Prompt de Comando (slide 3), onde, no caso da partição do sistema, será solicitado o reinício e fará a verificação de blocos defeituosos e correções necessárias em arquivos danificados, quando possível (slides 4 a 6).


Outros recursos

Além do Editor de Registros padrão (regedit), presente até os dias de hoje com poucas mudanças (slide 1), o Windows 2000 ainda vinha com uma versão legada do recurso (slide 2), do Windows NT 3.1 (regedit32); em seguida temos a janela de temas herdado do Microsoft Plus! para Windows 95 e está escondido no sistema (slide 3 - seria incorporado à seção Vídeo a partir do XP); uma ferramenta para limpeza dos arquivos de perfis de usuário, instalado à parte (slide 4); nos slides 5 a 8 temos ferramentas para manipulação de bancos de dados, herdados do Windows 3.x; o Dr. Watson era uma ferramenta de diagnóstico anterior ao SFC e também verificava arquivos de tela azul da morte (slide 9); temos o Windows Installer, outra ferramenta testada nos primeiros betas do Windows 2000, que permitia aos administradores gestão avançada de programas que usavam esta plataforma, como o Office (até a versão 2016), cuja versão 3.1 foi a última disponibilizada para o sistema da virada do milênio (slides 10 e 11); o nslookup, ferramenta em texto que verifica a conexão com internet (slide 12); o gerenciador de objetos, uma ferramenta legada do Windows 3.x, semelhante ao IExpress (slide 13); o famoso Gerenciador de Programas, que emula a interface do Windows 3.x e permaneceu até o XP Service Pack 1a (slide 14); ferramenta para criptografar banco de dados (slide 15); um terminal telnet, protocolo de comunicação entre computadores (slide 16); um programa legado de Bate-Papo, provavelmente também herdado do Windows 3.x (slide 17); uma ferramenta, aparentemente incompleta, de gestão de pastas da web (slide 18); a janela de configurações do Windows Script Host, cuja versão mais recente para o Windows 2000 é a 5.7 (slide 19); o Windows Movie Maker 1.1, criador de vídeos lançado pelo Windows ME e presente nativamente no XP RTM, com vários erros de interface, já que não era oficialmente suportado pelo 2000 (slide 20); um visualizador de ajuda legado, provavelmente também do Windows 3.x (slide 21); um sistema de envio de relatórios de erros, ainda bastante básico e que seria aprimorado no XP (slide 22); e temos, por fim, ferramentas de acesso remoto (slides 23 a 25), destacando o Conexão de Área de Trabalho Remota (MSTSC), que ainda não vinha nativamente no Windows 2000 e suportou até a versão 5.2, do Server 2003 (Slide 25).


O CD de instalação do Windows 2000 também possuía recursos adicionais, como a instalação no modo online, isto é, com um sistema Windows suportado em execução (slides 5 a 9); a instalação de componentes adicionais (que abre a seção de adição de recursos); a opção Examinar este CD (que abre o Windows Explorer, com a exibição dos arquivos do disco); e a opção Sair, para finalizar o executável;  e, analisando a pasta TOOLS, temos várias aplicações adicionais, com usos específicos, como os arquivos de suporte (slides 10 a 19); e, por fim, uma ferramenta introduzida pelo Windows 2000 foi o Sysprep, que consiste em procedimentos para "lacrar" o sistema (isto é, a exclusão da identificação da instalação corrente a fim de distribuí-lo em outra máquina, sendo a forma oficial recomendada pela Microsoft para tal e evitar problemas com máquinas com o mesmo ID de instalação, comum em clonagens de partições alternativas), o que reinicia o assistente de instalação (slides 20 a 22).

 

