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3 de junho de 2026

O Windows Thin PC em PT-BR em detalhes (ou o Windows 7 pós-suporte)

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Conheça o Windows Thin PC, que foi uma variante do Windows 7 com Service Pack 1 lançada em 2011, focada em thin clients.

Introdução 

Analisando a história do sistema operacional Windows, pode-se dizer que, uma das consequências do sucesso de uma determinada versão é a quantidade de ediçoes que a Microsoft lançou no mercado (como Home, Pro, Enterprise, Server, Embedded, Starter e por aí vai), dependendo das necessidades identificadas pela empresa de Redmond e do nicho que ela quer atingir, cujas variantes principais não conseguem atender a contento, seja por ter recursos demais ou de menos (obviamente, tivemos exceções a esta regra, como o Windows Vista e o 8.x, onde, embora não tenham feito tanto sucesso quanto se esperava, suas respectivas bases eram sólidas o suficiente para atender a demanda, o que não aconteceu com o famigerado Windows ME, por exemplo - onde, além de ter encerrado melancolicamente a era DOS, pouca coisa foi aproveitada e não ganhou nenhum descendente direto).

 

Windows Fundamentals for Legacy PCs, baseado no XP com Service Pack 2, antecessor do Thin PC (créditos: BetaWiki)


Em 2006 a Microsoft lançou ao mercado o (pode-se dizer) obscuro Windows Fundamentals for Legacy PCs (imagem acima), que tinha a específica finalidade de ser uma versão ainda mais leve para computadores que, por incrível que pareça, não atendiam os já enxutos requisitos mínimos do SO de 2001 (mesmo para a época) e supria o fim do suporte do Windows 98 (que ainda era bem popular naquele tempo e falarei algum dia em mais detalhes por aqui) e o já citado Millenium Edition, mas também era focado em uma linha de computadores que até mesmo a edição Embedded tinha dificuldade em atender: os thin clients (conhecidos popularmente como terminais burros), máquinas que só necessitam de um sistema básico com suporte a conexão remota para acessar um computador mais robusto (como servidores dedicados) e, por esta razão, não necessitava de toda a modularidade da linha focada em dispositivos embarcados (como caixas de banco ou pontos de venda, onde, geralmente, apenas thin clients muito mais robustos utilizaram esta variante, o que não era a realidade do uso destes tipos de máquina, caracterizados pelo baixo poder de processamento e memória RAM).

 

As diversas edições do Windows 7, SO base do Thin PC, superando, inclusive, o XP neste aspecto (considerando outras variantes que não estão na imagem).


Onde eu quero chegar: cinco anos se passaram e, como o XP já estava em suporte estendido e o Windows 7 (lançado dois anos antes) já estava em franca ascensão (aliado à melhora dos computadores, catapultado pela linha de processadores Core i da Intel - aliás, um dos motivos do Vista não ter vingado, como já falei em um artigo próprio) e tinha acabado de receber seu único Service Pack; dessa forma, considerando que a Microsoft já tinha lançado a versão atualizada da linha Embedded, ela resolveu colocar no mercado (ainda que de forma bem restrita, somente disponível aos assinantes do antigo serviço MSDN (atual Visual Studio Subscriptions) o sucessor do já citado FLP: o Windows Thin PC, que analisarei em detalhes, no formato que você já está acostumado, a partir de agora.

AVISO: USE SOMENTE PARA TESTES, SENDO ESTRITAMENTE DESACONSELHÁVEL PARA PRODUÇÃO, PRIMEIRO E MAIS IMPORTANTE, PORQUE JÁ NÃO É SUPORTADO (POTENCIAIS RISCOS DE SEGURANÇA ENVOLVIDOS), SEGUNDO, AS LICENÇAS DO WINDOWS 7 NÃO SE APLICAM AO THIN PC, PORTANTO, A MENOS QUE VOCÊ TENHA ADQUIRIDO UMA CÓPIA NOS PAÍSES ONDE A VARIANTE FOI VENDIDA (O QUE É POUCO PROVÁVEL), ELE NÃO PODERÁ SER LEGALIZADO (ESTANDO, PORTANTO, SUJEITO ÀS SANÇÕES PREVISTAS NOS TERMOS DE LICENÇA E NA LEI).

 

Instalação 

Basicamente, o Thin PC, por possuir a mesma base do Windows 7, herda grande parte de suas características, bem como sua estabilidade, ao mesmo tempo que não herda as limitações (inclusive de licenciamento) do Embedded, onde, por ter várias características removidas por padrão em relação ao SO de 2009, poderia até ser preferido por uma parcela de usuários que sempre torceu o nariz por recursos que considerem desnecessários (o que, na prática, não é recomendado, pelo sistema ter travas de gravação de arquivos que limitam usos mais generalistas); no mais, assim como o POSReady 2009 (que também já falei por aqui e, coincidentemente, teve um sucessor baseado no Seven - aliás, não difere muito do Thin PC), ele ficou restrito ao inglês e outros cinco linguagens, podendo ser traduzido por pacotes de idiomas (como mostrarei daqui a pouco) e a imagem acima é nada menos que a icônica tela de inicialização do sistema (onde, diferente do Seven, é exibida completa mesmo na instalação, ao invés de, dependendo de alguns fatores, usar a tela do Vista como contingência - aliás, o carregamento do assistente de instalação é o mesmo do SO de 2006 e, por isso, poupei vocês de ver novamente).

 


Agora a coisa fica séria: a instalação, em si, também é bem parecida com o Seven, destacando os seguintes detalhes: graças aos recursos do Windows Preinstallation Environment (o ambiente de instalação em si, conhecido pela sigla PE), é possível encontrar por aí imagens de instalação personalizadas/não oficiais com os seis idiomas oficialmente suportados (slide 1); nesta parte, destaco o ano 2011 nas informações de copyright e os elementos visuais do SO de 2009 (slides 2 a 4); os requisitos mínimos, basicamente semelhantes aos do XP original, mas que, na prática, não é o que parece -  leia até o final para você entender onde eu quero chegar (slide 5).

 


Antes de prosseguir com a instalação, quero deixar registrado o ambiente de recuperação, que não difere muito do Vista, mas recebeu pequenos polimentos e melhorias; no mais, temos a seleção do sistema a ser corrigido (slide 1); a seleção de imagem de backup (slide 2); as ferramentas de recuperação em si (slide 3); a ferramenta de diagnóstico de memória RAM, que falarei mais adiante (slide 4), a restauração do sistema e o erro que dá quando não há sistema a ser corrigido (slide 5); a reparação de inicialização, onde, aliás, o Seven fez diversas melhorias neste recurso, tornando mais confiável e localizado o processo - lembrando que o SO de 2009 ainda não suportava as firmwares UEFI, que começaram a chegar no mercado com força só no ano seguinte, junto com o lançamento do Windows 8 (slides 6 e 7) e os resultados da manutenção (slides 8 e 9).

 


Voltando ao instalador, no slide 1, de cara percebe-se uma mudança: a troca dos elementos visuais para os padrões da linha Embedded (também visto no POSReady 2009 e, dependendo da imagem de instalação encontrada pela internet, esta troca já ocorre desde o começo da instalação e não reverte para os padrões do Seven como ocorre aqui), no mais, temos os mesmos passos já conhecidos de outras versões do Windows, só destacando as informações de licença (slide 2, que substitui o EULA nesta parte, já que era comercializado exclusivamente pela modalidade licenciamento de volume e, portanto, voltado ao mercado corporativo), o particionamento (slides 3 a 5) e a formatação e cópia dos arquivos para o disco (slide 6, destacando o texto revisado exclusivamente para o Seven, "Esta é toda a informação que precisamos agora. Seu computador será reiniciado várias vezes durante a instalação").

 


Após a primeira reinicialização, o texto "Aplicando as configurações de registro" foi polido, sendo exibido junto com a tela de inicialização (slide 1) e temos a conclusão da instalação, agora sim, no design do Embedded (slide 2) e, curiosamente, o slide 3 mostra a mensagem "A instalação continuará após reiniciar o computador" totalmente em tela preta; por fim, outra tela polida em relação ao Vista, foi a configuração do hardware, com uma animação característica do SO de 2009 (slide 4).

 


Por fim, o assistente de configuração também é muito parecido com o SO de 2006 e não difere em nada com as variantes principais do Seven, onde, basicamente, simplificou algumas coisas (como a parte do usuário, onde já não dava para personalizar a imagem da conta - slides 1 e 2) e removeu toda a parte de marketing, tornando o processo mais objetivo; no mais, teve o detalhe da tela de ajuda em branco, denotando que a Microsoft deixou algumas arestas soltas ao finalizar o Thin PC (slide 4), mas no slide 5, já temos as informações de privacidades já revisadas para o Windows 7 com Service Pack 1 e, finalmente, temos a seleção de rede (slides 7 e 8).

 


A primeira autenticação "a gente nunca esquece", independente do sistema operacional. Brincadeiras à parte, no início, a parte visual ainda será do Windows 7 padrão e, fora isso, no geral, é muito semelhante ao vista, embora não menos chamativo. Dos slides 3 em diante, já temos o visual padrão do Thin PC, já com o visual do Embedded estabelecido, aproveitando para destacar a tela de bloqueio (slide 3); pós-logoff, após sair do usuário e o sistema permanecer ligado (slide 4); opções de desligamento (slide 5); opções de acessibilidade (slide 6); seleção de idioma (slide 7); seleção de teclado (slide 8); opções avançadas, ao pressionar a combinação CTRL + ALT + DEL (slide 9); redefinição de senha (slide 10); tela ao pressionar o botão Outras credenciais (slide 11) e quando solicita a criação de um disco de recuperação, suportando, por incrível que pareça, o velho e hoje obsoleto disquete (slide 12).

 

Área de Trabalho 


E esta é a famosa Área de Trabalho do Windows NT 6.1, com o (que já pode ser considerado clássico) papel de parede padrão do Windows 7, onde, em comparação com o Vista, temos a barra de tarefas maior com os ícones da barra de acesso rápido também aumentados (slide 1), a hora e a data aparecendo juntos e um discreto botão para exibir ou espiar o ambiente quando necessário; no mais, temos o calendário, repaginado (slide 2); volume (slide 3), internet (slide 4); bateria (slide 5); central de ações, uma das novidades, que eu falarei daqui a pouco (slide 6); a bandeja do sistema (slide 7); a barra de idiomas (slide 8); a janela sobre o sistema, que pouco mudou desde o NT 4 e ainda está presente, praticamente sem alterações, até as versões mais recentes do Windows 11 (slide 9); além disso, temos a janela de instalação de driver, mais prático que o SO de 2006 - uma pena que se perdeu a partir do Windows 8 (slide 10); a janela de reprodução automática (slide 11); a visualização das janelas (slide 12); a gestão de memória, onde, em meus testes, mesmo com 2 GB de RAM, você poderá vê-la com certa frequência (slide 13); e, por fim mas não menos importante, o menu Iniciar levemente reformulado em relação ao Vista (slide 14).