Office

A versão mais recente da famosa suite de aplicativos para escritório da Microsoft é a 2003 (chegou a receber suplementos que auxiliavam no suporte de arquivos da versão 2007 ou superior, que integrou o padrão XML nos formatos padrão dos principais aplicativos, onde DOC / XLS e PPT viraram DOCX / XLSX / PPTX), demonstrada aqui com o assistente de instalação (slides 1 a 9, bastante detalhado em relação ao padrão adotado das versões 2007 a 2016); no slide 10, temos a opção presente no menu Iniciar clássico, que simplesmente permite localizar os arquivos suportados pela suite presentes no computador; em seguida temos um assistente de criação de uma infinidade de arquivos suportados pelo Office (slides 11 a 21); temos um assistente para automatizar configurações (slides 22 e 23); daí vamos para os aplicativos em si: o processador avançado de textos Word (slide 24); o criador de folders e publicações Publisher, descontinuado pela Microsoft em 2026 (slide 25); o criador de apresentação de slides PowerPoint (slide 26); o gerenciador de emails avançado Outlook, onde dá para perceber como é o splash de abertura dos apps da suite (slides 27 e 28); o criador de formulários para internet InfoPath (slide 29); o gerenciador de planilhas eletrônicas referência do mercado Excel (slide 30); o sistema gerenciador de banco de dados intermediário Access (slide 31); além de ferramentas como um criador de certificado pessoal (slide 32); ajustes de idioma (slides 33 e 34); o Media Gallery, um organizador de mídia que não ficou muito popular (slide 35); o Document Imaging, um gerenciador de digitalização descontinuado na versão 2007 (slides 37 e 38); o Picture Manager, um editor avançado de imagens, necessário no XP, que não possuía ferramenta nativa e foi descontinuado no 2013 em favor de apps como o Live Gallery e os aplicativos modernos de fotos do Windows 8.x e superior (slide 39); e, por fim, um recuperador de arquivos do Office, que nem sempre funcionava (slide 40).


Encerramento

Antes de concluir o artigo, temos a janela de encerramento do Windows 2000 (slide 1, que ainda está presente nas versões mais recentes do Windows 11 através da combinação de teclas ALT + F4, praticamente só com a modificação de opções feita desde o Windows 8.1) e as mensagens de encerramento (slides 2 a 4, também disponíveis no XP como forma alternativa, padrão tanto para desligamento como reinicialização).


E eu não poderia terminar sem falar dela: a temida Tela Azul da Morte (BSOD), remodelada no Windows 2000 para exibir as informações de forma mais organizada e detalhada (ainda pode ser acessada em versões mais recentes do Windows alterando parâmetros de registro), onde, neste caso, foi por causa de uma tentativa de execução de uma máquina criada pelo antigo programa VirtualPC, da Microsoft, no VirtualBox, dando incompatibilidade de drivers e configurações; no mais, a estabilidade da base NT vista nesta versão garantia que eventos como esse fosse bem menos comuns, em comparação com a série 9x ou anterior.


Conclusão

Se você chegou até aqui, além do meu antecipado agradecimento, deve ter percebido a maturidade e a robustez do Windows 2000 (e tudo isso em um tamanho menor que um CD - tanto que já foi considerado um dos melhores sistemas já lançados pela Microsoft), permitindo que o SO da Microsoft seguisse um caminho menos turbulento e, provavelmente, o XP não teria sido tão bem sucedido se não fosse uma base bem sólida e desenvolvida do sistema da virada do milênio (o que não impediu a empresa de Redmond "dar passos além da perna" com o Longhorn, a ponto de deixar tão instável a ponto de resetar o projeto em Agosto de 2004), até se beneficiando de vários recursos do SO de 2001 (muitos deles portados pela comunidade japonesa fiel desta versão do Windows), mas a carência de mais recursos de segurança, como um Firewall nativo e otimizações internas, além de problemas com suporte a hardware mais recente, degradaram um pouco seu suporte, principalmente nos últimos anos (2009 e 2010), sem falar do design que ficou datado (se comparado com as versões mais recentes do Windows), o tornaram menos atraente, principalmente para uso doméstico, ainda que tenha feito bastante sucesso no meio corporativo e preparou o terreno para o Server 2003

No mais, a Microsoft, com tantas decisões questionáveis ao longo dos últimos anos, deveria se voltar cada vez mais a um passado não tão distante, onde as coisas eram, embora ainda movimentadas com o avanço da tecnologia, mais simples e objetivas, focada no que o usuário precisava e otimizado para não consumir recursos além do necessário, sendo que o avanço da IA generativa e a inserção inconsequente e sem a revisão necessária vista no Windows 11 está intimidando os usuários de longa data e minando, aos poucos, a confiança de décadas de um sistema que, embora ainda seja a principal solução e referência do mercado, está com cada vez menos relevância, principalmente em setores que o Windows não conseguiu se estabelecer nem como terceira via, como o de dispositivos móveis.

Fique com os links que embasam e complementam esta análise:

 

Espero que tenham gostado de mais esta análise e recomendo a seção de comentários para dúvidas, impressões e sugestões. Mais uma vez agradeço pela atenção e paciência e fique ligado no Blog de Bruno A. Vieira.