 


No Vista e no Seven, caso você não utilizasse a edição Ultimate (que disponibilizava os locais suportados via Windows Update), configurar idiomas poderia ser quase tão complicado quanto no 2000 / XP. E, diferente das outras edições baseadas no Embedded (como eu exemplifiquei no artigo sobre o POSReady 2009, que ainda incluíam algum suporte para a instalação de uma linguagem diferente), aqui precisamos da ajuda de um programa chamado Vistalizator (cujo site oficial já não está mais disponível mas pode ser baixado clicando aqui), que suporta o português (slide 2), porém, em meus testes, o executável oficial com o idioma em PT-BR (tanto o RTM quanto o SP1) não foi reconhecido pelo Thin PC (slides 3 e 4); além disso, o modo interno, que utiliza recursos do sistema, também não funcionou em nenhum momento (slides 5 e 6); o que deu certo de fato foi um pacote em CAB do Windows Embedded (pode ser baixado aqui) no modo Express, isto é, feito pelo próprio Vistalizator (slides 7 a 10) e, após reiniciar, a tela de inicialização já estará traduzida, pelo menos temporariamente - como ensinou o POSReady 2009, sempre tem uma atualização posterior que quebra o recurso e reverte algumas partes do sistema para o inglês (slide 11), mas, no geral, funciona muito melhor que no Windows 5.x e, dessa forma, é possível ter o Thin PC em Português Brasileiro (slide 12).

 

Painel de Controle 


A principal área de configuração do Windows até então (já que a Microsoft ainda luta para se livrar totalmente dela, o que já se provou um trabalho árduo e ingrato, mas que vem acelerando desde o Windows 11) também recebeu alguns polimentos, ganhou algumas seções novas e perdeu a visualização clássica (que era padrão até o Vista), tornando o modo de categorias o padrão até os dias de hoje (slide 1), com a opção de uma lista lado a lado, seja em tamanho pequeno ou grande (slide 2), com os slides 3 a 10 resumindo as 8 categorias que serão destrinchadas a seguir, dando a noção de como eram distribuídos os ajustes na última versão do Windows em o Painel de Controle recebeu alguma atenção, antes do recurso ser abandonado pela Microsoft em favor de um painel de configurações mais moderno.

 


Começando pela seção Sistema e Segurança, temos a tela de Sistema, idêntico ao do Vista (inclusive no ícone do Windows) e presente, ainda que escondido, nas versões mais recentes do Windows 11 - você já deve ter reparado no Vistalizator que o sistema se identifica oficialmente como Windows Embedded Standard (cuja versão de avaliação ainda está disponível nos servidores da Microsoft até a data original deste artigo) e o mesmo ocorre aqui, onde, diferente do assistente de instalação, as informações de copyright datam como 2010 (slide 1); nos slides 2 a 5 temos as propriedades avançadas do sistema, que pouco mudaram desde o NT 4; nos slide 6 a 9 temos as opções e informações que detalham o Índice de Experiência do Windows (conhecido internamente como WinSAT, que ainda está presente nas versões mais recentes do Windows 11, embora escondido internamente desde o 8.1); no slide 10 temos o assistente de ativação - lembrando que, como eu citei na introdução, só funciona por licenciamento de volume; nos slides 11 a 14 temos a Central de Ações, que consiste numa remodelação da área básica de segurança do Windows (lembrando que o uso de antivírus de terceiros ainda era bastante encorajado na época, sendo que até o sistema avisava da ausência deste tipo de software), aprimorado desde o XP e que também geria as notificações do sistema, numa época em que o recurso era secundário e não tão importante como nos sistemas modernos (o Android que o diga, já que toda versão nova tem alguma mudança nesta área), sendo que, nos slides 15 e 16, temos o controverso Controle de Contas do Usuário (também conhecido pela sigla UAC), ligeiramente modificado pela empresa de Redmond para atender as reclamações sobre seu problemático funcionamento no SO de 2006 e assim permanece até os dias de hoje; no slides 17 e 18 temos o monitor de confiabilidade, que reuniu o monitoramento dos erros do sistema numa visualização mais intuitiva, sendo uma novidade desta versão; nos slides 19 a 23 temos a gestão padrão do Firewall do Windows; nos slides 24 a 28 temos o também controverso Windows Update, numa época que ainda o usuário tinha poder de gestão das atualizações, sendo um recurso que não escapou de ficar em inglês em atualizações recentes (slide 28); no slide 29 temos a gestão do BitLocker, trazido pela primeira vez em edições voltadas ao usuário final nativamente no sistema; nos slides 30 a 37 temos as Ferramentas Administrativas; no slide 38 temos a seção de Backup (ainda presente nas versões mais recentes do SO da Microsoft como contingência e identificado como sendo do Windows 7) e, por fim, temos um verificador nativo de memória RAM do Windows, atualmente um recurso esquecido já que temos alternativas mais robustas, como o memtest (slides 38 ao 42).

 


Na seção Rede e Internet, temos a Central de Rede e Compartilhamento, que, particularmente, acho mais intuitivo de configurar que a seção atual de redes das configurações modernas do Windows (slides 1 a 4); temos o ajuste de grupo doméstico, uma novidade do SO de 2009 para integrar os computadores de uma mesma rede, mas que, em minhas experiências, sempre preferi desativar (slides 5 a 8); temos os principais assistentes para resolver problemas de rede (slide 9); as configurações de compartilhamento avançadas (slides 10 e 11); e as opções de internet, denotando a tóxica integração do hoje "finado" navegador Internet Explorer no sistema (slides 12 a 18).

 


Na seção Hardware e sons, temos outra tela que, pessoalmente, prefiro mais que as soluções atuais: os ajustes de Dispositivos e impressoras, dando uma alternativa mais intuitiva ao Gerenciador de Dispositivos para ajustar os principais componentes do computador, permitindo até a exibição de informações de componentes, como ícones personalizados e até uma janela própria para impressoras de determinadas fabricantes, definindo pela permissão de puxar esses dados pela internet (slide 2); temos os ajustes de reprodução automática (slide 3); nos slides 4 a 7 temos os ajustes de som, sendo o Seven a última versão a contar com uma trilha de inicialização habilitada, ainda que seja a mesma do Vista (só que, diferente deste, a trilha só toca a partir da Área de Trabalho e não na autenticação como era no SO de 2006); e, por fim, temos as Opções de energia (slides 8 a 12), onde, embora não seja tão intuitivo como vemos no Android, por exemplo, ainda acho melhor que a versão moderna presente nos Windows mais recentes (embora tenha melhorado bastante no Windows 11); além disso, temos uma seção de Sensores, que, na prática, nunca vi uso prático em um computador de mesa mas, de toda forma, o Seven já tinha o suporte (slide 13) e uma seção de sincronização, que também nunca foi muito o foco do SO de 2009 (slide 14).

 


Na seção Programas, no que diz respeito aos programas e recursos em si, não temos diferenças significativas em relação ao Vista (slide 1), mas, assim como no POSReady 2009, o Thin PC vem com os recursos desativados (slide 2) e, mesmo no Windows 7 com as últimas atualizações fornecidas pela modalidade Extended Support Update (conhecido pela sigla ESU, que eu expliquei no artigo sobre o SO de 2006), também está quebrado e só fica em branco (slide 3); temos a seção dedicada às atualizações, que foi utilizada até as primeiras versões do Windows 11 (slide 4); os ajustes de Programas Padrão, inalterados até o Windows 10 Versão 1511 (slides 4 a 8); incluindo a velha janela de definir acesso e padrões de programa do Windows 2000 (slide 9) e, por último, temos os Gadgets, recurso levemente ajustado para funcionar mais discretamente no SO de 2009, mas que, mesmo assim, foi a última versão a tê-lo neste formato idealizado pela Microsoft desde os primeiros betas do projeto Longhorn (slide 10).

 


Na seção Contas de Usuário, temos a versão intuitiva do ajuste, sendo uma "tradição" desde o Windows 2000 (slide 1); a seleção do Avatar que não apareceu no assistente de configuração pode ser encontrado clicando sobre o ícone no slide anterior (slide 2); em seguida temos uma seção esquecida com o tempo, que é o armazenamento de credenciais, que passou a ser gerenciado mais internamente no próprio Windows ou pelos próprios programas que precisam deste recurso, como os navegadores (slide 3); outro recurso esquecido com o tempo foi o backup de usuários, já que, no Windows, nem sempre o mesmo nome de usuário após excluir um perfil homônimo terá o mesmo número interno de identificação, o que é, aliás, muito importante no cenário corporativo (slide 4); por fim, o Windows NT 6.1 ainda possui escondido um programa que faz o ajuste alternativo de grupos de usuários sem usar o módulo dedicado do Console de Gerenciamento, herdado do NT 5.x (slide 5).

 


Uma das áreas do Windows 7 que sofreu alterações mais significativas  foi a seção de Aparência e Personalização, permitindo um melhor suporte a temas e cores (e que, por incrível que pareça, não foi limitado no Thin PC, mesmo não sendo um elemento essencial), inclusive repetindo o ajuste de sons (slide 1) e, como já falei em outras ocasiões, o NT 6.1 foi a última série a contar com o tema clássico, bastante adaptado para lidar com as alterações do design ao longo dos últimos anos (slide 2); no mais temos a seleção de papéis de parede (slide 3); de cores, que na prática, não suportava determinadas faixas de cores, como preto e branco, incluindo a correção na exibição da cor mais escura, como eu citei no artigo sobre o Vista, o que tornou o Seven um pouco menos chamativo neste aspecto, mas que, com a disseminação dos chips gráficos, democratizou e melhorou significativamente o suporte ao tema Aero; os ajustes de proteção de tela e de ícones foram mantidos nos formatos de versões anteriores do Windows (slides 5 e 6); temos os ajustes da barra de tarefas e menu iniciar, que foram, basicamente simplificados em relação às versões anteriores (slides 7 a 9); temos as Opções de Pasta, também sem surpresas (slides 10 e 11); o que não pode dizer da seção de Fontes, esta sim remodelada, passando a seguir os padrões de outras áreas do sistema, como a de Programas (slide 12); dos slides 13 em diante temos as configurações de vídeo, destacando que o SO de 2009 foi a primeira versão que tentou melhorar a exibição dos itens e oferecer suporte fracionado de tamanho de texto (slides 13 e 14); ajuste de resolução de tela remodelado (slide 15); exibição de projetor ou monitor secundário (slide 16); ajustes na tecnologia proprietária de exibição de texto ClearType, considerando que o Windows 7 foi lançado numa época de transição das antigas telas CRT para as de LCD, que estavam ficando mais acessíveis (slides 17 a 19); as propriedades do monitor, praticamente inalterado desde o Windows 2000 (slides 20 a 23); além do ajuste aprimorado de cores (slides 24 a 26).

 


Na penúltima seção, começamos com a subseção Data e hora remodelada e, particularmente, bastante intuitiva em relação às versões mais recentes do Windows (slides 1 a 4); os ajustes de região e idioma, que, por sua vez, seguem as mesmas batidas desde o Windows 2000 (slides 5 a 9), destacando que o Thin PC não conta com o utilitário nativo de ajuste de idioma, conhecido internamente como lpksetup, ainda que mostre um grupo dedicado à esta configuração (slide 8); por fim, temos os ajustes de teclado, também com as mesmas batidas de outrora e sem grandes surpresas (slides 10 a 12).

 


Por último mas não menos importante é a seção Facilidade de acesso, que denotou uma preocupação maior da Microsoft em melhorar a acessibilidade do Windows em relação às versões anteriores (cuja área foi uma das que sofreu maiores alterações em relação ao Vista), permitindo um acesso rápido às ferramentas clássicas que o sistema já embarcava (slide 1); ajustes administrativos (slide 2); um assistente para o Windows direcionar os melhores ajustes de acessibilidade (slides 3 a 8); ajustes específicos por componentes (slides 9 a 15), destacando, no slide 14, o ajuste de teclas de alternância, que, particularmente, é útil, mesmo para o público em geral, para indicar quando a tela CAPS LOCK é habilitada, usando o speaker do computador.

 

Recursos nativos


Assim como o Windows 7 e graças ao Service Pack 1 integrado por padrão, o Thin PC traz a versão 8 revisada do finado navegador da Microsoft, o Internet Explorer, que foi muito importante por trazer diversas tecnologias mais modernas, como o motor Chakra para renderização de conteúdo Javascript, que estava se tornando tendência nas páginas web da época e, pode-se dizer, que foi a última grande versão do produto (slide 1), que ainda revisava algumas janelas das versões anteriores, como a de downloads (slides 2 e 3); contudo, também da mesma forma que o SO base, também recebeu a derradeira versão 11, em novembro de 2013, chegando até ao patch 395, com a última atualização ESU lançada em janeiro de 2026 (slide 4) e, desta vez, vou aproveitar para mostrar um pouco mais sobre ele:

  • a janela de primeira execução (slide 5); o modo de navegação anônima, chamado aqui de inPrivate (slide 6);
  • a sugestão de pesquisas do Bing, que deixou de funcionar somente em 2026 (slide 7);
  • as mensagens exibidas na parte inferior da janela (slide 8);
  • o gerenciador de complementos, geralmente baseados na obsoleta e insegura tecnologia ActiveX (slide 9), com um truque para exibir todos, que são carregados internamente pelo SO (slide 10), sugerindo a remoção de todos os sites para todos eles como uma forma de contingência (slide 11); a gestão de provedores de pesquisa (slide 12); a seção de aceleradores, que era uma forma de adicionar funções ao navegador, mas, na prática foi pouco usado (slide 13); uma implementação de bloqueador de conteúdo, o mais próximo que o IE teve de um adblock nativo (slide 14); além de um verificador ortográfico (slide 15);
  • a janela para informar sites problemáticos, que permaneceu em inglês (slide 16);
  • um relatório de privacidade (slide 17);
  • o filtro SmartScreen, que verificava os sites, semelhante ao serviço de malware oferecido pela Google nos dias de hoje (slide 18);
  • a janela de Downloads, remodelada desde a versão 9 (slide 19);
  • o erro ao carregar sites, cujas mensagens foram revisadas na versão 10 (slide 20);
  • o modo de compatibilidade, para carregar sites realmente antigos, geralmente focados na versão 6 para baixo - e, acredite, ainda deve existir por aí, pois, do contrário, a Microsoft não teria razão em embarcar o Modo IE no Edge Chromium (slide 21);
  • a janela de redefinição do navegador, que nem sempre resolvia determinados problemas de estabilidade, pelo menos em meus testes quando precisei usar (slides 22 a 24);
  • a adição de uma página como favorito (slide 25);
  • a inspeção de página, onde, ao invés de abrir em uma aba do navegador, usa programas do sistema, como o Bloco de Notas ou mesmo o Word (slide 26);
  • a visualização de impressão, considerando que o IE ainda não tinha suporte nativo ao PDF (slide 27);
  • as janelas de propriedades da página, um dos resquícios das primeiras versões do navegador (slide 28);
  • as ferramentas de desenvolvedor, uma das novidades da versão, mas que, infelizmente, não carregou em meus testes, provavelmente por causa das últimas atualizações ESU que quebraram o recurso (slide 29);
  • as informações de segurança do site (slide 30);
  • a função de fixar sites na barra de tarefas, também vindo da versão 9 (slide 31);
  • o menu da barra principal (slide 32);
  • o modo com a guia abaixo da barra de endereços, adotado por padrão pela Microsoft por volta de 2018 (slide 33);
  • a barra lateral, que podia ser movida, aproveitando para citar a barra de favoritos habilitada (slides 34 e 35);
  • o recurso de supervisor, introduzido no Windows 2000, e que não era integrado com recursos de proteção familiar presente no Seven (slides 36 a 38);
  • e, por fim, os costumeiros erros, pois, se não tiver falhas, não é Internet Explorer, o mais usado browser de todos os tempos para baixar seus concorrentes (slide 39).

 


Outro componente legado (e, diferente do IE, seu sucessor não traz nem metade dos recursos que este tinha, mas isto é uma outra história) é o Windows Media Player, também na derradeira versão 12, que, na prática, foi apenas uma revisão da versão anterior, com polimentos e melhor integração de determinados recursos no sistema, como o modo de reprodução minimizado (slide 1); no mais, o assistente de primeira execução praticamente é o mesmo desde a longínqua versão 7 (slides 2 a 7). 

 


Agora vem os outros aplicativos, presentes no Windows 7 padrão e que não foram removidos do Thin PC: a janela Executar (slide 1); a calculadora, remodelada nesta versão, permanecendo presente em todas as versões de longo suporte do Windows 10 (slide 2); o visualizador XPS, formato que nasceu para competir com o PDF, mas não vingou (slide 3); o bom e velho Bloco de notas, sem integração com o conta e nem Copilot, que ainda sobrevive, ao menos, nas versões mais recentes do Windows PE (slide 4); o gravador de som, simples e objetivo (slide 5); o Prompt de Comando (slide 6), que ainda suportava a emulação de antigos componentes do DOS, como o command.com (slide 7) e o edit.com, que se tornou código aberto em 2025, para quem quiser matar a saudade (slide 8); um editor de caracteres particulares, um recurso bem nichado e esquecido no tempo (slides 9 e 10); a janela de informações do sistema, que ainda resiste nas versões mais recentes do Windows 11 (slide 11); o editor de registro, com as informações da base do sistema com as atualizações ESU de janeiro de 2026 (slide 12); a limpeza de disco, turbinada ao longo dos anos para suportar a limpeza de arquivos do Windows Update - como eu detalho aqui (slides 13 e 14); o bom e velho editor de caracteres, que pouco mudou ao longo das décadas e resiste até os dias de hoje, praticamente inalterado, mesmo na época do emojis (slide 15); a restauração do sistema, que, mesmo no Seven, nem sempre resolvia os problemas (slide 16); a discagem telefônica, sendo o mesmo programa do Windows 95/NT 4 e, por incrível que pareça, ainda presente em 2026 no sistema (slides 17 e 18); um recurso escondido no sistema e também esquecido no tempo, ligado ao gerenciador de eventos (slides 19 e 20); o IExpress 2, o mesmo desde o IE 4, ainda presente no sistema, mesmo sendo obsoleto e inseguro (slide 21); um programa para lidar com dispositivos SCSI, já em desuso mesmo na época (slides 22 e 23); o Windows Installer, que chegou na derradeira versão 5 e permanece assim até hoje (slide 24); as propriedades do kernel em um sistema limpo (slide 25); o velho gestor de banco de dados ODBC, herdado do Windows 3 (slides 26 e 27); o gravador de passos, para fins de depuração, semelhante ao que temos no Office para uso em macros (slide 28); recurso de criptografia pré-BitLocker (slide 29); assistente alternativo de compartilhamento de pasta (slide 30); verificador de assinatura digital de programas, absorvido com o sistema ao longo dos anos (slides 31 e 32); verificador de driver, semelhante ao disponível desde o Windows 2000 (slide 33); o Centro de Mobilidade, focado em dispositivos portáteis, ainda presente no SO da Microsoft embora abandonado (slide 34); o visualizador de fax e scanner, desmembrado do visualizador de imagens e, rigorosamente, o mesmo programa do Vista, sendo possível removê-los na seção de recursos, já que é considerado inseguro (slide 35); o programa de conexão de área de trabalho remota, conhecido pela sigla MTSC, focado na conexão remota pelo protocolo RDP, que recebeu a revisão com os recursos do Windows 8.1 (slide 36); as configurações de ajuda, sendo o Seven a última versão que mexeu no recurso (slide 37).

 


Decidi destacar à parte o Paint, clássico editor de imagens Bitmap do Windows, remodelado no Seven para adotar a interface Ribbon, abandonando padrões vistos desde os primórdios do SO da Microsoft, dando sobrevida ao recurso que foi a padrão até em todas as versões do Windows 10 (ainda que quase tenha sido descontinuado em 2018).

 


O mesmo para o WordPad, editor de arquivos de texto no formato RTF, cuja renovação foi bem-vinda e muito necessária (em comparação com sua interface ultrapassada, ganhando até alguns pequenos recursos vistos no Word) para quem não tinha condições do adquirir a suite de aplicativos da empresa de Redmond (numa época que o Office 365 ainda não existia direito - mesmo iniciado em 2010) e este, embora menos popular que o Paint, teve uma sobrevida maior: permaneceu até o Windows 11 23H2 sem ser incomodado até a Microsoft resolver removê-lo.

 


Como eu falei na seção Facilidade de Acesso, o Windows 7 deu passos importantes (ainda que insuficientes, mesmo nos dias de hoje) na melhoria da acessibilidade do sistema, dando uma necessária repaginada nos recursos, que não tinham grande atenção desde o Windows 2000, como a Lupa (slides 1 a 3); o Narrador (slide 4); e o Teclado (slides 5 e 6).

 


O Gerenciador de tarefas, em si, não é muito diferente, se comparado com o Vista (slides 1 a 6), mas o Seven trouxe um reforço na gestão de partes do sistema, que é Monitor de Recursos (slides 7 a 11), permitindo ver com detalhes informações que o taskmgr não fornecia com precisão, como monitoramento de sites e de processos internos.

 


O Windows Explorer não é muito diferente do visto no SO de 2006, recebendo pequenos polimentos e um visual mais limpo e direto ao ponto, cuja estabilidade e melhoria de resposta não pode ser ignorado; no mais, temos a visualização no modo Meu Computador (slide 1); das bibliotecas, cuja função foi simplificada aqui, mas na prática, pouco usada - tanto que foi abandonado no 8.1 (slide 2); a pasta do usuário (slide 3); os modos de visualização, levemente aprimorados em relação à versão anterior (slide 4); o assistente de compartilhamento modernizado nesta versão (slide 5); o verificador de erros gráfico, simples e objetivo - ainda que a Microsoft tenha o simplificado ainda mais a partir do Windows 8 (slide 6); o desfragmentador de disco, também remodelado e simplificado aqui, mas que ainda não era otimizado para SSDs, que estavam começando a se popularizar na época e só viriam a ter um melhor suporte a partir de 2012 (slides 7 e 8).

 


O Console de Gerenciamento era, rigorosamente, a mesma versão vista no SO de 2006 e, mesmo sendo uma parte chave para a gestão do sistema na época - na ausência de algo melhor - praticamente não recebeu novidades no Seven, permanecendo na versão 3, mas é preciso destacar a melhoria de suporte de drivers, mantendo a base iniciada no Vista, mas aumentando a confiabilidade, denotando um sistema mais estável (slides 3 e 4); a adição de uma gestão avançada de Firewall, vinda do Windows Server, deu mais possibilidades ao recurso introduzido pelo XP SP2 (slide 5); e, se hoje é um recurso indispensável, segundo a Microsoft, o Seven já suportava o Trusted Platform Module, conhecido pela sigla TPM, um chip de segurança para auxiliar em tarefas que envolvem criptografia, como o Secure Boot (que o SO de 2009 ainda não suportava) e o BitLocker (slide 10); no mais, temos o Gerenciamento do computador (slide 1); de dispositivos (slide 2); de certificados (slide 6); serviço de indexação básico - não o utilizado pelo Windows Search, que falarei daqui a pouco (slide 7); os serviços de componente, ligado ao importante visualizador de eventos (slide 8); ao editor de política de grupo, conhecido como gpedit.msc (slide 9). 

 


Pela primeira vez nativamente no sistema, o Windows PowerShell, inicialmente na versão 2 (slide 1), embora não seja tão simples quanto a Microsoft quer propagar, deu novas possibilidades na gestão do sistema, se tornando, aos poucos, tão importante, ao ponto da empresa de Redmond torná-lo código aberto, em 2019; no mais, a versão clássica foi sendo atualizada ao longo dos anos, chegando à versão 4, a mesma do Windows 8.1 (slide 2), ainda que tenha recebido a derradeira versão 5.1 (cuja "novela" eu acompanhei na época e mias detalhes podem ser vistos aqui) e, nisto, inclui o modo ISE, que é um ambiente com ferramentas avançadas que automatizam o uso do terminal (slides 4 e 5), mas que exige o .NET Framework 3.5.1 ou superior (que é nativo do Seven mas não no Thin PC, cujos detalhes eu também falo aqui), do contrário não funciona (slide 6).

 

Outras informações  


Caso você conheça um pouco o Windows (ou, no mínimo já tenha visto alguns de meus artigos) deve ter percebido que, por projeto, vários componentes considerados clássicos do Seven não estão presentes no Thin PC, já que, na prática, não são tão essenciais e exigem recursos que um thin client normalmente não dispõe e, considerando que a adição de recursos está desativado, como eu falei anteriormente, graças ao fato do sistema ter sido feito com base no Embedded, um projeto chamado Missed Features Installer (slides 1 e 2) se aproveitou disso e disponibilizou uma forma de adicionar estes recursos graças aos módulos da edição focada em dispositivos embarcados e pode ser baixado clicando aqui (também disponível para outras versões do SO da Microsoft); desta forma, é possível ter acesso às Notas autoadesivas (slide 3); Ferramenta de captura, levemente polida no Seven (slides 4 a 6); painel de expressões matemáticas, um recurso do velho projeto TabletPC (slide 7); Diário do Windows, idem (slide 8); painel de digitação, da mesma iniciativa, considerando que o suporte à telas sensíveis ao toque ainda não era muito melhor que versões anteriores do sistema (slides 9 a 17); reconhecimento de fala, que, na prática, nunca suportou o Português Brasil, cuja Microsoft ainda está atrás neste quesito, se comparar com a Google e a Samsung (slides 18 e 19) o Windows Defender, que nesta época, ainda era só um anti spyware, (lembrando que, nesta mesma ocasião, a empresa de Redmond já oferecia um anti malware/anti rootkit chamado Microsoft Security Essentials, instalado separadamente, que seu uniu com o antigo Defender para gerar o antivírus nativo presente a partir do Windows 8), não muito diferente do que tinha no Vista, contudo, ainda recebia atualizações de definições na data original deste artigo, mesmo num sistema oficialmente obsoleto (slide 20); o Windows Mail, praticamente o mesmo do Vista, tem uma história curiosa: ele não está presente nativamente no Seven mas é possível habilitado, inclusive com suporte ao idioma do sistema (slides 21 a 24); já o Calendário, ficou restrito aos primeiros betas do projeto Vienna - que originou o SO de 2009 - e, por isto só existe em inglês (slide 25); o sistema de indexação do Windows Search, levemente aprimorado em relação ao Vista, melhorando um pouco a busca de documentos (slide 26); e o Windows CardSpace, integrado ao .NET Framework 3.x, que, na prática, era redundante com o gerenciador de credenciais nativos do Windows e, por isso, teve baixa adesão (slide 27).

 


Também em comparação com o SO de 2006, o Media Center, amadurecido ao longo dos anos, chegou ao Seven mesmo com o conceito não tendo caído no gosto do público e, por isso, foi a última versão em que o recurso foi oficialmente desenvolvido (ainda seria embarcado no 8.x como uma edição própria do sistema, como eu falei no artigo dedicado, fora o fato de entusiastas tentarem adicioná-lo no Windows 10, mesmo com todas as limitações).

 


Quanto aos jogos, embora não sejam muito diferentes dos que estavam presentes no Vista, receberam alguns polimentos e, aliados ao DirectX 11, foram um dos grandes chamarizes do SO de 2009 (tanto que, pela popularidade, desenvolvedores deram a possibilidade de instalá-los em versões mais recentes do Windows, já que a Microsoft os removeu do 8.x em prol de sua nova plataforma de aplicativos); no mais, temos o Explorador de Jogos, uma área exclusiva que reunia os jogos instalados e identificados pelo sistema, permanecendo até o Windows 10 1607 (slide 1); o clássico campo minado (slide 2); um jogo de xadrez, que suportava tanto o 2D quanto o 3D, dependendo da placa gráfica instalada (slide 3); o FreeCell, jogo de cartas esquecido pela Microsoft nas implementações mais recentes (slide 4); o jogo de Copas (slide 5); os jogos de internet, embarcados pela última vez aqui, mas que já não funcionam mais (slides 6 a 8); o jogo de mahjong (slide 9); o divertido Purble Place, que consiste em montar bolos (slide 10); o Paciência, com o clássico modo klondike (slide 11); e, por fim, o Paciência Spider (slide 12).

 


Numa época que CDs e DVDs ainda eram muito utilizados (já que a memória Flash, dos cartões de memória e pen drives, ainda estavam em ascensão de popularidade), o Seven ainda embarcava um criador de DVDs, desmembrado do editor de vídeos Movie Maker (agora disponível avulso, no pacote Essentials e fundido com a Galeria de Fotos, como eu detalhei aqui) e polido em relação ao Vista, limitado à duração padrão do disco e, assim como os jogos, também dependente da placa gráfica para funcionar.

 


Dois projetos que surgiram ao longo dos anos facilitaram bastante a gestão de atualizações de versões antigas do Windows, numa época que a Microsoft ainda não agrupava num único arquivo (e, por isso, não era incomum a listagem de mais de 200 atualizações instaladas - sem falar dos hotfixes, que dobrava esta quantidade - até o lançamento do Pacote de Conveniência, em 2016, e do modelo de atualizações cumulativas visto no Windows 10, em 2018, que reduziram este número a cerca de 50 no final do suporte do SO de 2009, como eu detalho aqui): o Legacy Update, que, mesmo focado no Windows XP e anteriores, é muito útil também no Vista e no Seven para manter o Windows Update e o sistema de ativação funcionado, usando o antigo modelo de instalação de atualizações baseado em ActiveX, que funciona sem grandes surpresas em meus testes (slides 1 a 5); e o UpdatePack (slides 6 a 12), do desenvolvedor russo Simplix, este focado no SO de 2009, que reuniu todas as atualizações aplicáveis, com a telemetria e checagens de processador removidas, inclusive as ESUs, dando uma sobrevida ao NT 6.1, mesmo após o fim do suporte oficial, em janeiro de 2020 (no caso do Thin PC, por ser base Embedded, durou um pouco mais: até outubro de 2021) até o final do suporte do programa Premium Assurrance ao Server 2008 / R2, em janeiro de 2026, poupando o tempo do usuário, podendo ser baixado clicando aqui.

 


Antes de concluir, não posso de deixar de falar nos pequenos polimentos feitos na parte de encerramento da sessão do sistema, como a janela de desligamento (slide 1); a parte prévia, caso alguma coisa esteja truncando o processo (slide 2); o encerramento em si, seja para desligamento ou reinicialização (slide 3); a inicialização (slides 4 e 5); os processos prévios para configurar atualizações ou serviços, cujo texto só foi alterado no Windows 10 Versão 21H2 ou superior (slide 6); a instalação de atualizações em si, alterado, em relação ao Vista, para porcentagem, indo até o 30% antes de reiniciar para concluir os outros 70% (slide 7); mas, que, dependendo da atualização, no caso de um Service Pack ou atualização do Internet Explorer, utilizar o sistema de etapas introduzido com o SO de 2006 (slide 8); quando algo dá errado, ele tenta reverter (slide 9); em seguida, tenta repetir a instalação (slide 10); nos slides 11 a 15, aproveitei para encaixar o funcionamento do modo de segurança e de inicialização avançada, também muito parecido com o Vista, sendo o Seven a última versão a permitir que a imposição de assinatura de drivers possa ser desabilitada no sistema sem grandes complicações (pelo fato de ainda suportar a instalação de drivers não assinados, dependendo do cenário), sendo uma opção dificultada, por razões de segurança, a partir do Windows 8.

 

Conclusão 

Nestes mais de dez anos que analiso mais detalhadamente as mais diversas versões do SO da Microsoft (fora os mais de quinze que eu uso no dia a dia - se bem que, atualmente, é bem menos do que outrora, já que os rumos tomados com o Windows 11 me fizeram optar por usar mais o Linux no dia a dia e até que estou me saindo bem sem dual boot, porém já estou desviando do assunto) e posso concluir que o Windows NT 6.1 reuniu todas as qualidades das versões anteriores, seja a estabilidade do 2000 / XP, a beleza do Vista (embora aqui polida e contida), a familiaridade e a tradição do 95 / NT 4, tornando o SO de 2009 a versão mais coesa e madura já feita do Windows até aqui (tanto que foi o último grande projeto da era Steve Ballmer e de um esquema de desenvolvimento clássico, sem muitas automatizações e com uma integração maior com as OEMs), até que o lançamento do Azure, em 2010 e a ascensão dos smartphones como o principal aparelho de massa mudaram os rumos da Microsoft e ela acabou se perdendo (como eu mostrei no artigo sobre o Windows 8), podendo dizer que a base solidificada aqui ainda está segurando um pouco as pontas para que o sistema não se torne um novo Longhorn (tanto que a própria empresa reconheceu isso em 2026 e está tentando correr atrás do prejuízo).

Quanto ao Thin PC em si, arrisco-me a dizer que ele falhou em atender o nicho para qual foi destinado (se afastando muito do propósito do FLP - que tinha mais motivo para existir, como eu citei na introdução) e, ainda por cima, canibalizou o próprio Embedded, já que, mesmo com a remoção de muitos recursos, ainda é um sistema muito inchado (obviamente que, guardadas as devidas proporções, nem se compara com um Windows 11 da vida, mas a manutenção de elementos como o compositor de temas foi um tanto estranha, sendo mais robusto até que a edição Starter neste quesito) e a carência de um suporte maior de hardware (restrito aos processadores de 32 bits e sem suporte a ARM) não o tornaram uma opção viável no dia a dia dos thin clients, que não precisam de mais que uma firmware genérica para acesso remoto e penso que um Windows CE adaptado seria uma proposta superior, mas a Microsoft ainda não estava preparada para isso e só evoluiria um pouco com o Windows IoT (mas o estrago já estava feito e, na prática não atingiu o que poderia se esperar).

Seguem os links que, como de costume, complementam o artigo:

Mais uma vez agradeço por ter chegado até aqui e até uma outra oportunidade. Como sempre, não deixe de ficar ligado no Blog de Bruno A. Vieira.